quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Benfica vence Angola em jogo de festa


O Benfica venceu esta quarta-feira, em Angola, a selecção dos Palancas Negras por 2-0 e conquistou a Taça da Independência de Angola.


Jorge Jesus mostrou-se satisfeito por nenhum dos seus jogadores ter sofrido uma lesão no encontro particular frente à selecção nacional de Angola apesar do "grande cansaço sentido devido à humidade e calor".
 
"A nossa intenção era participar numa festa e saímos daqui sem lesões, o que é positivo. Esteve muita humidade e calor, o que causou um cansaço grande nos jogadores e isso levou a uma redução na nossa intensidade de jogo", afirmou Jorge Jesus após o triunfo por 2-0 sobre o "Palancas Negras" e a consequente conquista do Troféu da Independência.

Jorge Jesus mostrou-se impressionado com jogadores angolanos, principalmente Job, mas negou que esteja interessado em contratar o extremo do Petro de Luanda.

"É uma selecção com jogadores rápidos e a quem não é fácil ganhar, muito menos em Luanda. O Job tem qualidades, boa técnica e rapidez mas não é verdade que o Benfica o esteja a seguir", frisou.
Enalteceu ainda a "festa bonita" proporcionada por ambas as equipas: "Uma vez mais o Benfica veio representar não só o clube mas também Portugal. Por isso penso que acabou tudo em bem que é o mais importante".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ricardo Araújo Pereira põe fim a Crónicas Desportivas


Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela decidiram pôr fim às respetivas crónicas semanais que assinavam no jornal “A Bola”.

A gota de água para estes dois elementos dos Gato Fedorento aconteceu no passado domingo, quando aquele jornal desportivo não publicou uma parte do texto de José Diogo Quintela, onde este respondia a críticas lançadas por Miguel Sousa Tavares.

Indignado com a posição de “A Bola”, que não o consultou, Quintela reagiu através do site “Sporting Apoio”, no qual publicou o texto omitido pelo jornal. Aí pode ler-se a resposta do humorista à ameaça feita, no dia 2, por Sousa Tavares de deixar de escrever para a publicação, pois declarava estar “farto de viver [...] com dois rafeiros atiçados às canelas, dois censores encartados”. 

“MST tenta intimidar-me por causa do que escrevo. Em janeiro pediu a Pinto da Costa que me processasse. Desta vez, vitimiza-se e ameaça abandonar a sua crónica, pretendendo que o Ricardo e eu sejamos responsabilizados pela sua saída”. Estas foram algumas das acusações que Quintela fazia em “A Minha Fé” e que acabaram por ser cortadas.

Ricardo Araújo Pereira, solidarizou-se com o companheiro terminando assim as suas brilhantes crónicas “A Chama Imensa”...


Fonte: Jornal A BOLA

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Benfica em Angola interessa a quem?



Planet Benfica


O Benfica seguiu esta manhã para uma longa viagem rumo a Luanda. Faz um jogo e regressa, se tudo decorrer como previsto, na quinta-feira. Saiu com 16 graus centígrados, espera-o em África uma temperatura de 30 graus. No domingo, às 18:15, recebe a Naval, para a Liga. 

Depois da derrota histórica no Dragão, treinadores, jogadores e dirigentes foram de folga e reencontraram-se esta manhã. Farão a ressaca da inesquecível derrota fechados num avião, com um jogo sem interesse e meia dúzia de festividades pelo meio. 

É evidente que esta deslocação prejudica a preparação do Benfica para um jogo do campeonato. Acrescenta cansaço, físico e psicológico, e em nada contribui para digerir da forma correcta o que se passou no Dragão.
Face a este facto, uma pergunta continua por responder: esta deslocação é boa para quem?
O presidente Luís Filipe Vieira acha que «a viagem não é um esforço», antes um «privilégio». Diz o dirigente que há um património afectivo a defender. Até pode ser que sim, mas é para isso que se fizeram as deslocações de final de temporada. 

O jogo com a selecção angolana deverá ser pago. Alguns órgãos de informação adiantaram o valor de 1,4 milhões de euros, verba que não foi confirmada nem desmentida pelos responsáveis do Benfica. No entanto, sabe-se que os adeptos são os melhores accionistas do mundo. Ligam pouco aos prejuízos e certamente não haverá um deles que troque euros por pontos. De resto, o Benfica investiu muito no defeso, não consta que esteja desesperadamente à procura do equilíbrio nas contas. 

Dito isto, resta-me concluir que, até prova em contrário, esta viagem do Benfica serve sobretudo a quem convidou. O futebol português é muito seguido em território angolano e quem possui a capacidade de levar a Luanda os craques marca pontos.
Para o Benfica, esta viagem é um acto impróprio de um clube envolvido em quatro competições do mais alto nível e a doze dias de uma deslocação, essa sim determinante, a Israel.

Luís Sobral

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