segunda-feira, 25 de outubro de 2010

4ª Vitória consecutiva




Benfica conseguiu a 4ª Vitória consecutiva para o Campeonato ao vencer o Portimonense no Estádio Algarve por 0-1 com um golo de Javi Garcia  aos 4 minutos da 2ª parte. Benfica chega aos 15 pontos isolado no 2º lugar e "pressiona" o FC Porto. 


Análise de Jorge Jesus: 

«Jogámos contra uma boa equipa, muito bem trabalhada do ponto de vista técnico-táctico, sabíamos que ia ser difícil, mas ganhámos com todo o mérito. Fizemos um golo e tivemos muitas oportunidades, enquanto o Portimonense não criou nenhuma. Controlámos o que o adversário tem de bom. O Candeias e o Ivanildo transportam muito o jogo em contra-ataque e, depois de controlar isso, as coisas tornaram-se mais fáceis. Com o tempo a correr, sabíamos que chegaríamos ao golo, pois normalmente é isso que acontece»...«Foi importante fazer a quarta vitória sem sofrer golos e já estamos a pensar em fazer a quinta na próxima sexta-feira [contra o Paços de Ferreira]».


Jorge Jesus foi ainda questionado sobre o apelo da direcção do clube para que os adeptos não acompanhem a equipa nos jogos fora do Estádio da Luz. «O Benfica tem tantos adeptos que nem com o apelo da direcção consegue travar o seu apoio. Se não fosse isso, este estádio estaria muito provavelmente completamente cheio. De qualquer forma, da parte da equipa, estamos completamente de acordo com o que a direcção decidiu»





sábado, 23 de outubro de 2010

Crónicas Ricardo Araújo Pereira



E isso me envaidece

Estive ontem mais de duas horas a conversar com um adepto do Benfica. Chama se António Lobo Antunes e é, alem de benfiquista, um grande escritor. Um dos maiores do mundo. Sempre que lhe dão um prémio literário, e já lhos deram quase todos, fica mais prestigiado o prémio do que ele. Tem diplomas, medalhas, vários quadros de grandes pintores que quiseram pintar-lhe o retrato. Creio, por isso, que os leitores não serão capazes de lhe censurar a vaidade se disser que, em casa dele, na parede do quarto, está, emoldurada, a sua ficha de inscrição como sócio do Sport Lisboa e Benfica. Cada um tem as suas honrarias, e a vontade de exibir as maiores é apenas humana. «É extraordinário», disse ele a olhar para a moldura, «como um clube fundado por órfãos da Casa Pia - ao contrário do Sporting, fundado por um Visconde, e do Porto, fundado por banqueiros - consegue...» E, entretanto, faltaram-lhe as palavras. 

«É extraordinário», limitou-se a repetir. Confesso que fiquei desapontado. Afinal, um grande escritor não fazia milagres: quando alguma coisa era do domínio do indizível, não havia vocabulário, nem talento, nem nada que lhe valesse. Mas, nesse mesmo segundo, Lobo Antunes desmentiu-me. Encontrou as palavras que lhe faltavam, e começou a recitá-las: «Domiciano Barrocal Gomes Cavém. José Pinto de Carvalho Santos Águas. Mário Esteves Coluna. Alberto da Costa Pereira. José Augusto Pinto de Almeida. Ângelo Gaspar Martins. António José Simões da Costa.» Assim mesmo, com os nomes completos e sem hesitações. Mais adiante, nessa mesma tarde, António Lobo Antunes haveria de declamar um poema de Dylan Thomas. Mas não voltou a ser tão poético como naquele momento, à frente de uma ficha amarelecida por mais de 60 anos.

Antes de nos despedirmos, ainda registámos uma coincidência. No dia 23 de Maio de 1990, eu tinha 16 anos e estava a chorar em minha casa; António Lobo Antunes tinha 47 e estava a chorar na dele. Claro, Lobo Antunes é um génio, e eu sou apenas, e só quando consigo, eu. Mas, ao menos naqueles minutos que sucederam à final da Taça dos Campeões (duas ou três horas, no meu caso), a minha sensibilidade foi igual à dele. Não é a primeira vez que o Benfica faz de mim uma pessoa melhor, mas nunca deixa de ser surpreendente.
Feito este curto mas importante parêntesis, para a semana voltarei a dedicar-me às grotescas incongruências de Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares, que é para isso que cá estou.
Ricardo Araujo Pereira, 23 de Outubro in Jornal A Bola

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fruta Fresca






Reinaldo Teles, vice-presidente do FC Porto, foi apanhado no meio de uma rusga à casa de alterne Taver na do Infante, na madrugada de sábado.

As autoridades encontraram nove mulheres brasileiras escondidas em locais tão estranhos como uma arca congeladora.

A situação que maior surpresa gerou aos agentes e elementos do SEF foi uma mulher dentro de um grande saco de plástico preto usado para colocar o lixo que chegou mesmo a provocar o riso dos agentes. Reinaldo Teles assistiu a toda a operação e terá sido mesmo cordial com as autoridades.
É de louvar esta preocupação em manter a fruta fresca mas como todos nós sabemos fruta congelada apodrece rapidamente e depois lá vai para os sacos de plástico...



Ou será apenas Terrorismo Sexual?


Afinal há Bin Ladens em Portugal...



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