sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Jorge Jesus: um case study"


Jorge Jesus deu a semana passada uma entrevista à Benfica TV, muito bem conduzida pelo vice-presidente José Eduardo Moniz, que tentou abordar alguns casos protagonizados pelo treinador.

Agradeceu ao presidente Luís Filipe Vieira pela aposta na sua continuidade, depois de ter perdido tudo, na época passada. Vá lá! Era o mínimo…

A entrevista foi uma oportunidade perdida, poderia ter sido um assumir de erros e um acto de contrição. Porém, continua a falar como se nada se tivesse passado e a entrevista serviu para branquear, a sua postura, a sua continuidade e insistir com a sua maneira de ser para a próxima época.

Poderia ter sido uma oportunidade para fazer mea culpa e descer à terra. Continua com a mania das grandezas. Um pingo de humildade e respeito por muitos benfiquistas que têm outra conduta e outro comportamento.

Fala sempre do alto do seu pedestal, como se nada se tivesse passado na época passada.

O Benfica não merece ter, este treinador Jorge Jesus, à frente da sua equipa de futebol. Os adeptos, mais parecem fundamentalistas em que acreditam na infalibilidade , na aceitação como verdade fundamental e imprescindível para a formação da consciência benfiquista, do que diz Jorge Jesus.

Jorge Jesus é um case study, poderia merecer o respeito e até a tolerância das gentes do futebol, mas não o merece pela forma de ser e de estar no futebol.

Enquanto estiver no Benfica, não vai conseguir vencer nada. Por outro lado é o campeão da palhaçada, do cómico, que diverte os não benfiquistas, bobo. No fundo é uma anedota.

As suas aparições são uma narração, geralmente jocosa de factos e muitas vezes imaginários que provocam o riso.

O Benfica perdeu tudo por causa de um treinador inadequado, exibicionista e que vive num mundo em que não põe a hipótese de perder mas está sempre a perder.

O Benfica que teve, o melhor na época, o Bayern Munique ter ganho a Liga dos Campeões ao Borussia Dortmund, deste modo ser cabeça de série na Liga dos Campeões para a próxima época. O resto foi um desastre pelas falsas expectativas criadas e dadas aos adeptos como se fosse um dado adquirido.

O normal para quem perdeu três finais, num espaço de tempo curto seria compreensão e pena. Mas o que senti na altura foi sarcasmo e gozo dando vontade de me rir, Este sentimento é culpa deste senhor Jorge Jesus que somente Luís Filipe Vieira vê qualidades onde os outros só vêem defeitos.

A época passada, o Benfica praticou melhor futebol, foi mais regular, foi à final da Liga Europa esteve em três frentes: campeonato; taça e competições europeias. Porém como dizia o fantástico corredor de Fórmula1 Niki Lauda nos despiques com Alan Prost , "uma coisa é chegarmos à traseira de um carro, outra é ultrapassá-lo". Este raciocínio aplica-se ao Benfica, está sempre perto mas não chega.

Jorge Jesus continua com tiques de ser o maior, não o sendo, pensa que se ganham jogos na imprensa. Por se dizer até à exaustão que são os melhores, vão vencer. Que tem a melhor equipa, blá, blá, blá…

Acho que seria importante aprender com os erros, menos verborreia e alter-ego. Falar pouco, com consistência e equilíbrio. Não ser espalha-brasas e campeões para os jornais.

O Benfica tem que se regenerar, falar pouco, ser normal, sem armanços. A equipa do Benfica em campo espelha o que é o seu treinador.

Chega-se à triste realidade que não passa de um sonhador. O Benfica parece os portugueses sempre com desculpas e sem chegar ao objectivo traçado. Há falta de rigor, solidez, e o mais importante no futebol, quem deve falar são os resultados.

Joaquim Jorge - Jornal Record

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