sexta-feira, 26 de abril de 2013

Crónicas de Leonor Pinhão


Já não bastava o Capela. Agora também o Jô Soares é do Benfica. 




Para quem não conhece Jô Soares informo que se trata de um artista brasileiro (que já não é propriamente um rapaz novo), um homem do espectáculo, enorme comunicador e finíssimo humorista, apresentador do Programa do Jô na TV Globo lá do outro lado do Atlântico. 


Jô Soares é um figura a tal ponto popularíssima no Brasil que o seu programa leva o seu nome porque assim mesmo, curto e directo, basta como selo de garantia.


Lamentavelmente, e não se sabe porque estrondosos motivos, desde o Verão passado, que o Programa do Jô se vem transformando no Programa da Águia Vitória.
E até parece que lá longe, sem ter nada a ver com o assunto, há um Jô todo ele vermelhão, tal e qual como o Vítor Pereira cá dos árbitros, que também faz o seu trabalhinho para levar o Benfica ao colo sabe-se lá até onde.
E isto não é especular.


Em Julho o Jô convidou o Deco para ir ao Programa da Águia Vitória. Para quê, caramba?
Para que Deco, já reformado e salvaguardado pela imensidão de um oceano inteiro, debitasse uma versão final do incidente da bota atirada ao árbitro Paulo Paraty, versão essa que, bem analisada, é um bocadinho contrária à versão que acabaria por vingar perante a justiça e perante a opinião pública do insólito e já distante acontecimento do ano de 2003.


Como se já não bastassem o Deco em Julho e o Capela no domingo, na segunda-feira passada, menos de 24 horas passadas sobre o derby e provavelmente ainda empolgado com o goleco do Lima, o mesmo Jô convidou Walter Casagrande, outro ex-jogador do FC Porto, para ser entrevistado no tal Programa da Águia Vitória na TV Globo. E para quê?


Para que Casagrande, reformadíssimo e também ele salvaguardado pela imensidão do oceano anteriormente referido, viesse debitar acusações contra um qualquer no name enfermeiro que lhe terá ministrado quatro injecções que o deixaram com uma «disposição acima do normal» para jogar à bola no ano (do século passado) em que o FC Porto foi pela primeira vez campeão europeu.


Bonito serviço, Jô Soares. Duas vezes, bonito serviço, não haja dúvida.


Bonito serviço de dar a palavra a um tipo como Casagrande que não é de confiar. Os seus antigos problemas com drogas das chamadas sociais são sobejamente conhecidos no Brasil e que credibilidade pode ter um tipo que por andar nessa vida até escreveu um livro sobre isso?


Quanto ao Jô, o do Programa da Águia Vitória, é com certeza outro carocho. Lançando o tema das drogas, o entrevistador brasuca começa logo a conversa com Casagrande de modo, cá para mim, bastante suspeito.

«Maconha para jogar... imagina o tempo que leva um lançamento», diz o Jô todo sorridente.


Ai é? Ai «imagina»? Como é que ele sabe desse propalado fenómeno da distorção do tempo que pode ser provocado, dizem os cientistas de ponta, pelo uso da maconha?


É porque o já experimentou, com certeza. E, se calhar, até experimentou mais do que uma vez. Concluindo-se que o Jô também não tem credibilidade alguma.


É isto o Terceiro Mundo.

Leonor Pinhão 25 de Abril 2013 in Jornal A Bola

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Caricatura de Lima




O melhor concretizador em época de estreia pelo Benfica desde José Augusto em 1959/60



«Lima é um goleador nato que não vira a cara à luta. Tem excelentes qualidades, que têm sido aproveitadas da melhor forma por Jorge Jesus. Foi a melhor contratação do Benfica»
José Augusto

Também Pode Gostar

Blog Widget by LinkWithin