segunda-feira, 30 de julho de 2012

Leonor Pinhão ainda acredita na palavra de Luis Filipe Vieira



Neste arranque de época ver jogar Witsel tem sido uma dor de alma.
Não porque jogue mal mas, precisamente, pela razão contrária. Joga bem, joga muitíssimo bem e a ideia, tão verosímil, de o podermos perder, e antes ainda da coisa a sério começar, deixa-nos num desalento sem concerto. 

No jogo do Benfica com o Slask Wroclaw passou-se comigo o caso ridículo, desesperado, de ter desligado a televisão à segunda repetição (em câmara lenta) do triplete de nós cegos aplicados por Axel Witsel a uma quantidade idêntica de polacos, antes de servir Óscar Cardozo para que o paraguaio assinasse o primeiro golo do encontro. 

Jogo à defesa, como estão a ver. 

A quase certeza de poder perder a qualquer momento o melhor DJ belga que alguma vez conheci, aquele que põe a equipa a dançar, leva-me a não o querer ver mais. Prefiro não saber. É um daqueles momentos em que temos de nos resguardar e traçar, sem demora, o parâmetro acima do qual só por masoquismo se sofre. 

Uma pessoa tem de estar preparada para os quinhentos estados de nervos que cada nova temporada carrega. 

A vida é assim e o futebol também. Mas há limites, caramba. E nenhuma pessoa deve deixar-se resvalar, languidamente, para essa coisa indigna que é sofrer por antecipação. 

Antecipo-me, assim, à má noticia que não tardará a chegar e não quero ver mais Axel Witsel a jogar à bola com a camisola do Benfica porque me parte o coração. 

Pela minha parte o assunto está resolvido e à maneira estoica, pois claro.

Pela parte do Benfica parece que não está. Lendo o jornal ficamos todos a saber que o ACMilan e o Real Madrid continuam na perseguição ao jogador, que os italianos oferecem 20 milhões de euros pelos seus serviços e que o presidente do Benfica, ainda no princípio desta semana, afirmou publicamente que não aceita negociar Axel Witsel abaixo da cláusula de rescisão, no montante de 40 milhões de euros. 

Sendo o belga um quase desconhecido quando chegou à Luz, aceita-se como realista o valor da cláusula de rescisão imposta no contrato assinado no Verão do ano passado entre o Benfica e o jogador. 

Para o Benfica era bom que ninguém lá chegasse até porque, por estas bandas, continua-se a acreditar na palavra do presidente...

1 comentário:

Jotas disse...

Antes de mais devo dizer que especulações e títulos é coisa que não alimento nem dela me alimento.
Em relação ao post, a Leonor é como nós, um adepto como nós.
Assunto Witsel: devo dizer que Benfica é e será sempre Benfica entre ou saia quem sair, o que acho também é que o Benfica tem de uma vez por todas definir o que quer, se ser um entreposto de jogadores ou criar equipas para ganhar títulos, ou seja, se é verdade que o Benfica necessita de vender para o necessário equilíbrio financeiro, deve primeiro retirar o proveito desportivo dos jogadores e depois sim vender e o proveito desportivo mínimo deve ser de 3 temporadas e não uma e é só por isso que acho que Witsel é o jogador que o Benfica não pode nem deve vender, mas obviamente nada poderá fazer se baterem a claúsula e essa for a vontade do jogador. O que e faria era renovar já com o atleta e aumentar o valor da claúsula.

Também Pode Gostar

Blog Widget by LinkWithin