segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Obrigatório parar



SEGUNDO ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA DESPORTIVA


Jorge Sequeira, psicólogo com especialização no desporto, aconselha como terapia para Roberto o descanso. Por outras palavras, Jesus deve promover alteração na baliza, até como forma de salvaguardar a estabilidade da equipa.

“Quando um jogador está bem, mantém-se na equipa; se falha, é retirado. Esta é uma regra elementar do futebol. Além disso, no caso dos guarda-redes, estes nunca pedem para sair, têm de ser os treinadores a decidir”, considera o antigo elemento da equipa técnica do Sp. Braga, classificando a manutenção de Roberto no onze como “insustentável”.
Sequeira nota “alguma ansiedade” no guarda-redes, algo que pode tolher-lhe as faculdades cognitivas. “Quando tiver de sair da baliza, quando tiver de saltar, vai estar sob brasas. Vai estar obcecado em mostrar que tem valor”, nota este especialista, com mestrado em ansiedade e controlo emocional. Mais: ele “vai estar a fervilhar”, face às críticas que lhe são dirigidas, o que lhe “belisca o otimismo e aumenta a ansiedade”.
Risco de contágio. Para Sequeira, a situação que Roberto atravessa pode afetar a equipa. “Isto é como uma família: se uma pessoa chegar a casa e vir a mãe a discutir com a irmã, fica aborrecido, mesmo que esteja contente. Perante a situação de Roberto, os jogadores vão estar mais preocupados em saber se ele faz uma defesa do que na estratégia e nas outras componentes do jogo”, observa, considerando que “a atenção e a concentração” podem ser afetadas. “Pode haver risco de contágio”, acrescenta.

A bem da “estabilidade da equipa”, este preletor da UEFA recomenda que Roberto faça uma pausa. Em causa pode estar, aliás, a posição de Jesus, enquanto responsável pelo plantel. “Que credibilidade tem um líder que não toma medidas? Os jogadores vão pensar que podem fazer o que quiserem que se mantêm em campo”, refere, frisando: “O Moreira perguntará se vale a pena trabalhar e se não é preferível, durante os treinos, estar sentado a jogar às cartas.” 

Fonte: Jornal Record

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