sexta-feira, 23 de julho de 2010

Forçados a vender?

 Henricartoon


O futuro de Ramires será decidido nos próximos dias, mas o Benfica não tem a única palavra num negócio que venha a realizar-se. Com meia Europa interessada no médio, de 23 anos, neste momento, é o Chelsea que está na frente da corrida, embora na Luz continue a aguardar-se pela chegada de uma proposta oficial pelo camisola 8.
Até ao momento houve apenas uma abordagem, na qual os responsáveis encarnados ficaram a saber que o emblema de Abramovich está disposto a pagar 23 milhões de euros para assegurar o médio, que tem uma cláusula de 30 milhões.
O clube da águia não quer prescindir dos serviços do internacional brasileiro nesta altura e, por isso, tentará a todo o custo inviabilizar o negócio, mas Kia Joorabchian tem uma palavra a dizer. O empresário é acionista da Jazzy Limited, empresa sediada em Inglaterra que, no passado mês de junho, comprou 50 por cento dos direitos económicos do Queniano e a decisão do futuro do jogador, de quem o Benfica detém a totalidade dos direitos desportivos, terá de passar pelo seu consentimento.
A este facto é preciso juntar outro pormenor, também importante, e que passa pelo facto de Kia ter uma enorme influência junto de alguns clubes do Reino Unido, nomeadamente o Manchester City e o... Chelsea.
Os blues estão na dianteira de uma corrida por Ramires, embora sejam conhecidos outros emblemas que o têm debaixo de olho e o City é um deles. Note-se que o Liverpool engrossa a lista de interessados em Inglaterra, num lote onde constam nomes como o Real Madrid, Inter e, ao qual se junta, agora, segundo a imprensa espanhola, o Barcelona, que enfrenta dificuldades de tesouraria, pelo que não deverá conseguir chegar ao médio.

Cenários

Quando a proposta oficial chegar à Luz, os benfiquistas têm de a discutir com Kia e se o empresário quiser vender, aos responsáveis da águia só restam duas alternativas: ou vendem ou cobrem a proposta, sendo este último um cenário que não se coloca.

Ramires foi contratado ao Cruzeiro há um ano por 7,5 milhões de euros e, em junho último, o Benfica alienou metade dos direitos económicos por 6 milhões. Este era um negócio que estava previsto desde que o médio chegou à Luz, já que os encarnados contaram com o apoio de Kia e tiveram de ultrapassar alguns pontos que podiam impedir a transferência.
Para que o acordo avançasse, o Benfica cedeu em alguns pontos e ficou acordado, entre as partes, que se Ramires atingisse as cinco internacionalizações pelo Brasil – na altura não tinha nenhuma – o clube teria de vender, no final da primeira época, metade do passe à Jazzy Limited. Esses 50 por cento foram encontrados numa base de 12 milhões, o valor estimado para a valorização do atleta em um ano.
Fonte: Jornal Record

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