Cheguei a
sentir um eriçar cutâneo quando li a notícia que a Porqueira, SAD, tinha sido vasculhada
pela PJ,
em plena Pocilga do Dragão.
Tive a leve
esperança que desta vez ninguém tivesse avisado o Porcão-mor
e que lá apanhassem uma ou duas, vá, nem digo muitas, falcatruas da
Porcalhada.
Mas não.
Afinal era uma busca pedida pela justiça belga numa
investigação a um cidadão belga, aparentemente o Luciano D’Onofrio.
Como é
evidente, isso é a justiça belga a mexer, porque a
portuguesa mesmo que apanhe lá as transferências do D’Onofrio para a
conta Off-Shore do Porcão isso não vai interessar nada porque a busca
será nula,
uma vez que os inspectores não limparam os pés à entrada.
Por falar em
provas nulas, na segunda-feira o Miguel Sousa Tavares
saiu-se com uma brilhante: disse ele ao Sócrates que também concorda que
não se
deveriam conhecer as conversas do Sócrates, por serem privadas e o
Presidente
do Supremo (não o Presidente-Supremo) ter ordenado a sua queima nos
fornos de
incineração da Cimpor em Souselas, que o Sócrates há uns anos mandou
fazer.
Porém,
acrescentou: mas já que se se conhecem, não podemos
fingir que não as ouvimos!
Brilhante!
Mas disse o contrário disso quanto às escutas do Apito
Dourado!
Como as
escutas do Apito também foram nulas e mandadas queimar, não
interessa o que o Porcão disse e fez, passa a ser inocente!
Nula é a
escuta, mas nulidades não somos nós.