terça-feira, 30 de novembro de 2010

No Comments...






El "tic-tac" hipnótico del Barcelona ...







-

Esta frase fica-lhes tão bem...!








"....comportamentos que têm um clube e uma pessoa como denominadores comuns e que configuram perfis dignos de um filme sobre «gangsters»...." 



Excerto do comunicado publicado no site do FCP





.

"O que se passou em Aveiro foi premeditado"


O director de comunicação do Sport Lisboa e Benfica, João Gabriel, esclareceu, esta segunda-feira, que a flash interview do treinador Jorge Jesus após o jogo com o Beira-Mar não obedeceu aos regulamentos da Liga, pelo que o Clube já fez uma exposição ao organismo sobre a matéria.

“A flash interview é por definição uma zona de entrevistas rápidas do operador televisivo que, segundo o artigo 26 dos regulamentos de competição, deve ter uma duração máxima de 90 segundos e deve versar apenas sobre o jogo”, começou por recordar o director de comunicação.

João Gabriel reforçou que “a zona de entrevistas rápidas não é para perguntar sobre o jogador A ou B, não é garantidamente para perguntar se um Governo teve ou não interferência editorial na informação da TVI e não é garantidamente para perguntar se a Manuela Moura Guedes foi ou não censurada enquanto esteve na TVI”.

O director de comunicação lembrou que a situação da véspera não foi inédita: “O Benfica já tinha anteriormente alertado os operadores televisivos sobre essa matéria e devo dizer que a Liga também o já tinha feito. Portanto, mantendo-se a mesma situação à 12.ª jornada da Liga, não podemos ter outra leitura de que aquilo que se passou em Aveiro foi premeditado. Foi um acto provocatório e, portanto, o jornalista deve cumprir não só com o dever de isenção e objectividade, mas também com aquilo que está estipulado nos regulamentos da Liga.”

Caso a situação se mantenha, João Gabriel anunciou que “o Benfica reserva-se no direito de não comparecer na flash interview”.

Relativamente ao comentário realizado pelo jornalista sobre a Benfica TV, o director de comunicação lembrou que o treinador Jorge Jesus marca presença em conferências de imprensa. “Em relação à antevisão da jornada [habitualmente na Benfica TV] isso não colide com o vosso direito à informação nem com o acesso às fontes. Significa que estamos a valorizar um projecto que é nosso, que teve um determinado investimento e no qual apostamos. Isso não significa de forma alguma que não tenham direito a estar e a confrontar o nosso treinador ou os nossos jogadores, porque Jorge Jesus está seguramente uma vez por semana com os jornalistas numa sala de imprensa em qualquer ponto do país”, recordou.


Comunicado da Benfica SAD:
Co Adriaanse
Luís Fabiano
Derlei
Paulo Assunção
Adriano
Rodriguez
Costinha
Raul Meireles
Matt Fish (basquetebolista)
Paulo Martins (RTP)
Pedro Figueiredo (RTP)
João Pedro Silva (RTP)
Marinho Neves (jornalista)
Fotógrafo do JN atropelado à saída do tribunal.

E mais um sem número de pessoas que optaram pelo silêncio!
A todos a nossa solidariedade!


Fonte: Site Oficial SLB

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Arma que nos tem faltado






Dois golos, uma assistência para Saviola e um regresso em cheio de Cardozo...

Desde que chegou ao Benfica, Cardozo afirmou-se como o melhor marcador da equipa e não é por acaso que ontem atingiu o golo 61 em jogos da Liga : 

13 no primeiro ano, 17 no segundo, 26 na época passada e 5 na presente.


 ÉS GRANDE TACUARA!




Marionetes numa TV que se diz Independente



No final do Beira-Mar 1 Benfica 3 esta marionete apareceu no flash-interview  com perguntas encomendadas que nada tinham a ver com o jogo. O resultado foi este: AQUI
De mau jornalismo está o país cheio mas esta arrogância e provocação não pode passar impune.  Este Andrade do Sistema devia ser seriamente repreendido para que não volte a misturar trabalho com escolhas clubisticas.

 Faço votos que os responsáveis da TVI te brindem com outro «Então "xau"» e que em breve estejas a entregar o currículo na Sportv...
Lá serás recebido como um Filho.


domingo, 28 de novembro de 2010

Não saber empatar...


"Disse apenas que achava escandalosa e gritante a dualidade de critérios que estava ter. O Sporting apresentou-se de forma agressiva, no sentido positivo, mas quando passa dessa agressividade para a caça ao homem, o árbitro tem de intervir."....
"...Foi uma perseguição a Moutinho, pura caça ao homem. Agressões atrás de agressões, pisadelas e empurrões. Não digo vermelhos, mas ficaram amarelos por mostrar."
 Villas-Boas
 2 empates na Liga Sagres, 2 expulsões...

Como será e o que dirá quando perder? 





-


sábado, 27 de novembro de 2010

«Jorge Jesus? Não esqueçam a campanha transacta»


Leonardo Jardim sai em defesa do treinador do Benfica. A recente derrota em Telavive aguçou ainda mais a contestação mas o técnico beira-marense é daqueles que conseguem ver mais além: «Jorge Jesus fez a equipa campeã, é normal quando os resultados não aparecem e a fasquia está tão alta, que o treinador seja o principal elemento criticado, mas não se pode esquecer a campanha da época transacta.»

«Espero um Benfica competente, de qualidade, que tem um conjunto de jogadores de nível internacional e que, apesar de não estar a ter os resultados da época passada, é uma equipa extremamente forte e muito boa nos esquemas tácticos e bolas paradas. Temos de ter cuidados a esse nível.»




Para o jogo de amanhã espero um Benfica com a atitude que teve principalmente na segunda parte em Israel e que tenha também um pouco mais de felicidade na concretização pois de facto também nos faltou a estrelinha de campeão. Refiro-me a lances flagrantes de golo que se Kardec tivesse concretizado estávamos agora a falar da finalíssima com o Shalke 04. Teve a infelicidade de não marcar...E a culpa é do Jorge Jesus?


Apelo também  ao nosso Presidente, caso não tenha vontade de ver os jogos até ao fim quando as coisas não estão a correr bem, que fique em casa...

Quando o exemplo de descrença vem de cima, como pode uma equipa ter confiança e ser solidária...


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Crónicas Leonor Pinhão

Foram-se os dedos mas ficaram os anéis (e como o Real Madrid é inimigo mortal do ‘zapping’)

O responsável pela segurança do estádio do Sporting assegurou a João Moutinho que nada tem a recear na noite do seu regresso a Alvalade. Não o fez, no entanto, de forma directa. Não lhe ligou para o telemóvel para, pessoalmente, tranquilizar o ex-capitão do Sporting o que, convenhamos, não fazia sentido algum e até poderia ser confundido com uma manobra sub-reptícia de intimidação.
 
O responsável pela segurança do estádio do Sporting fez o que tinha de fazer. Através da imprensa enviou o recado que lhe competia: Moutinho «pode vir tranquilo» porque «ninguém lhe toca».
 
Ou seja, ninguém toca em Moutinho pela parte que toca ao responsável pela segurança do estádio do Sporting chamado, pela força das circunstâncias, a assumir as responsabilidades inerentes ao cargo que ocupa e, como se não bastasse, acrescidas das responsabilidades morais, que não as suas, pela dramatização inevitável do regresso do jogador à casa que foi sua e que, no Verão passado, o vendeu ao rival amigo do Porto.
 
Que o Sporting é um clube Porto friendly é um dado adquirido, casta constatar a lista de negócios amáveis verificados entre os dois emblemas.
O que preocupa o responsável pela segurança do Estádio de Alvalade não é, portanto, a iminente visita do iminente adversário. É apenas a visita de João Moutinho o motivo deste quebra-cabeça.
 
No último jogo em Alvalade, um joguinho para a Taça de Portugal em que o adversário era o Paços de ferreira, noticiaram os jornais que alguns sectores do público se entretiveram a «ensaiar cânticos insultuosos dedicados ao ex-capitão» e que, no fervor do momento, «rebentou um petardo no sector da claque Directivo Ultras XXI» ferindo com alguma gravidade um adepto que «perdeu três dedos».
 
Depois de José Eduardo Bettencourt ter revelado numa inesquecível entrevista a A BOLA que era descendente do Rei das Canárias e conhecendo-se, historicamente, a origem nobre do Sporting, fundado pelo Visconde de Alvalade, é caso para se dizer que foram-se os dedos mas ficaram, de certeza absoluta, os anéis.
O presidente do Sporting bem pode ser um príncipe das ilhas Canárias da cabeça aos pés e vir agora apelar ao civismo dos adeptos mais descontrolados do seu clube no sentido de evitar que o regresso de João Moutinho a Alvalade não fique marcado por nenhum episódio que venha a envergonhar os adeptos mais controlados do Sporting.
 
A poucos dias do próximo clássico, José Eduardo Bettencourt desfaz-se em elogios ao carácter e ao profissionalismo do rapaz a quem, no Verão passado, chamou de «maçã podre» entre outras considerações do mesmo teor.
«João Moutinho foi sempre um profissional fantástico», disse. E disse também que «não gostaria de ver atitudes menos correctas em relação a ele».
E é muito provável que continue a dizer coisas do género até se saber se a mialgia de esforço de que padece Moutinho será suficiente ou insuficiente para o afastar do Sporting - FC Porto retirando ao jogo a sua maior e tão aguardada componente bélica e demencial.
Sem ter qualquer culpa no cartório, o responsável pela segurança do estádio do Sporting está viver uma semana difícil. E até deve tremer sempre que o presidente se aproxima de um microfone ou de um gravador de um jornalista

O Moreirense, de um escalão secundário, caiu na taça de Portugal aos pés do FC Porto pela diferença mínima de golos o que em nada deslustra os pergaminhos da equipa de Moreira de Cónegos.
Já Antchouet poderia ter ficado com uma história para contar aos filhos e aos netos… mas não o deixaram usufruir esse pequeno detalhe de carácter pessoal.
Com 0-0 no marcador, Antchouet marcou um golo limpo ao FC Porto que o árbitro invalidou com um julgamento errado.
Até ao Moreirense…

Terça-Feira de Liga dos campeões na televisão, perspectiva de uma noite de zapping entre Braga, Londres e Amesterdão. Mas este Real Madrid é um inimigo mortal do zapping porque é muito difícil mudar de canal quando a equipa de José Mourinho está a jogar.
 
Espreita-se para Braga e é engraçado ver o Arsenal todo baralhado a jogar contra uma equipa que usa o seu equipamento histórico, passa-se por Londres e é curioso ver como o Zilina se consegue adiantar no marcador na casa do Chelsea mas quando se chega a Amesterdão é praticamente impossível despegar do espectáculo mesmo com um Real Madrid que se apresenta com algumas figuras da segunda linha como Albiol, Lass, Arbeloa ou Benzema, que não tem sido titular.
O tempo vai passando, o 0-0 persiste em Braga e o Chelsea empata frente aos eslovacos. Há a curiosidade de ver Ramires em acção mas o apelo de Amesterdão é sempre mais forte sobretudo quando Mourinho manda entrar em campo Di María que não demora mais de cinco minutos a oferecer um golo a Cristiano Ronaldo.
 
São onze contra onze mas o Ajax sofre a bom sofrer. Depois o árbitro expulsa Xavi Alonso e Sergio Ramos, o Ajax joga contra 10 e depois contra 9 mas continua a sofrer a bom sofrer na parte final do jogo. É tanto e tão bom futebol que até faz impressão.
Um derradeiro salto para braga que está a ganhar por 1-0. Os tipos do Arsenal estão francamente irritados, vê-se que não gostam de perder, tentam o empate ao transe mas Matheus pega na bola, vai por ali fora e faz um golão que há-de render uma fortuna.
Foi uma bela terça-feira, não haja dúvida.

Já a quarta-feira foi uma lástima. Podíamos até ter ganho o Prémio da Regularidade somando três derrotas sempre por 2-0 nos jogos disputados fora na poule da Liga dos campeões. Mas nem isso. Já em tempo de compensação, o Benfica sofreu o terceiro golo e estragou o lamentável brilharete a que se candidatava.
Em Israel, ontem, o Benfica conseguiu, no entanto, impossíveis. Ao intervalo ganhava por 11-0 em pontapés de canto e perdia por 1-0 em golos. Na segunda parte, chegou aos 18-0 em cantos e sofreu o segundo golo no primeiro pontapé de canto a favor do Hapoel.
 
Carlos Manuel, comentando o jogo na televisão, garante que os jogadores do Benfica sofrem de «fadiga mental». Não será, porventura, o caso. Mas, para já, quem sofre e muito de fadiga mental são os adeptos.

Leonor Pinhão, 25 de Novembro in Jornal A Bola

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Acabou o mito Jesus

Acabou o mito Jesus - Luís Avelãs

Mesmo tendo tido a sorte de calhar num grupo bastante simpático, sem nenhum “tubarão”, o Benfica não conseguiu qualificar-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. E a triste sentença chegou ainda com uma partida para disputar. Tudo porque as águias foram incapazes de levar de vencida a modesta formação do Hapoel Telavive. Pior: saíram de Israel vergadas ao peso de uma humilhante derrota (0-3) que, conforme confessou o treinador local, nem os próprios adversários admitiam como possível.

Meses depois de ter conquistado o título nacional - e de ter mostrado um futebol vistoso e eficiente -, a equipa do Benfica é, hoje em dia, bastante diferente. Para pior. Para muito pior. E se são os jogadores que fazem os resultados dentro do campo, convém não esquecer o “dedo” dos treinadores. Jorge Jesus foi endeusado quando colocou os encarnados a jogar “a sério”. Agora, no entanto, parece claro que não será um inquilino para durar muito no banco. E tudo porque, num ápice, a sua boa estrela desapareceu. Agora, quase que invariavelmente, as opções saem furadas, as substituições não ajudam e, mais grave, dá a ideia que os jogadores já não absorvem a mensagem, nem sequer entendem algumas (várias) das suas decisões. Aliás, também dirigentes e cada vez mais adeptos se interrogam perante determinadas atitudes do técnico.

O Benfica abandona a “Champions” depois de perder os três jogos fora. Longe da Luz, mais do que serem invariavelmente derrotados, os encarnados nem um golito marcaram. Com Lyon e Schalke longe do fulgor dos últimos anos (os franceses são oitavos e os alemães 15.ºs nos respectivos campeonatos), nem assim os portugueses foram capazes de, pelo menos, empatar uma partida. E se o registo já estava mau, na quarta-feira raiou o absurdo quando se deu a catástrofe em Telavive. Pese ter beneficiado de 21 cantos, de ter tido a bola quase de princípio a fim e de ter construído as melhores oportunidades, o Benfica saiu completamente amolgado do relvado, após ter escrito uma das páginas mais cinzentas da sua história (Jesus está a coleccionar várias nos últimos tempos) . É que ser goleado pelo Hapoel é algo que não tem qualquer justificação, pois estamos a falar de uma equipa que fez a sua estreia esta época na mais importante competição europeia, que nunca tinha ganho uma partida a este nível, que é oriunda de um país que, futebolisticamente falando, é de expressão reduzida e, já agora, possui nas suas fileiras apenas (alguns) jogadores medianos.

A época passada, o Benfica tinha um ataque que impunha respeito e uma defesa sólida. Na altura, mesmo quando a inspiração não era a melhor, a equipa lá conseguia encontrar maneira de ganhar os jogos. Agora, vê-se precisamente o inverso. O rendimento dos avançados é bastante inferior, o sector recuado mete água quase sempre e os jogos, mesmo quando os adversários atacam pouco, podem sempre ser perdidos. Até o elogiado trabalho de laboratório de há uns meses nas bolas paradas desapareceu. Agora, são os opositores que tiram partido desse tipo de lances.

Jesus, ontem, falou em falta de sorte. Tem alguma razão. E disse ainda que a equipa podia ter estado a jogar 3 ou 4 horas que dificilmente iria marcar um golo. Também deve ter razão. Aliás, nas pouco mais de 4 horas e meia que a equipa disputou fora nesta Liga dos Campeões... nunca marcou, pelo que a dedução parece correcta. O treinador que tanta gala fazia há uns meses com as suas profecias também acertou noutra coisa: o Hapoel ia decidir a sorte deste grupo. Só não foi capaz de prever quem seria o “bombo da festa”.

Sempre considerei que Jesus estava a exagerar quando dizia, de peito cheio, que a equipa podia vencer a “Champions”. Só ele, no meio das suas megalómanas visões, podia acreditar nesse desenlace. Aliás, um dos grandes problemas (talvez o maior) do actual Benfica é que o técnico tem metido as mãos pelos pés vezes sem conta. Jesus, depois de ter brilhado a temporada passada, convenceu-se que era uma espécie de clone de José Mourinho, que conseguia transformar em ouro tudo o que tocava e que iria ganhar vezes sem conta. Falou demais e mal (o que não foi propriamente uma novidade...), tomou opções erradas (dispensas e contratações) e começou a dar sinais de evidente desnorte quando surgiram as dificuldades. Agora, resume à falta de sorte os resultados negativos. Será que, no passado, os positivos também eram obra do destino? Afinal de contas, sempre se ouviu dizer que, num país em que Belenenses e Boavista foram momentâneas excepções, quem treina Benfica, FC Porto ou Sporting arrisca-se sempre a ser campeão...

PS - Sem Supertaça e Liga dos Campeões e com o Campeonato virtualmente perdido, o Benfica tem, desportivamente, de concentrar forças na Taça de Portugal, na Taça da Liga (gostava de ver, neste cenário, Vieira abdicar da competição) e na Liga Europa (acreditando que o apuramento para esta prova vai ser uma realidade). Contudo, financeiramente, não vejo maneira de o clube poder passar por Janeiro sem vender jogadores. Deixar algumas das figuras na Luz mais tempo só servirá para as desvalorizar.

PS1 – Depois de ter humilhado Nuno Gomes ao lançá-lo nos instantes finais do já resolvido embate com a Naval, Jesus foi ainda mais longe desta vez. Desvalorizou a confiança que o capitão ganhou com o recente golo e abdicou da sua experiência e liderança (mesmo no banco) numa partida que catalogou de final. Ele lá sabe porquê. Ou pensa que sabe... 
 
Luis Avelãs - Jornal Record

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Envenenar o adversário...


Caros Benfiquistas:

Eis como, 12 anos depois, um dos jogadores do Benfica (infelizmente) da altura explica a exibição do Glorioso em Jerusalém, em que perdemos com o Beitar 4-2 depois de termos ganho na Luz 6-0, comigo a assistir:

No balneário, os jogadores falaram sobre a exibição da equipa. “Houve qualquer coisa que não era muito normal. Não tínhamos reacção, o tempo de salto não era o mesmo e, nos duelos individuais, perdíamos todos os lances. Sentíamo-nos cansados. Comentámos que se calhar foi alguma coisa que colocaram na água ou na comida”, sugere Paulo Madeira, de 40 anos, que cometeu o penalti de que resultou o 2.º golo dos israelitas...


Pois bem, é exactamente isto que os porqueiros fazem ao adversário no Poliban: meter sonífero na água ou no ar condicionado!

Da última vez ia-nos matando com uma Overdose!

Não duvidem…



Irmandade Gloriosa



Di Maria conquista o Bernabéu


Pouco a pouco, Di Maria arrasa a resistência que podia haver em relação ao seu futebol. O argentino que deixou o Benfica no final da última época é cada vez mais uma opção válida no ataque da formação de José Mourinho, recebe aplausos dos adeptos e merece os elogios da crítica. Frente ao At. Bilbao, foi dos melhores em campo. (VER AQUI )

«O Real Madrid vira a cabeça para a direita, o lado por onde surge um galgo. Chama-se Ángel, apelida-se Di María e tem enamorado o Bernabéu, estádio exigente que valoriza o seu esforço», escreveu por exemplo a Marca. «O argentino apareceu por todos os lados, celebrou um golo e outro mais, sem fazer o ruído de outros.»

José Mourinho também está rendido a Di María. O técnico português confessou, em entrevista ao site da FIFA, estar rendido ao argentino ex-Benfica, salientando ainda que não estava à espera de tanto nesta altura.

«O Di María é muito jovem, vinha do Benfica para um campeonato muito mais forte e adaptou-se bem. É a surpresa mais agradável que tive», sublinhou o técnico. 

 Fonte: Mais Futebol

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Artigo de Opinião - Sílvio Cervan

Contra o adiamento

Muitos adeptos do Benfica ficaram contentes com o adiamento do jogo da Taça contra o Braga. O momento do Benfica por um lado, algumas lesões por outro e ainda mais tempo para preparar o jogo de Telavive fazem um cardápio suficiente de razões.
 
Eu estou contra. Contra por todas as razões, primeiro este alarido com uma cimeira da NATO parece-me excessivo e algo provinciano para adiar uma festa de futebol, depois o momento do Benfica precisa é de vitórias e não de dias intermináveis sem jogar, e por fim o Braga parece, esse sim, no seu pior momento. Acresce que o melhor jogador do Braga, Alan, estaria castigado e não poderia jogar amanhã. Eu queria era jogar, eu precisava era de ganhar. Dia 12 de Dezembro é muito longe, e depois da segunda parte contra a Naval (não gostei nada da primeira) o que mais falta faz ao Benfica é consolidar a confiança ganha com os 4-0.
Gaitán está a crescer, Salvio está melhor e o Benfica pode trazer de Telavive um resultado que lhe permita discutir no jogo com os alemães do Shalke 04 (esse sim decisivo) um lugar na elite europeia de clubes.

O golo de Nuno gomes no último jogo não faz dele nem melhor nem pior jogador, mas ajuda-o a definir enquanto profissional do Benfica e na sua efectiva relação com os adeptos. Nuno Gomes deu sempre o máximo em todos os minutos que vestiu a camisola do Benfica, foi sempre um exemplo, e mesmo nos momentos mais difíceis soube dar a cara e minorar as perdas. Ninguém é eterno, mas ninguém deve ser ingrato e Nuno Gomes será para sempre um dos «nossos» mais queridos.
 
Paulo Bento não precisa de ser sempre tão modesto. Foi ele que revitalizou a Selecção, foi ele que deu esperança e orgulho a um conjunto esfrangalhado. Convocou os melhores, dando o exemplo de chamar mesmo alguns com quem tinha tido problemas. Mostrou competência e carácter num futebol cheio de répteis, é bom ver quem tem coluna vertebral. A vitória sobre a Espanha é toda de Paulo Bento.

 Sílvio Cervan In ABola  

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Barack Obama já posou com a Vitória



Assim que chegou ao Aeroporto de Lisboa, quebrando todos os protocolos, dirigiu-se ao Estádio da Luz, perguntou pelo Mantorras e acabou por tirar uma foto com a águia Vitória.

Passou no Média Market para comprar o CD Kizomba Benfica e esteve alguns minutos a procurar o seu nome no Mural dos fundadores recentemente inaugurado.

Já informou que pretende levar o seu cão Tuga a uma Dog-Fight na cova da moura e acabar o dia no Pavilhão Império Bonança a lançar uns triplos...

Obama aceitou também o convite de José Sócrates para almoçar uma bifana e um penalty de vinho verde do garrafão numa roulote da Nacional 115 e  jantar  uma sandes de delícias do mar na bomba de gasolina da Segunda Circular.






quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Crónicas Leonor Pinhão

                                 Levar 5 acontece aos melhores do Mundo
A última jornada foi particularmente feliz para dois avançados trintões. Nuno Gomes precisou apenas de dois minutos e meio no relvado do Estádio da Luz para marcar um golo à Naval 1º de Maio e fornecer, aos adeptos da casa, o mais do que necessário cuidado paliativo emocional depois do estrondoso insucesso no porto.

E, em Vila de Conde, João Tomás marcou por duas vezes, desta feita ao Paços de Ferreira, e é hoje o segundo classificado da lista dos goleadores de 2010/2011, com 7 golos. Melhor do que João Tomás, só Hulk. Pior do que ele, os outros todos…
Ao contrário de Nuno Gomes, que cumpre este ano a sua décima primeira época na Luz, e que é hoje uma referência para o interior e para o exterior do clube, João Tomás já deixou o Benfica há dez anos.

Dele apenas restam aquelas memórias já turvas da imensamente eficaz dupla que fez com Pierre Van Hooidjonk – e que foi lamentavelmente desmantelada por questões políticas – e daqueles dois bonitos golos que marcou numa noite ao Sporting levando o Estádio da Luz au rubro e levando também o jovem e inexperiente treinador do Benfica, José Mourinho, a ajoelhar-se na relva de tão contente que ficou.
Há acontecimentos assim. O golo de Nuno Gomes, no domingo, foi também um acontecimento e dos bons. Os benfiquistas, que tinham entrado no estádio ainda vagamente acabrunhados por causa daquela coisa da jornada anterior, saíram sorridentes e comovidos com a pontaria e com a comoção do seu número 21.

Como seria de esperar, o golo de Nuno Gomes lançou uma polémica sobre as opções de Jorge Jesus para a frente de ataque do Benfica. A esta polémica, naturalmente, não é de todo alheio o facto de o Benfica estar a 10 pontos do FC Porto. Na época passada, Nuno Gomes marcou três golos – um deles bem importante, em Olhão – e nenhum desses feitos levou a um debate nacional sobre a injustiça com que o treinador do Benfica trata o seu avançado mais velho e com mais anos de casa.

É tão natural quanto respeitável o desejo de Nuno Gomes de jogar mais vezes de modo a que os seus golos não sejam olhados como acontecimentos mas como… golos, precisamente o que acontece com João Tomás que é utilizado com regularidade e proveito por todos os clubes em que passa.
Nuno Gomes saberá melhor do que ninguém o momento em que há-de colocar um ponto final na sua carreira de futebolista. E como é uma pessoa de bom senso vai saber fazê-lo bem, a tempo e com grande categoria.
E, por isso mesmo, saberá evitar certamente deixar-se transformar num caso, numa espécie de novo Mantorras, na vertente de milagreiro místico e de entertainer de ocasião para multidões ávidas de alegrias.

Está disponível no Youtube um momento muito especial para o Benfica ocorrido no último treino da selecção do Brasil antes do jogo com a Argentina, nas Arábias. É fácil chegar lá. Basta procurar David Luiz humilha Ronaldinho para vermos o nosso defesa central, que saiu psicologicamente tão maltratado do jogo com o FC Porto, recuperar a mais do que desejada auto-estima aplicando, num só toque, um requintado túnel ao grande Ronaldinho Gaúcho em boa hora regressado ao escrete.
Em boa hora para o Benfica, evidentemente.
David Luiz, que o Chelsea quer levar já em Janeiro, segundo se lê nos jornais, bem precisava de um golpe de asa assim para de poder recompor emocionalmente do mau sucesso do Estádio do Dragão. É que fazer a bola passar entre as pernas do grande Ronaldiho Gaúcho, mesmo que num treino, a brincar, é um precioso alento para quem teve de ouvir tantos remoques sobre a sua prestação no último clássico do pequeno futebol português.
Ainda para mais quando Ronaldinho Gaúcho não desiste de ocupar na selecção brasileira o lugar que, lendo a imprensa e os especialistas nacionais, deveria ser entregue a Hulk, o que é incrível.

Jesualdo Ferreiar parece estar encaminhado para ser o próximo treinador do Panathinaikos da Grécia depois de não lhe ter corrido bem – ainda que tenha corrido bem depressa – a passagem pela Liga espanhola.
É um grande mistério este que envolve os treinadores portugueses – e logo os melhores - que não conseguem firmar no país do lado os créditos que somaram em casa.
Excepção feita a José Mourinho, obviamente. E é por isso mesmo que lhe chamam O Especial, porque é diferente dos outros todos. Mourinho, é verdade, ainda não ganhou um troféu no comando do Real Madrid mas, é a convicção planetária, há-de ganhar. Para já, ganhou a admiração de Chamartín, uma casa exigente, o respeito da imprensa, uma imprensa musculada, e o desamor dos rivais, que é exactamente o mesmo em todos os cantos do mundo.
José Mourinho foi o quinto treinador português, campeão em Portugal, a chegar a Espanha com um currículo mais avantajado do que o que tinha quando lá aterrou.
E os outros? O que se passou com os outros treinadores portugueses, todos eles campeões, que chegaram a Espanha e de lá partiram num ápice. Toni, campeão pelo Benfica, não resistiu em Sevilha muitas semanas. Jaime Pacheco, que foi campeão pelo Boavista, e António Oliveira, que foi campeão pelo FC Porto, passaram fugazmente pelo Maiorca e pelo Bétis sem nada acrescentar aos historiais dos respectivos clubes, E, por fim, Jesualdo Ferreira, três vezes campeão pelo FC Porto, não resistiu em Málaga a mais do que meia dúzia de jornadas do campeonato espanhol.
Será do clima? Do clima da Andaluzia – Sevilha e Málaga – e das ilhas Baleares – Maiorca – que é adverso aos treinadores portugueses?
Este é um mistério que ainda está longe de ser resolvido. De qualquer maneira, para os mais cépticos em relação aos talentos de José Mourinho, fica no ar aquela dúvida metódica sobre o actual treinador do Real Madrid:
- Pois…pois… mas não me convence enquanto não o vir fazer do Ayamonte FC campeão de Espanha!

Portugal ganhou por 4-0 à Espanha que é a campeã do mundo. Devia ter ganho por 5-0 porque Cristiano Ronaldo marcou um golo lindo e limpo que o parvinho do árbitro entendeu anular. Quando joga a selecção e os árbitros são estrangeiros e maus, é um privilégio poder chamar-lhes parvinhos sem que ninguém por cá se ofenda. São as virtudes do internacionalismo.
Os espanhóis com um árbitro a sério tinham levado 5. Fica provado que levar 5 acontece aos melhores do mundo.


Leonor Pinhão, 18 de Novembro in Jornal A Bola

En Lisboa nos han Toreado




"España se llevó un durísimo correctivo en Portugal (4-0). Nuestros vecinos no tuvieron compasión y nos castigaron con una goleada exagerada que retrató la defensa española de la segunda mitad. En Argentina nos bailaron y en Lisboa nos han toreado."
 Marca.com






quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Que la chupen y sigan chupando "


PORTUGAL 4 - ESPANHA 0

Queirós, queres dizer alguma coisa à Nação ?


Resumo do Jogo AQUI

O golo anulado a Cristiano Ronaldo AQUI

Como a Nato vai ajudar o Benfica



O ministro da administração interna (AI) está convicto das capacidades das forças de segurança portuguesas para garantir a segurança dos líderes do G-20.

Forças de segurança que estão habituadas a lidar com a selvajaria dos Super Dragões estão preparadas para qualquer situação de perturbação da ordem pública.

Conseguimos apurar que está a ser feito um levantamento dos líderes do G-20 que têm alergia a galináceos e ao material das bolas de golfe. 

É uma realidade que os nossos agentes tem dificuldade em detectar frangos, galinhas, avestruzes e bolas de golfe nas revistas a civis. A recente aliança entre a NATO e o Benfica irá com certeza transmitir segurança aos cidadãos pois são duas organizações que se batem contra o terrorismo internacional e desportivo.





Beira-Mar-pode fechar as portas


O Beira-Mar corre o risco de fechar as portas e o jogo com o Benfica, marcado para a 12ª Jornada da Liga Zon Sagres, no Estádio Municipal de Aveiro, está em risco.
O presidente da direcção em exercício, António Regala, confirmou esta terça-feira, a existência de um mês de salários em atraso e contribuições à Segurança Social e, ainda, a possibilidade de não haver jogo com o Benfica para o campeonato, domingo, dia 28 de Novembro.

A partida está em risco porque a organização do mesmo custa 40 mil Euros.


Devido às receitas penhoradas, o Beira-Mar corre o sério risco de encerrar as portas. A imagem que António Regala descreve do clube, é a de uma "corda na garganta".

As receitas continuam penhoradas devido a dívidas aos ex-dirigentes José Cachide e Artur Filipe. Se a equipa se apurar, esta quarta-feira, para a 3ª Fase da Taça da Liga, os 30 mil Euros de prémio podem ajudar á organização do jogo com o Benfica.

Chegando aos oitavos-de-final da Taça de Portugal, há sempre um aumento de receitas que incide sobre estas competições. Se isso acontecer, predispusemo-nos a redireccionar uma parte dessas receitas para amortização das dívidas, concluiu.

domingo, 14 de novembro de 2010

Obrigado Capitão!


Quatro golos sem resposta à Naval serviram para acalmar uma audiência tensa na Luz, que reservou para Nuno Gomes, autor do último golo, a maior explosão de alegria e gratidão da noite...
Nuno Gomes, num momento de emoção a dedicar o golo ao pai...

Obrigado Capitão!

Momento do Jogo AQUI

Resumo do Jogo AQUI

Hoje a Mística estará lá





"Chove, Esta frio?, Faz calor?....

Que importa, nem que o jogo seja no fim do Mundo....

por terra, por mar ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica, atrás da sua equipa...

Grande, Extraordinária, Incomparável Massa Associativa!" 

Bella Guttman

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

INQUÉRITO: Vai comprar o Jornal A Bola ao Sábado?

António-Pedro Vasconcelos

 AQUI HÁ GATO!
O JOGO é o jornal do FCP. A BOLA é conotado com o Benfica. É o que se chama “ter a fama e não ter o proveito”. O FCP não brinca em serviço. Até pode jogar bem dentro do campo, mas joga melhor nos bastidores. Desta vez, no jornal onde, até agora, conviviam, democraticamente, os portistas Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira, com Leonor Pinhão e Ricardo Araújo Pereira, além de Diogo Quintela, um sportinguista decente, agora, só ficou a filha de Carlos Pinhão a defender as cores do nosso Glorioso! Tudo em nome da isenção e do pluralismo.
Aliás, o jornal tornou-se uma verdadeira 5ª coluna do inimigo: Bastou o Benfica ter um desaire no Dragão para a capa seguinte fazer eco de rumores vindos de bufos do balneário, interessados em desestabilizar a equipa e o seu treinador, o homem que, no ano passado, ressuscitou os mortos que Quique Flores deixou no relvado da Luz e pôs a equipa a jogar como poucas na Europa do futebol. Isto para não falar de uma luminária que assina Fernando Guerra, o jornalista que ajudou a desacreditar Fernando Santos, que saudou o regresso de Camacho como se, na altura, Vieira tivesse dado à Luz (literalmente) um novo D. Sebastião, que tolerou a incompetência de Quique Flores, e que, desde o início, nunca escondeu uma raiva latente contra Jorge Jesus, como se estivesse só à espera do primeiro desaire para o distinguir com todos os epítetos do seu indigente vocabulário táctico e com todos os nomes do seu rico léxico de insultos. Basta ler o rol de aleivosias que ele escreveu no princípio da época e voltou a escrever, agora, depois do clássico, para perceber a felicidade com que saboreia os maus resultados do treinador que ele elegeu como o seu ódio de estimação.
Parece que me desviei do propósito, mas não. A saída das páginas da BOLA dos dois humoristas dos Gato Fedorento que, todas as semanas, faziam as delícias dos que, como eu, amam o Benfica, mas além disso odeiam a batota, é um tiro no pé do jornal que tinha a reputação de ser vermelho, mas que era, acima de tudo, um jornal que, para mim, que o comecei a ler no tempo onde lá escreviam Ribeiro dos Reis, Cândido de Oliveira, Tavares da Silva, Vítor Santos e Carlos Pinhão, tinha sido uma referência do grande jornalismo. Deixar MST bolsar semanalmente todas as aleivosias que lhe vinham ao espírito contra Ricardo Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela, a quem, à falta de argumentos, chamava “rafeiros” e “censores” com toda a impunidade, deixar MST, embriagado pelo ódio ao Clube que tem conduzido, sozinho, a luta pela decência no futebol, deixar MST impor a sua censura, é pior do que um tiro no pé, é uma vergonhosa cedência às birras e amuos dum arauto do FCP, que convive com o conteúdo das escutas do “Apito Dourado” mas insulta quem as ouve.
Espero que os benfiquistas deixem de ler A BOLA, e que os dois humoristas encontrem rapidamente um jornal que os acolha sem censurar o que dizem, e que seja isento, democrático, pluralista, amante do fair-play, num mundo como é o do futebol português onde os miasmas do ódio, da corrupção e da batota ameaçam perverter o prazer do espectáculo, o mérito das vitórias e o respeito pelos adversários. Amén.
António-Pedro Vasconcelos
P.S. Já agora, é talvez altura de fazer uma pergunta inocente: PORQUE SERÁ QUE A SEDE DA LIGA É NO PORTO?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Crónicas Leonor Pinhão


 
 Dez Pontos é muita Fruta

“O Benfica é como eu, vai ao Porto para não fazer nada e comer bem”

MIGUEL ESTEVES CARDOSO

“O Coliseu do porto, por estar inteiro, é muito melhor do que o Coliseu de Roma que está numa ruína.”

in O LEÃO DA ESTRELA

Fazendo fé no que surgiu estampado nas primeiras páginas vinte quatro horas depois do clamoroso episódio de falência técnica do Benfica no Porto, a SAD do Benfica estabeleceu para Jorge Jesus um caderno de encargos que, a não ser cumprido, significará o fim do percurso do treinador no Estádio da Luz.
Curiosamente, o diário francês L’Équipe, que é um colosso da informação desportiva mundial, já produzira na sua edição on-line de segunda-feira um lapso embaraçante para Jesus, para o Benfica e… para o Sporting, referindo-se ao treinador campeão nacional como l’entraineur des lions, ou seja, o treinador dos leões, quando, em boa verdade, Jesus ainda é o treinador do Benfica e ainda não é o treinador do Sporting.
Regressemos ao tal caderno de encargos até porque, e já se passaram outras 48 horas, ainda não foi desmentido nem nos seus pressupostos nem nas suas consequências anunciadas com tanta gravidade e pompa.
O que não deixa de ser bem menos preocupante para Jorge Jesus do que para a própria SAD do Benfica que passa pelo vexame de não se poder reunir em legítimo conciliábulo sem que as conclusões a que chegou não pulem, no ápice, para o domínio público quando deveriam ser de natureza privada.
A não ser que fosse precisamente essa a ideia, o que ainda é mais preocupante porque não há nada a ganhar em eleger publicamente como tema exclusivo da temporada, quando faltam sete meses para o fim da dita temporada, a questão da continuidade do treinador em função de três objectivos desportivos menores.
É que Jorge Jesus, segundo a imprensa, está obrigado a garantir o segundo lugar no campeonato nacional, a eliminar o Sporting de Braga da próxima jornada da Taça de Portugal e a qualificar-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Ponto por ponto… enfim, vá lá saber-se o que é que terá passado pela cabeça dos nossos dirigentes para virem a terreiro com estas anormalidades.

Se o Benfica fosse o Sporting, e comprovadamente não é, compreendia-se a eleição do objectivo segundo lugar como um desígnio estimável. Paulo Bento, por exemplo, foi forever durante quatro segundos lugares seguidos e só deixou de o ser quando, bem no princípio da época passada, se percebeu claramente pelo avolumar do atraso que lhe seria impossível conquistar a adorada posição final.
Se o Benfica fosse o Vitória de Guimarães e, com o devido respeito, não é, justificava-se o afã de eliminar o grande rival minhoto, o Sporting de Braga, na ronda que aí vem da Taça de Portugal, tanto mais que Guimarães, que agora está por cima, penou a bom penar no ano passado vendo os vizinhos de Braga a subir quase até ao céu, o que deve ter constituído um sofrimento atroz.
E se o Benfica fosse o Benfica europeu que há décadas nos tarda a qualificação para a fase seguinte da Liga dos Campeões estava já resolvida há uma semana restando-nos apenas discutir, entre nós, se nos daria mais jeito ficar em primeiro ou em segundo lugar do nosso grupo.

Não sendo esse aspirado Benfica europeu, como qualquer um de bom senso reconhecerá, e tendo exibido desconsolantes fraquezas nos seus confrontos recentes contra adversários das segundas e terceiras linhas europeias, como são os casos do Olympique de Lyon e do Schalke 04, não seria mais ajuizado – até do ponto de vista da gestão financeira da casa – aspirar a uma carreira honrosa na Liga Europa, defrontando adversários menos poderosos no campo que, por isso mesmo, podem permitir um percurso divertido e sem sobressaltos de maior?

Sem qualquer espécie de fanfarronice, no entanto, não é de temer que aconteça ao Benfica em fase mais adiantada da Liga dos campeões aquilo que aconteceu há duas épocas ao Sporting que saiu absurdamente mal tratado no seu confronto com o Bayern de Muniche com um agregado de 12/1 nada tangenciais nos dois jogos que teve de disputar com os alemães.

Posto tudo isto, penso que a SAD do Benfica devia repensar e refazer o caderno de encargos que colocou na mesa de Jorge Jesus 24 horas depois da derrota no Porto:

1) Risque-se imediatamente a obrigação de ficar em 2.º lugar porque não faz parte da nossa cultura. É uma coisa mais própria de outros emblemas.
Nós até nos estamos perfeitamente nas tintas para aquela coisa de termos ficado 1 vez em sexto lugar porque já ficamos 32 vezes em primeiro lugar.
Assim sendo, o objectivo para este campeonato em relação ao FC Porto é apenas de fazer melhor que o FC Porto fez no passado em relação ao Benfica. E, como estarão recordados o FC Porto ficou a 8 pontos do Benfica, o que é uma distância perfeitamente admissível.
Dez pontos é que não pode ser. De maneira nenhuma.
Dez pontos é muita fruta, tenham lá paciência!

2) No que diz respeito à Taça de Portugal, risque-se a obrigação de eliminar o Sporting de Braga.
O Braga ocupa actualmente o 8.º lugar da tabela e não há razão para o Benfica estar a moralizar com elogios de importância aquele que foi  o seu grande e único adversário da época passada.

3) Quanto à Liga dos Campeões, esqueça-se já. Concentremo-nos na Liga Europa onde tudo pode sempre acontecer.
Até pode acontecer uma final Benfica – FC Porto, por exemplo.
E, nesse caso, já com fundamento sério, apresente-se então um caderno de encargos ao nosso treinador.

O presidente da Comissão de Arbitragem da Liga explicou a validação do segundo golo do Sporting ao Vitória de Guimarães com uma evidência sublime: o mesmo árbitro que não viu o Evaldo a atirar com o Nilson para lá da linha de golo conseguiu confundir a luva branca do Nilson com a bola…
O futebol português está chique e cheio de etiqueta. Até já temos golos de luva branca.

Leonor Pinhão, 11 de Novembro in Jornal A Bola

Do mal o Menos


Benfica vence Angola em jogo de festa


O Benfica venceu esta quarta-feira, em Angola, a selecção dos Palancas Negras por 2-0 e conquistou a Taça da Independência de Angola.


Jorge Jesus mostrou-se satisfeito por nenhum dos seus jogadores ter sofrido uma lesão no encontro particular frente à selecção nacional de Angola apesar do "grande cansaço sentido devido à humidade e calor".
 
"A nossa intenção era participar numa festa e saímos daqui sem lesões, o que é positivo. Esteve muita humidade e calor, o que causou um cansaço grande nos jogadores e isso levou a uma redução na nossa intensidade de jogo", afirmou Jorge Jesus após o triunfo por 2-0 sobre o "Palancas Negras" e a consequente conquista do Troféu da Independência.

Jorge Jesus mostrou-se impressionado com jogadores angolanos, principalmente Job, mas negou que esteja interessado em contratar o extremo do Petro de Luanda.

"É uma selecção com jogadores rápidos e a quem não é fácil ganhar, muito menos em Luanda. O Job tem qualidades, boa técnica e rapidez mas não é verdade que o Benfica o esteja a seguir", frisou.
Enalteceu ainda a "festa bonita" proporcionada por ambas as equipas: "Uma vez mais o Benfica veio representar não só o clube mas também Portugal. Por isso penso que acabou tudo em bem que é o mais importante".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ricardo Araújo Pereira põe fim a Crónicas Desportivas


Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela decidiram pôr fim às respetivas crónicas semanais que assinavam no jornal “A Bola”.

A gota de água para estes dois elementos dos Gato Fedorento aconteceu no passado domingo, quando aquele jornal desportivo não publicou uma parte do texto de José Diogo Quintela, onde este respondia a críticas lançadas por Miguel Sousa Tavares.

Indignado com a posição de “A Bola”, que não o consultou, Quintela reagiu através do site “Sporting Apoio”, no qual publicou o texto omitido pelo jornal. Aí pode ler-se a resposta do humorista à ameaça feita, no dia 2, por Sousa Tavares de deixar de escrever para a publicação, pois declarava estar “farto de viver [...] com dois rafeiros atiçados às canelas, dois censores encartados”. 

“MST tenta intimidar-me por causa do que escrevo. Em janeiro pediu a Pinto da Costa que me processasse. Desta vez, vitimiza-se e ameaça abandonar a sua crónica, pretendendo que o Ricardo e eu sejamos responsabilizados pela sua saída”. Estas foram algumas das acusações que Quintela fazia em “A Minha Fé” e que acabaram por ser cortadas.

Ricardo Araújo Pereira, solidarizou-se com o companheiro terminando assim as suas brilhantes crónicas “A Chama Imensa”...


Fonte: Jornal A BOLA

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Benfica em Angola interessa a quem?



Planet Benfica


O Benfica seguiu esta manhã para uma longa viagem rumo a Luanda. Faz um jogo e regressa, se tudo decorrer como previsto, na quinta-feira. Saiu com 16 graus centígrados, espera-o em África uma temperatura de 30 graus. No domingo, às 18:15, recebe a Naval, para a Liga. 

Depois da derrota histórica no Dragão, treinadores, jogadores e dirigentes foram de folga e reencontraram-se esta manhã. Farão a ressaca da inesquecível derrota fechados num avião, com um jogo sem interesse e meia dúzia de festividades pelo meio. 

É evidente que esta deslocação prejudica a preparação do Benfica para um jogo do campeonato. Acrescenta cansaço, físico e psicológico, e em nada contribui para digerir da forma correcta o que se passou no Dragão.
Face a este facto, uma pergunta continua por responder: esta deslocação é boa para quem?
O presidente Luís Filipe Vieira acha que «a viagem não é um esforço», antes um «privilégio». Diz o dirigente que há um património afectivo a defender. Até pode ser que sim, mas é para isso que se fizeram as deslocações de final de temporada. 

O jogo com a selecção angolana deverá ser pago. Alguns órgãos de informação adiantaram o valor de 1,4 milhões de euros, verba que não foi confirmada nem desmentida pelos responsáveis do Benfica. No entanto, sabe-se que os adeptos são os melhores accionistas do mundo. Ligam pouco aos prejuízos e certamente não haverá um deles que troque euros por pontos. De resto, o Benfica investiu muito no defeso, não consta que esteja desesperadamente à procura do equilíbrio nas contas. 

Dito isto, resta-me concluir que, até prova em contrário, esta viagem do Benfica serve sobretudo a quem convidou. O futebol português é muito seguido em território angolano e quem possui a capacidade de levar a Luanda os craques marca pontos.
Para o Benfica, esta viagem é um acto impróprio de um clube envolvido em quatro competições do mais alto nível e a doze dias de uma deslocação, essa sim determinante, a Israel.

Luís Sobral

Também Pode Gostar

Blog Widget by LinkWithin