domingo, 31 de outubro de 2010

Álvaro Magalhães campeão do 'Girabola'


Equipa orientada pelo treinador português Álvaro Magalhães esteve a perder em casa do Santos, mas um golo de Pedro Henriques, já na segunda parte, acabaria por restabelecer a igualdade, que chegou para o Inter fazer a festa do título. É o segundo campeonato da história do emblema de Luanda.
A equipa de Luanda chegou ao fim do campeonato em igualdade pontual com o Recreativo da Caála, formação do Huambo que venceu o Petro de Luanda, mas a diferença de golos acabou por decidir a liderança a favor do conjunto de Álvaro.
No final do jogo, dedicou o título conquistado ao irmão, que faleceu antes do final da temporada.

Parabéns Álvaro Magalhães,

És um CAMPEÃO!

sábado, 30 de outubro de 2010

Crónicas Ricardo Araújo Pereira

Depois de treinador de Bancada, o árbitro de Bancada: Uma Evolução Natural
Confesso que tenho dificuldade em compreender os receios que rodeiam a hipotética greve dos árbitros na semana do Porto – Benfica. Não sei se ainda mantém em rigor a velha regra segundo a qual, na ausência do árbitro, deve ser recrutado um espectador na bancada para arbitrar a partida. S assim fosse, o mais provável seria que o árbitro do jogo acabasse por ser um adepto do Porto. Sinceramente, creio que ninguém daria pela diferença. Seria um Porto – Benfica perfeitamente normal. Já aqui recordei a noite histórica em que o Sr. Donato Ramos, depois de ter permitido que o Vítor Baía defendesse com as mãos fora da área, anulou um autogolo do Porto por fora-de-jogo posicional de um jogador do Benfica. Hoje, lembro o saudoso árbitro Carlos Calheiros (que é também o eminente turista José Amorim), que um dia assinalou um penalty contra o Benfica por uma razão que permanece misteriosa até agora. Na primeira repetição, José Nicolau de Melo descortinou (e José Nicolau de Melo descortinava como ninguém) uma falta de Mozer. Na segunda repetição, julgo que aventou uma mão de Hélder. E, na terceira repetição, concluiu que não existia falta nenhuma das infracções anteriores nem qualquer outra, mas optou por dar o benefício da dúvida ao árbitro. Gente maldosa comentou que o benefício da dúvida tinha sido o menor dos benefícios que o árbitro tinha recebido nessa noite. Acredito mesmo que qualquer adepto do Porto faria um trabalho mais isento. 

Quanto à greve, não sei se tem razão de ser, mas não percebo a forma do protesto. Quando os trabalhadores da TAP fazem greve, não comparecem na TAP, que é a morada do patrão. Quando os funcionários da EDP fazem greve, abstêm-se de comparecer na EDP, que é a morada do patrão. Quando os árbitros fazem greve, ameaçam não comparecer no estádio do Dragão? Que esquisito.

Todos estes meses depois, o túnel da Luz continua a afastar o inigualável Givanildo da convocatória da selecção brasileira. Há, perversa infra-estrutura! Perversa e sectária, que o David Luiz passa lá todas as semanas e continua a ser convocado.

“ (…) é assustador verificar a frequência com que, graças a uma redacção voluntariamente ambígua da lei, são anuladas em julgamento as escutas telefónicas.”
MIGUEL SOUSA TAVARES
Expresso, 11 de Junho de 2007

“ Durante quatro semanas a fio, o jornal «Sol» levou a cabo, tranquilamente, a divulgação de escutas telefónicas recolhidas num processo em segredo de justiça e abrangendo até alguma gente que, tanto quanto sabemos, não é suspeita de qualquer crime. (…) E todos nós, mesmo os discordantes, fomos obrigados a ler as escutas e concluir a partir dos factos e indícios nelas contidos, sob pena de sermos excluídos da discussão pública”.
MIGUEL SOUSA TAVARES
Expresso, 25 de Março de 2010

Como já aqui tive ocasião de notar, há um grande consenso social em torno do fenómeno das escutas. Até gente de clubes diferentes se encontra no essencial, o que é notável e bonito. Por exemplo, eu concordo com o Miguel Sousa Tavares quando diz que é assustador o número de escutas telefónicas, algumas bem incriminadoras, que são anuladas em tribunal. E também me sinto obrigado a tomar conhecimento dos factos e indício nelas contidos, para não ser excluído da discussão pública. O que pretende quem deseja fingir que as escutas não existem é decretar a obrigatoriedade da hipocrisia. E isso, fiquem sabendo, Miguel Sousa Tavares nunca permitiria. E eu estou com ele nesta luta. Juntos venceremos, tenho a certeza.

Jornalista – O best seller de Carolina assume foros de escândalo. As críticas vêm até indefectíveis portistas.

Rui Moreira – O Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa devia ter falado com os adeptos, devia ter falado com os sócios, sobre esta matéria. E devia ter-lhes pedido desculpa
(…)

Jornalista – As críticas aos administradores da SAD não se limitam à gestão.

Rui Moreira – À volta daqueles que são os grandes líderes, aquilo que acontece é que se começa a confundir a fidelidade com o cortesão. Perante o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa são absolutamente acríticas, mas nas costas do Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa são as pessoas mais críticas. E esta tendência, que é típica dos cortesãos, como nós sabemos, aquilo a que se chama jogos de corredor, é típica também de uma instituição cuja a liderança se aguenta durante muitos anos. (…) Aquele passeio da fama que o FC Porto tem, Faltam lá alguns nomes, claramente.

Jornalista – Mas quem é que é o responsável por isso?

Rui Moreira – É a política de guerrilha”.

Numa interessante reportagem da RTP, disponível aqui: http://www.youtube.com/watch?v=5yjllkmd4wg&feature=related.
Tenho acompanhado com muito interesse o Trio D’Ataque na sequência do despedimento com justa causa de Rui Moreira. Por muito que me custe admiti-lo, o comunicado emitido pela SAD do Porto estava correcto: de facto, o novo elemento (além de ter a estanha mania de permanecer no estúdio durante toda a duração do programa, honrando o contrato que o liga à RTP), emite livremente opiniões que são da sua exclusiva responsabilidade. O novo modelo do programa faz lembrar o tempo em que Rui Moreira não era sequer candidato a sócio do ano, antes de ter percebido que as suas opiniões não eram as mais correctas, quer para as suas ambições inconfessadas, quer para a sua saúde. Espero que o estádio do Dragão tenha corredores espaçosos: há mais um jogador para albergar.

P.S. - Tanto Miguel Sousa Tavares (que esta semana nos obsequiou com uma excelente redacção subordinada ao tema A Caça aos Patos) como Rui Moreira (que fornece aos leitores informações interessantíssimas, como o facto de não ter visto um jogo por estar a entreter um Sr. Que até é comendador) insistem que eu não escrevo aqui sobre o que devia. O jurista que cita a declaração de independência pensando estar a citar a constituição americana considera que eu não sei do que falo; o comentador desportivo que foi despedido por não comentar tem reparos a fazer aos meus comentários. Vivemos num mundo estranho.
Ricardo Araújo Pereira, 30 de Outubro in Jornal A Bola

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Com nota artística de AIMAR


O Benfica venceu o Paços de Ferreira por 2-0 em jogo da 9.ª jornada do campeonato nacional. Aimar e Kardec foram os marcadores de serviço na quinta vitória consecutiva.
Luisão, Javi e Maxi não viram cartão amarelo e estarão no Dragão. (Carlos Martins foi poupado)

Valeu pelos 3 pontos, pela segurança de Roberto (já lá vão 457 minutos) e a classe pura do Golo de Aimar:



O JÁ IMORTAL CAMISOLA 10,
PABLO EL MAGO AIMAR...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Crónicas Leonor Pinhão

Morreu de cansaço o polvo Paul que, sem saber ler nem escrever, se tornou numa das celebridades maiores do último campeonato do mundo de futebol. O polvo Paul acertou sempre no engodo que lhe deram a escolher em forma de substância alimentar e previu todos os resultados da selecção alemã na África do Sul bem como o resultado da final disputada entre a Holanda e a Espanha.
Não foi coisa pouca, ainda para mais debaixo de água.
O futebol mundial perdeu, assim, o seu oráculo mais tentacular. Em Portugal, felizmente, ainda temos o professor Karamba e outros professores adivinhadores, mas foi com lástima que vimos partir Paul, o único que nos poderia garantir, com razoável antecedência, quantos dos quatro jogadores quatro vezes amarelados do Benfica resistirão amanhã, frente ao Paços de Ferreira, ao quinto cartão amarelo e à consequente exclusão do jogo com o FC Porto na jornada seguinte.

Águia, alegadamente prima da águia Vitória, que o Benfica cedeu em regime de franchising à Lazio, recusou-se a voar no domingo passado no Olímpico de Roma, escapou-se para a cobertura do estádio e foi dali que assistiu à vitória dos donos da casa sobre o Cagliari e ao consequente reforço da posição da Lazio como comandante isolada do campeonato italiano de futebol.
Sem querer cair no domínio da especulação fácil, é de desconfiar que a águia que está em Roma não só não é prima da águia Vitória como é a própria águia Vitória que terá sido raptada ou que, numa confusão de identidades, se vê agora muito contrariada em Roma, longe da Luz e do Benfica que é o seu clube desde o ninho em que nasceu.
Teríamos assim, de uma assentada, a explicação para o excelente início de campeonato da Lazio, abençoada pela águia original, e para o menos excelente arranque de um Benfica confundido sob as asas de uma falsificação grosseira de pássaro.
O que também, por si só, justifica a desvalorização completa do incidente registado entre dois stewards de serviço, o tratador Barnabé e a falsa águia Vitória no decorrer do intervalo do jogo com o Arouca, para a Taça de Portugal.
Ah, se aquilo fosse com a original outro galo cantaria.

Deixemos agora em paz os animais. Vamos falar de árbitros. Michel Platini mostrou-se no início desta semana totalmente contrário à introdução de tecnologias no futebol que possam corrigir e desautorizar os julgamentos dos juízes de campo. Para o presidente da UEFA, um futebol sem erros de arbitragem arriscava-se a descer aos patamares de emoção virtual da PlayStation que mesmo assim, sem erros dos árbitros, é o jogo de computador mais vendido em todo o mundo.

No entanto, se os inventores da PlayStation tivessem a ousadia de introduzir no mercado um jogo com erros de árbitros, com roubos de igreja, com fruta, café com leite e viagens ao Brasil, certamente não só venderiam menos o seu produto como até contribuiriam de forma exponencial para o aumento de venda de televisões tantos seriam os aparelhos partidos, esmigalhados, incendiados, pela justa revolta dos jovens e dos menos jovens consumidores do jogo electrónico.

Em Portugal estamos ainda numa fase menos electrónica da arbitragem. Os nossos juízes fazem o que podem para melhorar a sua reputação e como são cidadãos iguais aos outros anunciaram, no final da última semana, a intenção de fazer uma greve por questões que se prendem com a fiscalidade e a segurança social. Está visto que são humanos!

Os árbitros portugueses reuniram-se e ameaçaram não comparecer em campo no fim-de-semana de 6 e 7 de Novembro que é, precisamente, o fim-de-semana correspondente à jornada do campeonato em que o Benfica visita o FC Porto.
Francamente, torna-se difícil descortinar onde é que está a ameaça de não haver árbitro no Estádio do Dragão a 7 de Novembro. É que, bem pelo contrário, até me parece um grande descanso.

Depois do Benfica, chegou a vez de o Sporting de prestar homenagem aos 33 mineiros chilenos. O embaixador do Chile em Portugal deslocou-se a Alvaláxia, recebeu no centro do relvado 33 cachecóis do Sporting, personalizados com os nomes dos heróis subterrâneos e quando, muito agradecido, perguntou ao presidente Bettencourt e ao director Costinha se gostariam de receber no seu estádio os 33 mineiros que hão-de fazer uma tournée pela Europa, logo Costinha se apressou a responder: «Depende muito da maneira como vierem vestidos, senhor embaixador…»

E, depois de ouvir isto, como se não bastasse, o embaixador chileno ainda teve de assistir ao jogo entre o Sporting e o Rio Ave e às penosas exibições de dois compatriotas seus.
E ainda há quem diga que a carreira diplomática é um luxo.

Com uma prestação europeia francamente medíocre, o Benfica dá mostras de ter atinado finalmente na competição interna e já vai na quarta vitória consecutiva e no quarto jogo sem sofrer golos, o mínimo que se exigia ao campeão depois de um arranque a todos os títulos lamentável.
Maxi Pereira, talvez entusiasmado por este assomo de recuperação, disse no final do jogo com o Portimonense que «este já se parece com o Benfica da época passada». O que, honestamente, não é verdade. É que nem o próprio Maxi se parece com o Maxi da época passada, como concordarão, quanto mais o Benfica no seu todo, tão monocórdico e previsível em todas as fases do jogo.

Depois de o presidente do Sporting ter denunciado os «Herris Batasunas» que andavam a sabotar o seu plano de recuperação do clube, veio agora o presidente do FC Porto queixar-se do «Bin Ladens» que não lhe dão o valor que merece.
Felizmente que o presidente do Benfica não entra nestes temas tão confrangedores quando está irritado.

Leonor Pinhão, 28 de Outubro in Jornal A Bola

Jorge Jesus aprovou viagem a Angola




Jorge Jesus aprovou a deslocação do Benfica a Angola (10 de Novembro), por ocasião do 35º aniversário da independência da antiga colónia portuguesa, que se assinala no dia a seguir à partida. 

Há dois meses que o treinador sabia da participação da equipa no jogo frente à selecção angolana e, mais ainda, terá concordado que 10 de Novembro era a única ‘janela’ possível para a realização de um jogo amigável, com a utilização das principais estrelas do plantel sénior. 

O jogo com a selecção angolana, em Luanda, vai render à SAD o dobro do cachê habitualmente cobrado por cada partida de carácter particular. Em vez dos 250 mil euros que costumam receber, o Benfica vai encaixar desta vez um valor a rondar os 500 mil euros.


E os dividendos desportivos?

Será que os vai ter?






Crónicas de João Gobern




Novembro de Risco

Pouco ou nada adianta, passadas todas estas semanas sobre o início das competições, continuar a chorar a perda de Di María e de Ramires. De pouco vale o regozijo pela “ressurreição” de Roberto, que voou em linha direta de carrasco a herói. E já pouco dizem, a adversários como a adeptos, algumas bravatas extemporâneas do treinador do Benfica que, na presente época, parece ter o condão de encher o peito antes das partidas em que a equipa parece um imenso vazio (FC Porto na Supertaça, Schalke e Lyon na Liga dos Campeões). Sejamos honestos: por razões de estrutura ou de elenco, de conjuntura ou de atitude – cada um escolherá as suas favoritas, por mim não me custa juntá-las todas –, este Benfica ainda não trouxe de volta o espetáculo nem a eficácia com que brindou todos os espectadores na última temporada.

É verdade que foi muito afetado por uma inexplicável “falsa partida” (derrotas com a Académica, o Nacional, o Vitória de Guimarães), depois de uma pré-época quase em pleno. Mas quando se fala de recuperação, é preciso saber ver: dos quatro triunfos consecutivos nas últimas rondas, as três vitórias mais recentes foram obtidas pela margem mínima. E, pelo meio, sem que nada o fizesse prever, o duplo deslize na Champions passou, de forma sólida, a imagem de uma equipa com oscilações de humor, com atletas decisivos à procura de sacudir o marasmo, com uma margem de erro que Jesus parecia ter erradicado há um ano. Convoco, mais uma vez, os números: o FC Porto de Villas-Boas (que só os mais desatentos ou facciosos podem teimar em não levar a sério e que já junta os aplausos aos resultados) tem tantos pontos de diferença para o segundo como os que se registam entre este e o… décimo segundo classificado.

Quer isto dizer que, em novembro e em três provas distintas, o Benfica não tem margem de erro. Na Liga dos Campeões, ao receber o Lyon e ao deslocar-se a Israel, só interessam dois triunfos. Tudo o resto será comprometedor para quem se assumiu “aspirante” na prova milionária. Na Taça de Portugal, idem, por ser a eliminar e porque o adversário se chama Braga. Na Liga, porque uma derrota no Dragão é – admita-se – sinónimo da entrega do título, a seis meses do final do campeonato. Ou alguém acredita que, embalado e com dez pontos de avanço, este FC Porto vai desatar a tropeçar daí em diante?

Éfácil perceber que o Benfica precisa de estabilidade, dispensando guerrilhas (sem prejuízo dos princípios), e necessita de aparecer (e comparecer) com mais alma e mais calma. As grandes batalhas estão aí à porta e não vão dar segundas oportunidades. Sobretudo a uma máquina com a dimensão do Benfica, com contas e receitas, que não pode gastar meio ano a ver passar os navios. 


João Gobern in Jornal Record

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Anedota do Ano




A cena passa-se ainda no tempo em que o Pintelho das Costas e a Criolina viviam o seu amor romântico.  

Pintelho das Costas chega a casa e grita:

- Querida. Prepara-te que bais lebar 4 quecas, carago!


 
- Amor, responde a Criolina. Tomastes 4 Biagras?

- Não! Trago 3 árbitros... 






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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Morreu o Polvo Paul



Morreu o famoso polvo Paul, que adivinhou a vitória da Espanha no último campeonato do mundo de futebol na África do Sul.

O polvo morreu ontem de desgosto após ter falhado a previsão de que não iriam marcar nenhum penalty contra o Porto este ano no Dragão...informou um porta-voz do aquário em declarações ao site alemão de Oberhausen.

Benfica - Breathe In Breathe Out




Mais um excelente vídeo de Guilherme Cabral



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Grandes Novidades...


O União de Leiria divulgou a lista de 18 convocados para o jogo de hoje, frente ao FC Porto e que apresenta grandes novidades:

"A principal novidade é mesmo a ausência de Silas. O médio internacional português, habitual titular, falha pela primeira vez uma convocatória...por opção técnica..."
Jornal A Bola


Tirem as vossas conclusões....




PS: É por estas e por outras que nesta altura do Campeonato há vaidosos a dizer que se não for Campeão não estará lá para o ano...

4ª Vitória consecutiva




Benfica conseguiu a 4ª Vitória consecutiva para o Campeonato ao vencer o Portimonense no Estádio Algarve por 0-1 com um golo de Javi Garcia  aos 4 minutos da 2ª parte. Benfica chega aos 15 pontos isolado no 2º lugar e "pressiona" o FC Porto. 


Análise de Jorge Jesus: 

«Jogámos contra uma boa equipa, muito bem trabalhada do ponto de vista técnico-táctico, sabíamos que ia ser difícil, mas ganhámos com todo o mérito. Fizemos um golo e tivemos muitas oportunidades, enquanto o Portimonense não criou nenhuma. Controlámos o que o adversário tem de bom. O Candeias e o Ivanildo transportam muito o jogo em contra-ataque e, depois de controlar isso, as coisas tornaram-se mais fáceis. Com o tempo a correr, sabíamos que chegaríamos ao golo, pois normalmente é isso que acontece»...«Foi importante fazer a quarta vitória sem sofrer golos e já estamos a pensar em fazer a quinta na próxima sexta-feira [contra o Paços de Ferreira]».


Jorge Jesus foi ainda questionado sobre o apelo da direcção do clube para que os adeptos não acompanhem a equipa nos jogos fora do Estádio da Luz. «O Benfica tem tantos adeptos que nem com o apelo da direcção consegue travar o seu apoio. Se não fosse isso, este estádio estaria muito provavelmente completamente cheio. De qualquer forma, da parte da equipa, estamos completamente de acordo com o que a direcção decidiu»





sábado, 23 de outubro de 2010

Crónicas Ricardo Araújo Pereira



E isso me envaidece

Estive ontem mais de duas horas a conversar com um adepto do Benfica. Chama se António Lobo Antunes e é, alem de benfiquista, um grande escritor. Um dos maiores do mundo. Sempre que lhe dão um prémio literário, e já lhos deram quase todos, fica mais prestigiado o prémio do que ele. Tem diplomas, medalhas, vários quadros de grandes pintores que quiseram pintar-lhe o retrato. Creio, por isso, que os leitores não serão capazes de lhe censurar a vaidade se disser que, em casa dele, na parede do quarto, está, emoldurada, a sua ficha de inscrição como sócio do Sport Lisboa e Benfica. Cada um tem as suas honrarias, e a vontade de exibir as maiores é apenas humana. «É extraordinário», disse ele a olhar para a moldura, «como um clube fundado por órfãos da Casa Pia - ao contrário do Sporting, fundado por um Visconde, e do Porto, fundado por banqueiros - consegue...» E, entretanto, faltaram-lhe as palavras. 

«É extraordinário», limitou-se a repetir. Confesso que fiquei desapontado. Afinal, um grande escritor não fazia milagres: quando alguma coisa era do domínio do indizível, não havia vocabulário, nem talento, nem nada que lhe valesse. Mas, nesse mesmo segundo, Lobo Antunes desmentiu-me. Encontrou as palavras que lhe faltavam, e começou a recitá-las: «Domiciano Barrocal Gomes Cavém. José Pinto de Carvalho Santos Águas. Mário Esteves Coluna. Alberto da Costa Pereira. José Augusto Pinto de Almeida. Ângelo Gaspar Martins. António José Simões da Costa.» Assim mesmo, com os nomes completos e sem hesitações. Mais adiante, nessa mesma tarde, António Lobo Antunes haveria de declamar um poema de Dylan Thomas. Mas não voltou a ser tão poético como naquele momento, à frente de uma ficha amarelecida por mais de 60 anos.

Antes de nos despedirmos, ainda registámos uma coincidência. No dia 23 de Maio de 1990, eu tinha 16 anos e estava a chorar em minha casa; António Lobo Antunes tinha 47 e estava a chorar na dele. Claro, Lobo Antunes é um génio, e eu sou apenas, e só quando consigo, eu. Mas, ao menos naqueles minutos que sucederam à final da Taça dos Campeões (duas ou três horas, no meu caso), a minha sensibilidade foi igual à dele. Não é a primeira vez que o Benfica faz de mim uma pessoa melhor, mas nunca deixa de ser surpreendente.
Feito este curto mas importante parêntesis, para a semana voltarei a dedicar-me às grotescas incongruências de Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares, que é para isso que cá estou.
Ricardo Araujo Pereira, 23 de Outubro in Jornal A Bola

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fruta Fresca






Reinaldo Teles, vice-presidente do FC Porto, foi apanhado no meio de uma rusga à casa de alterne Taver na do Infante, na madrugada de sábado.

As autoridades encontraram nove mulheres brasileiras escondidas em locais tão estranhos como uma arca congeladora.

A situação que maior surpresa gerou aos agentes e elementos do SEF foi uma mulher dentro de um grande saco de plástico preto usado para colocar o lixo que chegou mesmo a provocar o riso dos agentes. Reinaldo Teles assistiu a toda a operação e terá sido mesmo cordial com as autoridades.
É de louvar esta preocupação em manter a fruta fresca mas como todos nós sabemos fruta congelada apodrece rapidamente e depois lá vai para os sacos de plástico...



Ou será apenas Terrorismo Sexual?


Afinal há Bin Ladens em Portugal...



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Crónicas Leonor Pinhão

 Há Stewards Infiltrados
 
DESDE que contratou a prima da águia Vitória para sobrevoar o Olímpico de Roma antes de cada jogo, a Lazio está imparável e ao cabo de sete jornadas lidera, isolada, o campeonato italiano com 2 pontos de avanço sobre o Milan e o Inter e com 4 pontos de avanço sobre a Juventus e o Nápoles.

Já em Lisboa, a propriamente dita águia Vitória passou um sábado atribulado apesar de o Benfica ter ganho sem grandes dores de cabeça ao Arouca e ter seguido em frente na Taça de Portugal, como lhe competia, com o devido respeito pelo Arouca.
De acordo com a notícia inquietante publicada neste jornal na sua edição de domingo, o nosso simpático Juan Bernabé, treinador, patrão e psicólogo da águia original, foi intempestivamente impedido de se fazer fotografar com umas crianças que pretendiam levar para casa a prova testemunhal de que tinham conhecido no Estádio da Luz o tratador e o animal, ou seja, a competente dupla que faz as delícias da criançada e dos mais crescidos naquele momento mítico que se repete antes de cada jogo do Benfica em casa.

Os autores materiais do desacato terão sido dois stewards de serviço que, sem boas maneiras, afastaram Juan Bernabé das crianças e, de tal forma o fizeram, que a águia Vitória andou a rebolar pelo chão à vista de toda a gente e o próprio Bernabé se terá desequilibrado com algum estardalhaço.

Mas, afinal, que stewards são estes que a Prosegur manda para o Estádio da Luz perpetrar atentados?
Sem querer embarcar em teorias da conspiração, ou a Prosegur está infiltrada de agentes provocadores ou os stewards em causa são taxativamente sportinguistas que ainda vinham a ferver da última assembleia-geral do clube deles, o que não é de admirar. E por já virem picados um com o outro desde a reunião magna na Nave de Alvalade não se contiveram quando Juan Bernabé, no seu falar espanholado, os cumprimentou com um saludo que lhes caiu mal:

- Boa noite, Costinhas!
E viraram-se a ele que nem leões e aconteceu o que aconteceu, uma tristeza, enfim.

Senhores stewards lagartos, abusivamente infiltrados na Luz, façam lá o favor de resolver esses desaguisados exclusivamente entre vocês, em sede própria, sem a presença de jornalistas, mas não venham para nossa casa atentar contra a harmonia reinante!


ISTO de dizer mal dos árbitros tem muito que se lhe diga. O ideal é o trabalho dos juízes de campo nos ser totalmente indiferente de modo a que nem nos ralemos com as suas más decisões ainda que sejam contrárias aos nossos desígnios. Isto é que é ter classe.

Para ter classe numa matéria destas, tão rasteira, tão primária, há que fazer reunir um certo número de condições que nem sequer são tão fenomenais como se pode suspeitar.
Ainda no sábado passado, por ocasião do Benfica – Arouca para a Taça de Portugal, verificaram-se essa tais condições e quando, já perto do fim do jogo, o árbitro invalidou um golo ao Arouca por claríssimo fora-de-jogo do seu autor não houve no Estádio da Luz nenhum benfiquista que não encolhesse os ombros e não pensasse: Que pena, este pessoal do Arouca que veio até à nossa casa em multidão bem merecia sair daqui com um golo marcado!

Tudo este fair-play porque já se estava a ganhar por 5-0, aquele score que, precisamente, confere uma tranquilidade de espírito, um desapego às incidências do jogo, uma generosidade perante os erros alheios, ou seja, uma série infindável de atributos capazes de transformar o mais irascível dos adeptos num cavalheiro inglês tal e qual aqueles que conhecemos dos romances da Jane Austen ou das irmãs Brontë.

E quando aos 88 minutos, Diogo Santos, na sequência de um pontapé de canto que beneficiou o ataque arouquense, meteu a bola no fundo da baliza de Júlio César e o golo valeu, não houve a mínima manifestação de protesto nas bancadas da Luz. Os três mil arouquenses festejaram bravamente o feito e os quinze mil benfiquistas limitaram-se a murmurar: Pois está muito bem… assim já levam um consolo para a viagem!

E que consolo! O próprio Diogo Santos confessaria no final do jogo que tinha vivido o momento mais alto da sua carreira e referia-se não só ao golo marcado ao Benfica na Luz como o facto, não menos glorioso, de ter recebido como recordação a camisola de Pablo Aimar.

Este pequeno apontamento tirado do Benfica – Arouca não é tão extravagante quanto pode parecer. Encerra, aliás, um ensinamento útil para o que ainda falta disputar internamente na temporada em curso contra adversários mais possantes, equipados de verde, amarelo, azul, roxo ou mesmo de preto e com apito na boca.
É que se o Benfica voltar às goleadas a que nos habituou na temporada passada acaba-se logo com a conversa dos árbitros…
Dá-lhes Kardec!

A UEFA quer instituir umas regras de fair Play financeiro ao mais alto nível das suas competições. Em defesa da concorrência leal e da saúde das tesourarias dos mais importantes emblemas europeus «qualquer clube profissional que tenha gasto mais do que recebeu na época desportiva anterior ficará fora das provas europeias». Vamos ter, assim, um campeonato internacional de défices e de passivos que vai ser bonito, vai…

Embora a UEFA planeie só fazer aplicar estas regras a partir da temporada de 2013/2014, é o caso para se dizer que o Benfica, em comparação, por exemplo, com o Manchester United, já vai muito adiantado no bom caminho a tomar.
Ambos os clubes mostraram-se impressionados com a aventura dos 33 mineiros chilenos e entenderam que deviam fazer alguma coisinha que evidenciasse essa comoção humanitária. O Manchester, sempre dado aos grandes exageros de um clube que acusa 95 milhões de euros de prejuízo, não fez a coisa por menos e endereçou um convite aos heróis subterrâneos para uma deslocação em voo fretado desde o Chile até Old Trafford onde será recebidos como heróis tendo a oportunidade de assistir ao vivo a uma jogatana do United.

O Benfica, com as suas contas mais modestas, fez a coisa por menos. Convidou o embaixador do Chile em Lisboa para um almocinho no Estádio da Luz e ficou logo ali o assunto arrumado.
Será bom que a UEFA atente nestes pormenores financeiros…

QUANTO aos pormenores desportivos, no que diz respeito à UEFA. O Benfica não só não vai nada à frente como também anda a marcar passo. Ontem, em Lyon, pode-se dizer que o Benfica foi o Roberto, o Coentrão e mais 8. Em princípio até seriam mais nove mas como o Gaitán foi expulso…

          Leonor Pinhão,  21 de Outubro de 2010 in Jornal A Bola

Sem asas voamos baixinho



Lyon 2 - Benfica 0

Ontem nem com Red Bull

Sem querer estar a chamar nomes a ninguém, este Cartoon espelha na perfeição o meu sentimento no final deste jogo: Ilusão/Desilusão

Que desilusão quando nos fazem acreditar que vencer o Lyon em França é normal e depois em campo pouco ou nada se faz para isso acontecer...


 Apenas Roberto e Coentrão quiseram voar

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

18/5/2010: O Momento Kardec



"O ano passado derrotámos o Marselha aqui em França portanto vencer o Lyon será normal".
Jorge Jesus, 19 de Outubro de 2010


Que a História se repita!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Anacronia anunciada...



Murro na mesa em Leiria e eis quem chega para ajudar...

Sá Pinto


Juntar "Sá Pinto" e "murro" no mesmo contexto continua a ter toda a lógica

L´EQUIPE Surpreendido com a capa do Jornal A BOLA


O site do prestigiado diário francês classifica como surpreendente a capa do jornal A Bola. E deixa desafio aos futebolistas do Lyon: «Agora resta aos jogadores de Claude Puel provar que são eles as únicas razões para o Benfica ter medo de jogar em França.»
Ver AQUI

A pouco mais de 24 horas do Benfica jogar no Estádio Gerland, o jornal francês mostra-se surpreendido com o facto de o Benfica temer que os protestos de manifestantes e os graves distúrbios registados em Lyon nos últimos dias contra as propostas reformistas do governo de Nicolas Sarkosy - medidas que serão votadas amanhã, dia do jogo da Champions - , bem como a greve dos controladores aéreos e o respectivo atraso na partida da comitiva encarnada, possam de alguma forma influenciar o rendimento da equipa comandada por Jorge Jesus.

«Uma cidade a ferro e fogo, precisa o jornal português, em tom alarmista, que se inquieta igualmente com um eventual atraso no voo entre Lisboa e Lyon. Agora resta aos jogadores de Claude Puel provar que são eles as únicas razões para o Benfica temer jogar em França.»




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A Verdade nua e crua





“Ser do FC Porto era ser o que o FC Porto era: um clube a fechar-se dentro de uma região, a olhar todo o resto de Portugal como um espaço de inimigos em delírio, de mouros a abater. O Benfica dava-me a imagem oposta: a ilusão de um universo sem limites”, começou Móia por dizer, considerando que se “o FC Porto ganhou mais do que nós, não soube aprender a ganhar o que ganhou.”

 “Naquele tempo, ser Benfica era escolher simbolicamente a liberdade. Enquanto os nossos adversários tinham a dirigi-los homens da Legião, deputados da União Nacional, magnatas e burocratas enfeudados no salazarismo, nós, no Benfica, tínhamos presidentes que tinham sido operários e sindicalistas, que tinham sido deportados e perseguidos pela PIDE, que não se resignavam à ditadura, antes pelo contrário”

 “Não, o Benfica nunca foi o clube do regime, foi sempre o clube que o regime teve de suportar a contragosto e de que, depois, se apoderou para, na sua propaganda, lhe parasitar a glória.”
Carlos Móia - Presidente da Fundação Benfica


Di Maria vai render mais 5 milhões


O Real Madrid vai pagar mais cinco milhões de euros ao Benfica pela transferência de Di María, uma vez que o argentino foi inscrito em todas as provas que os ‘merengues’ estão a disputar. 

Na altura da transferência, no início da época, ficou acordado um valor inicial de 25 milhões de euros, que seria reforçado com mais cinco milhões “indexados” à utilização de ‘Angelito’ nas provas espanholas, bem como nas da UEFA.

No final da presente temporada o Benfica poderá ainda receber mais 6 milhões de euros. Para que isso aconteça, o jogador terá de efectuar um determinado número de jogos (2 milhões) e ajudar os ‘merengues’ a vencer a Liga espanhola (2 milhões) e a Champions (2 milhões).







domingo, 17 de outubro de 2010

Taca de Portugal : Benfica 5 - Arouca 1




O Benfica está na 4ª eliminatória da Taça de Portugal, depois de receber e derrotar o Arouca, do segundo escalão, por 5-1. 

Jogo tranquilo, apesar de Jorge Jesus ter poupado alguns jogadores, antes do regresso à Liga dos Campeões, a meio da 'nova' semana. 

Kardec foi o 'homem do jogo' ao bisar na partida, de cabeça. Saviola, Luisão e Gaitán fizeram os restantes tentos benfiquistas. Diogo apontou o tento dos forasteiros, que encheu de alegria os cerca de três mil adeptos que viajaram de Arouca, até ao Estádio da Luz.

sábado, 16 de outubro de 2010

Crónicas Ricardo Araújo Pereira




Batotas que temos como evidentes

“A Constituição americana – até hoje considerada como um dos melhores textos jurídicos jamais escritos  - enumera o que os Founding Fathers chamaram de «verdades que temos como evidentes». “
 Miguel Sousa Tavares, A Bola, 12 de outubro de 2010


Aparentemente, há juristas que lêem a Constituição americana sem o cuidado que é devido a um dos melhores textos jurídicos jamais escritos. Na verdade, não é a Constituição americana que enumera aquilo a que os Founding Fathers chamaram verdades que temos como evidentes. Essas são enumeradas na Declaração de Independência, que foi escrita uma boa década antes da Constituição. É, então, na Declaração de Independência que os chamados países fundadores dos Estados Unidos expõem as verdades que consideram evidentes: que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, e que entre esses direitos se contam o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Uma das verdades que não é evidente, quer para a Constituição, quer para a Declaração de Independência, é que os cidadãos tenham o direito inalienável de não serem escutados. Como é evidente, todos os cidadãos têm o direito à privacidade - mas esse direito não é absoluto. E a magnífica lei americana permite o uso das escutas como meio de investigação, assim como a lei portuguesa. Que horror! Mas não era a PIDE que também escutava? Era. Se bem me lembro, a PIDE também prendia e, apesar disso, no regime democrático há quem continue a ir preso. A diferença é simples, mas parece que é difícil de entender: a PIDE escutava e prendia arbitrária e ilegitimamente, como é próprio das polícias políticas das ditaduras; a polícia das democracias escuta e prende justificada e legitimamente, como é próprio do Estado de direito democrático. O mais intrigante, no caso das escutas do Apito Dourado, é o facto de haver discussão quando, afinal, estamos todos de acordo. Por exemplo, estou de acordo com Miguel Sousa Tavares quando, depois de José Sócrates lhe ter dito que não devíamos conhecer o conteúdo das escutas do processo Face Oculta, respondeu: “Mas conhecemos. Eu também acho que não devíamos conhecer, mas conhecemos. E, uma vez que as conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos. Eu, pelo menos, não posso”. (http://www.youtube.com/watch?v=RlWI8t7JY6Y&t=08m07s). 

E estou de acordo com Rui Moreira, quando ontem confessou aqui a razão pela qual comentou as escutas que envolviam o nome de José Sócrates: «(...) limitei-me a não ignorar o que era público, ainda que resultasse de uma ilegalidade. Ninguém se pode alhear do que é público e das suas consequências». A única diferença é que eu tenho essa opinião relativamente a todas as escutas, e não em relação a todas menos as do Apito Dourado. Também acho que não devíamos conhecer a escuta em que Pinto da Costa combina com António Araújo oferecer fruta para dormir ao JP, mas conhecemos. E, uma vez que a conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos.

Eu, pelo menos, não posso. Quando comento a escuta em que Pinto da Costa dá indicações a um árbitro para que vá a sua casa nas vésperas de um jogo, limito-me a não ignorar o que é público, ainda que resulte de urna ilegalidade. Até porque ninguém se pode alhear do que é público e das suas consequências. Além disso, note-se, até concordo com MST quando diz que as escutas vieram a público nesta altura por causa do Porto-Benfica. O objectivo é prejudicar o Benfica: os jogadores que tiverem conhecimento das escutas ficam a saber que, por mais que se esforcem, se o árbitro estiver trabalhado não têm hipóteses de ganhar. Desmoraliza qualquer um.
Rui Moreira desfez-se em explicações para justificar que comentar umas escutas é um acto legítimo e comentar outras é uma vileza sem nome. Agora que foi despedido, talvez Rui Moreira tenha mais tempo livre para entrar num negócio que gostaria de lhe propor: formarmos um circo. Como ele já aqui tem sugerido várias vezes, eu seria, evidentemente, o palhaço. Ele seria o contorcionista. Não são muitos os artistas que se podem gabar de ter um número tão bom como o dele. A única maneira de Rui Moreira e MST comentarem uma escuta de Pinto da Costa é o presidente do Porto ser apanhado numa conversa telefónica com José Sócrates. Mesmo assim, suponho que fizessem um comentário misto, debruçando-se apenas sobre intervenções de Sócrates: “Esta intervenção de Sócrates reforça a nossa desconfiança nele. Agora temos uma parte do telefonema que não devíamos conhecer e temos nojo de quem a comenta. Agora está Sócrates novamente a fragilizar a sua credibilidade. E agora temos mais uma parte da conversa que é indigno estarmos a ouvir”.

Umas coisas são picardias maliciosas, típicas do mundo do futebol; outra, bem diferente, são ofensas. E Villas Boas ofendeu-me gravemente numa conferência de imprensa que deu esta semana. Disse que as minhas crónicas eram as únicas que gostava de ler porque eu o fazia rir. Sinceramente, creio que não merecia o insulto. Todas as semanas faço aqui o melhor que posso para provocar Villas Boas. Já recorri a tudo: sarcasmo, ironia, escárnio, simples sacanice. E Villas Boas tem a repugnante nobreza de carácter, o asqueroso desportivismo de achar graça. Para ele, se bem percebo, isto do futebol é a coisa mais importante do mundo para todos, mas no fim acaba por ser um jogo de que nos podemos rir juntos, seja qual for o nosso clube. Simplesmente infame. Exijo que passe a ter o fair-play de um Rui Moreira, que gosta muito de piadas desde que não sejam sobre ele. Obrigado.

Ricardo Araujo Pereira, 16 de Outubro in Jornal A Bola


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Transgressor



...ou fiel seguidor...?

A direcção que se decida de uma vez...

Chega de comportamentos bi-polares

Porquê 2500 bilhetes?



O Benfica justifica o facto de ter requerido bilhetes para o jogo no Dragão, da 10.ª jornada da Liga, com o argumento de que, "com esta direção", o FC Porto "nunca se baterá pela verdade desportiva".

"O jogo do Porto é o único que não cumpre os pressupostos em que assentou o pedido dos órgãos sociais."




Crónicas de Leonor Pinhão

 Da potência e da Impotência
 
O futebol ocupou uma posição tal na nossa sociedade que o faz ser mais temido do que o próprio Estado de onde emanam os governantes e as políticas a que nos sujeitam. Tome-se põe exemplo o caso ainda fresco do presidente da Associação Comercial do Porto que abandonou melodramaticamente, e em directo, um programa de televisão de debate sobre futebolistas porque se recusou, em nome dos bons princípios, a comentar escutas ordenadas por um juiz no âmbito de um processo de investigação criminal.
O processo em causa, com o folclórico e colorido nome de Apito Dourado, incidia sobre práticas desleais protagonizadas por um sem número de dirigentes, empresários e árbitros de futebol, sendo que o clube do presidente da Associação Comercial do Porto era, sem margem dúvida, aquele que protagonizava mais práticas desse quilate.
E Rui Moreira, que é o nome do presidente da Associação Comercial do Porto, sentiu-se de tal modo constrangido pela discussão do assunto, que se levantou da cadeira onde estava sentado e foi para casa ofendido.
Não deixa de ser curioso que, a 26 de Fevereiro deste mesmo ano de 2010, o mesmo Rui Moreira não se tenha sentido minimamente constrangido, em nome dos seus bons princípios, a responder a um inquérito do diário I que lançava a seguinte questão: Depois dos episódios recentes relacionados com as escutas e o caso Face Oculta. Mantém a confiança no primeiro-ministro?
Fiquem pois sabendo que o presidente da Associação Comercial do Porto não só não se recusou a responder como até deu uma opinião bastante assertiva e contundente: «O primeiro-ministro tem que ser um factor de confiança perante o exterior e agora acho que passou a ser um factor de desconfiança perante o exterior.»
Embrulha, Zé Sócrates!
Convém, por ser verdade, esclarecer que o presidente da Associação Comercial do Porto não foi o único a disponibilizar-se para comentar as escutas do processo Face Oculta. Foi apenas um de uma lista de 50 individualidades identificadas e com profissões e estatutos sociais tão importantes como os empresários, economistas, sociólogos, escritores, presidentes de associações cívicas, professores universitários, fiscalistas, banqueiros, historiadores, penalistas, médicos, cientistas, militares e, final e inevitavelmente, um psiquiatra que, por sinal, até teria muito a acrescentar à discussão se nos quisesse explicar as razões desta impotência de que padece tanta gente quando chamada a tratar do intratável.
Compreendem agora que não é disparate nenhum concluir que o futebol mete muito mais respeitinho aos seus transeuntes do que a política e os políticos aos seus cidadãos? Perante as belezas e os perigos dos vetustos monumentos da bola nacional e o respectivo cortejo de vénias e de salamaleques aos seus dons e aos seus doutores, qualquer primeiro-ministro não passa de um Zé.
Ah, valentes!

APROXIMA-SE o dia do FC Porto – Benfica, duas potências em conflito. O historial de desacatos, desordens e vandalismos que antecedem o jogo propriamente dito não deixa nenhum dos emblemas superiorizar-se moralmente ao outro.
Estamos nestes casos, sempre e tristemente, perante um caso de polícia sendo que a polícia, aparentemente, tem tanto medo destes delinquentes enfarpelados com as cores dos respectivos clubes, como certos intelectuais e empresários têm medo de comentar as escutas no Youtube, desde que as escutas digam respeito apenas ao emblema do seu coração.
Tendo frescos na memória os acontecimentos da última deslocação do Benfica ao Porto – em que o disparo de bolas de golfe para o relvado se acrescentou ao tradicional reportório de pedradas contra o autocarro da equipa -, Luís Filipe Vieira fez-se receber pelo ministro da Administração Interna e anunciou «uma grande surpresa» dando-se o caso do Vermelhão voltar a ser atacado.
A possibilidade de o Benfica dar meia volta e regressar a Lisboa foi imediatamente aventada e, depois, elogiada ou criticada conforme os afectos de cada um, o que é sempre o pior critério para avaliar situações deste género cívico e que nada têm a ver com a questão desportiva.
E lá voltamos nós à questão da impotência, agora do Estado, responsável pela segurança pública, quando o assunto mete o futebol e logo ao mais alto, ou ao mais baixo nível, como é precisamente o caso. Tal como num jogo de futebol a autoridade máxima é o árbitro, num país a autoridade máxima que vela pela ordem nas ruas, nas estradas e nas auto-estradas é a polícia.
Na noite de passada terça-feira, em Génova, deu-se um caso curioso e exemplar. Estava marcada a realização do jogo Itália – Sérvia, de qualificação para o Euro – 2012, mas o comportamento dos adeptos, nomeadamente os sérvios, foi de tal modo criminoso que o árbitro, um escocês chamado Craig Thomson, perante a incapacidade policial em dominar os vândalos, resolveu suspender o jogo aos 6 minutos por não estarem reunidas as condições de segurança indispensáveis a um espectáculo público.
Não é de crer que a UEFA á condenar o árbitro por ter tomado a resolução do bom senso. Se uma coisa destas acontecesse em Portugal, o árbitro Thomson estava tramado até ao fim dos seus dias...

COM Paulo Bento, a selecção nacional voltou à normalidade. E isto já é dizer muito.

O Sporting queixa-se de ser perseguido pela Comunicação Social que não dá tréguas às mais insignificantes ocorrências do universo de Alvalade. Não tem razão o Sporting porque não há clube em Portugal que se ponha mais a jeito para os comentários dos analistas e até dos humoristas que são sempre os que mais fazem doer.
José Eduardo Bettencourt esforçou-se na última semana a dar entrevistas à RTP e ao jornal oficial do clube e ainda foi a Castelo Branco discursar num núcleo de simpatizantes locais. À RTP repetiu que a equipa de futebol estava «a um clique de distância» do sucesso, o que veremos se vai ou não acontecer, e que, pelos menos, o Sporting «nunca tinha ficado uma vez em 6.º lugar», o que é verdade. Também é verdade que o Sporting nunca ficou 32 vezes em 1.º lugar...
Ao jornal oficial do clube, o presidente regozijou-se pelo facto de já não ver «pessoas a rirem-se com as derrotas no balneário», o que é estranho. E em Castelo Branco afirmou que não podia dizer o que queria «para não ser ridicularizado no exterior».
O que também é verdade. Uma grande verdade.
 
 
Leonor Pinhão, 14 de Outubro de 2010 in Jornal A Bola

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Resgate




Do BURACO financeiro...

 Sócios do Sporting envolveram-se ontem em cenas de pancadaria durante a assembleia geral do clube, que se destinava à votação do relatório e contas do exercício findo em 30 de Junho que apresenta um prejuízo de 3,675 milhões de euros...

Felizmente têm o Sá Pinto...



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Carta aos Sócios


O presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, escreveu uma carta aos sócios do Clube. Eis a mensagem enviada esta segunda-feira aos associados:


“Quando o Presidente do Clube escreve a todos os Sócios isso significa que considera o momento tão importante que justifica um contacto mais próximo com aqueles que, verdadeiramente, se interessam pela vida, pela imagem e pelo futuro do nosso Benfica.

A delicadeza da situação impõe que se fale com clareza, sem que a verdade das palavras possa ser interpretada como justificação para uma época que não começou como todos desejaríamos, ou desculpa para culpas próprias que possam ter influenciado resultados abaixo das expectativas de um bom começo de época, que eram inteiramente legítimas tendo em conta o valor dos nossos profissionais.

A vitória no campeonato da época passada, as excelentes exibições e a valia da equipa causaram preocupação a muita gente. Acreditávamos que começavam a ser criadas condições para o regresso a um clima de boas práticas, em que os resultados desportivos fossem o espelho do valor das equipas e do desempenho no terreno de jogo. Mas, o que se passou neste início de campeonato faz-nos temer - ao contrário - que o futebol português esteja, de novo, a ser armadilhado por jogadas de bastidores.

Lamentavelmente, já se registaram atropelos demasiado graves e abusos demasiado evidentes para que possam passar sem uma reacção enérgica. O Director Desportivo, o Treinador e eu próprio, denunciámos o embuste que está a atraiçoar a prática desportiva e voltaremos a fazê-lo tantas vezes quantas as necessárias para que a mentira não seja a regra do nosso futebol e para que os seus autores e aliados sejam desmascarados. Porque é de mentiras que estamos a falar!

O prestígio do Benfica é um valor demasiado sério para que alguém se atreva a brincar com o interesse da instituição. O nosso protesto foi o adequado às circunstâncias e o convite que fizemos aos nossos adeptos, para não comparecerem nos estádios dos nossos adversários, é a medida justa para que sejam todos, e não apenas o Benfica, a reagir para pôr fim a uma situação insustentável. Movem-nos razões de legítima defesa.

Compete aos Sócios e adeptos ajudar esta Direcção a lutar pela verdade e pela transparência no futebol português. Comparecer aos jogos fora significa pactuar com o actual estado do futebol português!

Os dirigentes, a equipa técnica e os atletas não vacilam na vontade de contribuir para que a verdade desportiva prevaleça. Estamos determinados a fazer tudo o que seja necessário para que o clube não seja mais prejudicado. Acima de tudo, exigimos respeito!

Os meus votos são os de que este assunto não me obrigue a voltar a contactar os Sócios do clube, mas não hesitarei em fazê-lo caso não se ponha um ponto final na sucessão de atropelos a que temos vindo a assistir.”

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