quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vitória na estreia



O Benfica regressou à Liga dos Campeões dois anos e nove meses depois da última partida disputada na principal competição europeia de clubes. Os “encarnados” apadrinharam a estreia do campeão israelita Hapoel Telavive, mas não deixaram que os três pontos viajassem para fora da Luz, vencendo por 2-0, com golos de Luisão (21’) e Cardozo (68’).



Se este triunfo servirá de algum modo para desanuviar as nuvens negras sobre a Luz, fruto de um início de época desastroso, nem sempre o ambiente no Estádio da Luz foi de harmonia.


Bastaria um fósforo para incendiar os ânimos e Cardozo não se importou de ser o incendiário de serviço. Assobiado pelas bancadas depois de um par de oportunidades falhadas (14’ e 56’), o avançado paraguaio acertou à terceira (68’), fazendo o 2-0 para os “encarnados”. Aos aplausos dos adeptos, Cardozo respondeu com um dedo à frente dos lábios, mandando calar os benfiquistas. A atitude do avançado foi brindada com um coro de assobios.

Após um bom início, o Benfica foi perdendo gás e o Hapoel começou a tornar-se perigoso para a baliza de Roberto. Afortunadamente para os “encarnados”, o 1-0, marcado por Luisão (21’), surgiu na melhor altura, quando o Hapoel crescia no jogo e após um lance em que a equipa israelita se queixou de grande penalidade por derrube de Shechter (16’). O árbitro russo Aleksei Nikolaev assim não entendeu e o golo do Benfica surgiu pouco depois: Aimar marcou mal um canto na esquerda, Carlos Martins recolheu a bola no flanco contrário, centrou e Luisão apareceu a finalizar de primeira, sem hipóteses para Enyeama.

Saiu um peso dos ombros da equipa e também as bancadas da Luz respiraram de alívio. Na segunda parte, o Benfica voltou a ser feliz: após um bom início do Hapoel Telavive, o golo apontado por Cardozo cortou pela raiz as esperanças da equipa israelita em levar qualquer coisa do jogo. O paraguaio concluiu de forma simples uma jogada de Ruben Amorim e Maxi Pereira, rematando para o fundo da baliza após defesa incompleta de Enyeama.

Apesar de o Benfica estar em vantagem e com o comando confortável do jogo, os ânimos sentiam-se divididos, entre os aplausos à equipa e os assobios à atitude incendiária de Cardozo.

A reconciliação só aconteceria já depois do apito final. Enquanto os jogadores do Benfica se abraçavam a cumprimentavam os adversários no centro do relvado, Cardozo ficou isolado, a beber água. Após um momento de hesitação, atirou a garrafa para o relvado. Deu dois passos, ergueu as mãos sobre a cabeça como quem pede perdão. E as bancadas manifestaram-se, como quem diz que está tudo esquecido. Para problemas, já basta o que basta. Até porque no domingo o adversário é o Sporting.

 RESUMO DO JOGO AQUI
Ficha de jogo
Benfica, 2
Hapoel, 0

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa.
Assistência Cerca de 35.000 espectadores.

Benfica Roberto 6, Ruben Amorim 6, Luisão 7, David Luiz 5, Fábio Coentrão 7, Javi García 6, Carlos Martins 6, Aimar 7 (Airton 6, 71’), Gaitán 5 (Maxi Pereira 6, 56’), Saviola 6 (César Peixoto -, 87’) e Cardozo 6. 
Treinador Jorge Jesus.

Hapoel Telavive Enyeama 6, Bondarv 5, Da Silva 6, Fransman 5 (Badier 5, 74’), Ben-Dayan 6, Rocchi 5 (Shivhon 5, 61’), Yadin 5, Vermouth 6, Zahavi 5, Sahar 5 (Tamuz 6, 56’) e Shechter 6. Treinador Eli Gutman.
Árbitro Aleksei Nikolaev 5, da Rússia. 
Amarelos Shechter (22’) e Ben-Dayan (60’).

Golos 1-0, por Luisão, aos 21’; 2-0, por Cardozo, aos 68’.




3 comentários:

Anónimo disse...

Grande Enyeama
Já me tinha surpreendido no Mundial.

Jotas disse...

Vitória justa do Benfica, por números adequados ao que se assistiu no relvado, sem deslumbrar, mas cumprindo com o mais importante e não se esqueçam que este foi um jogo da Liga dos Campeões.
Reprovando firmemente a atitude desprezível do Cardozo, defendendo mesmo que deve ser punido pela direcção, a verdade é que há adeptos que só vão ao estádio para falar mal e assobiar e esses podiam fazer um favor aos verdadeiros benfiquistas, fiquem em casa.

Bimbosfera disse...

Começámos como tínhamos que começar, a ganhar. O resto são cantigas! Para a história ficam as vitórias!

Abraço

Márcio Guerra, aliás, Bimbosfera

Bimbosfera.blogspot.com

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