quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lesão de Cardozo


Maldição 'encarnada' na Alemanha perdura...

A juntar à amarga derrota contra uma equipa claramente ao alcance  do Benfica, surge também a lesão sofrida por Cardozo. O paraguaio sofreu uma entorse no joelho esquerdo já na parte final da partida, tendo sido substituído, de imediato, por Alan Kardec. O primeiro diagnóstico aponta para uma lesão ligamentar estando praticamente descartada a hipótese de jogar no Domingo frente ao Braga.
A reavaliação está marcada já para esta quinta-feira. Só aí se poderá estimar o período de paragem destinado ao «Tacuara».

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Plano contra a Crise Desportiva



Num Sporting de tanga não há GANGA!



Só sapatinho de verniz e calça vincada...


“Vitória garante 60/70 por cento do apuramento”




O Benfica pode fazer história esta noite ao vencer pela primeira vez em 106 anos de história em solo germânico. Os encarnados nunca derrotaram uma equipa alemã.

Jorge Jesus afirma que o Benfica fica praticamente qualificado caso consiga uma vitória em Gelsenkirchen:

“Com uma vitória diria que tínhamos 60 ou 70 por cento do apuramento na fase de grupos. Este é um grupo com equipas muito iguais, uma das quais, o Hapoel, vai baralhar um bocadinho o apuramento destas equipas. Mas se amanhã vencermos aqui não é determinante mas é um passo”, analisou o técnico “encarnado”.

Sobre o adversário, Jesus diz que o tridente atacante do Schalke é de respeito. “Tenho consciência que vamos defrontar uma equipa com bons jogadores, com um tridente muito forte – Huntelaar, Raúl e Jurado”. E desconfia do (mau) momento do adversário:

“É sempre de desconfiar...Esta equipa tem excelentes jogadores, contratou doze reforços, alguns dos quais do melhor que há na Europa. O Huntelaar, por exemplo, custou 14 milhões de euros e é uma referência”, evidenciou. E disse que a Champions não é o mesmo que a Bundesliga.


Jorge Jesus referiu-se ao “sonho” da Liga dos Campeões. “Tenho o direito de sonhar [chegar longe na Liga dos Campeões], é normal. O nosso grande objectivo é passar a primeira etapa, e a primeira etapa é a fase de grupos. Estamos num grupo onde três equipas têm os mesmos objectivos para dois lugares, grupo extremamente competitivo. Se não passarmos será uma desilusão, não só em termos competitivos mas também para a minha carreira.”




terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paulo Sérgio orgulhoso

Paulo Sérgio orgulhoso por lhe mostrarem lenços brancos que já foram mostrados a Paulo Bento

Tal como Paulo Bento se mostrou orgulhoso por ter sido a segunda escolha da Federação Portuguesa de Futebol, porque a primeira escolha foi José Mourinho, Paulo Sérgio mostrou-se ontem, após o empate contra o Nacional da Madeira, orgulhoso por ter visto os lenços brancos que os adeptos do Sporting noutros tempos mostravam a Paulo Bento.

"Se me tivessem mostrado os lenços brancos que antes tinham mostrado a algum treinador como o Manuel Cajuda ou o Vítor Pontes, eu teria motivo para ficar ressentido. Mas não. Mostraram-me os mesmos lenços brancos que antes mostraram ao Paulo Bento, o actual seleccionador nacional. Por isso, não me importo de ser a segunda escolha do ódio e desprezo dos adeptos do Sporting. Lembro que o próprio Paulo Bento demorou quatro anos a ser apupado em Alvalade. Só tenho de estar orgulhoso de tudo o que consegui em tão pouco tempo", explicou Paulo Sérgio, comovido.


Inimigo Público

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Clone de Robson?


O anti-Robson

From: Domingos Amaral
To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas
Lá diz o provérbio popular que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. Quando chegaste ao Estádio do Dragão, no discurso de apresentação, e na tentativa de romper com a sombra tutelar de José Mourinho, disseste que, a ser clone de alguém, o eras de Bobby Robson, e não do teu mentor português.

Ora, não foi preciso correr muito tempo para todos verificarmos que, infelizmente para ti, não é verdade. Podes falar inglês e ter o nariz grande, como dizias, mas nas atitudes não segues a escola do gentleman que Robson sempre foi. Em vários anos em Portugal, fosse ao serviço do Sporting ou do FC Porto, nunca o ouvi atacar os clubes adversários, ser provocatório ou acintoso. Era sempre correto e educado, e não perdia o seu tempo a lançar farpas aos outros clubes. Tu, pelo que vejo, vais por outros caminhos, e fazes uma marcação homem a homem, palavra a palavra, a tudo o que o Benfica diz ou faz. Pelos vistos, andas nervoso, e não perdes uma oportunidade para a provocação. 
Em vez de te manteres alheio à polémica específica do Benfica com as arbitragens, não resististe e lá vieste perguntar se o Benfica tinha “vergonha de pedir a repetição do jogo Benfica-Guimarães”. É assim que caem as máscaras postiças que as pessoas colocam a si próprias para impressionar o povão. 

Clone de Robson? Errado. Um cavalheiro como Robson nunca escolheria esse tipo de palavras, esse tipo de caminhos. Podes ser muita coisa, e até bom treinador, mas clone de Robson está visto que não és.


Domingos Amaral in Record


PS: Cuspir para o ar por vezes dá  NISTO...





sábado, 25 de setembro de 2010

"Ainda sou do tempo....




...em que se marcavam Penalties a favor do Glorioso...."
Valeu a inspiração do Coentrão

Crónicas Ricardo Araújo Pereira


A dureza com que a equipa do Sporting foi criticada após a derrota na Luz deixa me na posição ingrata de ter de a defender. Concedo que a exibição não foi boa, o que acaba por ser normal. Como já aqui escrevi, parece me que o Sporting não está tão forte como no ano passado. No entanto, os riscos de desflorestação não se confirmam. É verdade que saiu uma maçã e o pinheiro acabou por não vir, mas o modo como Aimar e Saviola se mexeram entre o meio campo e a defesa do Sporting deu a entender que os jogadores leoninos estavam bem plantados na relva. No fim do jogo, pareceu - me ver o preparador físico do Sporting a desenraizar o Maniche da entrada da área. E um dos adjuntos teve de enxotar a águia Vitória, que se preparava para começar a fazer ninho no ombro do Nuno André Coelho.
Desejo aderir ao novo modelo de crónica futebolística em que o autor revela, para mais que previsível gáudio dos leitores, onde, como e quando viu determinado jogo, e ainda tem a gentileza de fazer a resenha das opiniões emitidas por comentadores estrangeiros - que são sempre os mais perspicazes e informados sobre o futebol português. Antigamente, o público não sabia se um cronista tinha assistido a determinado desafio em directo ou se tinha sido obrigado a ver uma gravação, se tinha visto a partida em território nacional ou estrangeiro. Esses tempos, felizmente, acabaram. Informo então que assisti ao Nacional-Porto no Brasil, através de um canal televisivo local. Estava uma temperatura agradável. Ingeri 72 tremoços durante a transmissão. Os comentadores consideraram claríssimo o penalty não assinalado após evidente mão de Rolando na área (que bobagem!, exclamaram os comentadores) e perceberam, sem recurso à repetição, que tinha sido mal tirado o fora-de-jogo ao ataque do Nacional. Um dos comentadores, especialmente bem preparado, lembrou a propósito a célebre conferência de imprensa em que Alex Ferguson afirmou que o Porto comprava os seus títulos no supermercado. De facto, o futebol português, visto no estrangeiro, tem outro interesse.
Mais um escândalo que resulta de inomináveis injustiças: o seleccionador do Brasil, evidentemente seguindo instruções do dr. Ricardo Costa, chamou David Luiz e deixou de fora da convocatória o inigualável Givanildo. Creio que se impõe uma vigília.
Acompanhei com alguma surpresa, as reacções da imprensa nacional à derrota do Braga frente ao Arsenal. Pareceram-me exageradas. É verdade que o Braga levou 6, mas a equipa portuguesa que lá foi no ano passado levou 5. É possível que, em Londres, ninguém tenha dado pela diferença. O único pormenor que verdadeiramente distinguiu as duas derrotas talvez tenha sido este: desta vez, o presidente da equipa goleada apareceu no aeroporto juntamente com a equipa, à chegada a Portugal.
 O comunicado da direcção do Benfica continua a suscitar os mais variados comentários. Uns apoiam-no, outros reprovam-no, e até o treinador André Villas Boas fez uma observação da qual não retive mais do que o facto de incluir a palavra quaisqueres. Uma das críticas mais frequentes, e à qual sou particularmente sensível, tem a ver com a circunstância de o comunicado disparar em direcções tão díspares como a arbitragem e a comunicação social. Também me parece descabido. Ainda se tivessem sido publicadas escutas em que se ouvisse o presidente de um clube a dar indicações a um árbitro sobre o melhor caminho a tomar em direcção a sua casa, talvez se percebessem melhor as referências à arbitragem. Bem assim, se fosse pública outra escuta em que se ouvisse o presidente do mesmo clube a dar indicações a um jornalista sobre o que devia escrever, talvez se compreendesse a desconfiança relativamente à comunicação social - e talvez se percebesse que o tema é, afinal, mais ou menos o mesmo. Uma vez que nada disso sucedeu, o comunicado parece bater-se contra moinhos de vento que mais ninguém vê (nem ouve).
Ricardo Araújo Pereira, 25 de Setembro in Jornal A Bola

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Crónicas Leonor Pinhão

Mourinho não faz biscates… mas há quem os faça
A BOLA referiu anteontem, com justo destaque, que «desde 1976» não se via no campeonato português «um arranque tão fabuloso» como o arranque do FC Porto nesta prova de 2010/11. Cinco vitórias nas cinco primeiras jornadas e quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Vitória de Guimarães, eis o registo actual do FC Porto que só encontra paralelo na competição de 1976/1977, com o Sporting, de Jimmy Hagan, que, à quinta jornada somava o mesmo número de pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Varzim.
Francamente, não me lembro. Passaram-se 34 anos entre as duas proezas e, sendo o Varzim o segundo classificado no Outono de 1976, nem consigo imaginar em que lugar da tabela navegava o Benfica. Seria o terceiro? Ou estaria em oitavo, como está hoje, ou estaria na décima quarta posição, como estava na semana passada?
Não importa, o que lá vai, lá vai.

O que importa é a classificação final desse campeonato de 1976/1977 que deve ter sofrido uma grande reviravolta a meio do percurso, visto que o Benfica foi o campeão, acabou no primeiro lugar, com 9 pontos de avanço sobre o Sporting, o segundo classificado. Quanto ao Varzim, depois de um arranque não menos espectacular, quedou-se por uma bastante honrosa sétima posição, a 20 pontos do campeão nacional.
Ao longo da sua história secular, o futebol teve sempre destas reviravoltas surpreendentes.

Ainda no domingo passado, por exemplo, no Estádio da Luz, o paraguaio Óscar Cardozo que, há menos de quatro dias, tinha sido declarado persona non grata pela exigente plateia da casa, acabou com as más-línguas despachando, sozinho, o Sporting com dois golos muito bonitos e que deixaram a multidão de ingratos ao rubro. Ao rubro, certamente, de corados pela vergonha recente que é a de assobiar um jogador do Benfica por mais inapto que seja, o que, ainda por cima, não é o caso.
De acordo com as investigações estatísticas da concorrência, Cardozo é o avançado mais eficaz do Benfica dos últimos 30 anos. Ou seja, quase desde aquele campeonato em que o Sporting entrou triunfalmente e o Benfica acabou por ganhar, não se via na Luz um homem-golo tão produtivo e regular.
Ainda assim há quem não esteja satisfeito. Ouvi, na noite de domingo, censurá-lo por não ter feito um hat-trik que ‘estava perfeitamente ao seu alcance’. Ora isto é dar importância de menos ao Cardozo…
Entre os assobiadores arrependidos, também ouvi censurar Jorge Jesus por não ter tirado Cardozo a cinco minutos do fim ‘para receber os aplausos da concórdia’. Gente com remorsos tem sempre tendência para efeitos dramáticos espectaculares…
Fez bem Jorge Jesus em ter deixado Óscar Cardozo em campo até ao fim do jogo. Quem sabe se não fazia mais um biscate e marcava mesmo o terceiro golo… por causa das dúvidas.

PAULO BENTO é o novo seleccionador e, lamentavelmente para ele e para o bom nome da Federação Portuguesa de Futebol e da Selecção Nacional, não entrou pela porta grande como devia e como mereceria qualquer técnico convidado a desempenhar um cargo de tamanha responsabilidade.
Imagine-se uma situação em que um indivíduo, depois de passar meia hora a contar anedotas parvas, resolve pôr-se com conversas responsáveis e profundas. Torna-se difícil levar a sério semelhante polivalência de reportório, não concordam?

E é este, precisamente, o óbice que marca a entrada do novo seleccionador ao serviço da FPF. Paulo Bento, inocente, vê-se na posição do assunto sério que chega depois da anedota parva e que vai ter de carregar o fardo da risota para o qual não contribuiu e que, certamente, dispensava.
A expedição da FPF a Madrid para contratar José Mourinho para os próximos dois jogos da Selecção Nacional foi a anedota, como já terão adivinhado. Mourinho e o Real Madrid foram os protagonistas forçados da laracha e lá se desenvencilharam, sem perder a compostura, o que deve ter sido difícil, dos rogos da patriótica comitiva lusitana que foi pedinchar ao melhor treinador do mundo e ao clube mais poderoso do mundo uma atençãozinha, em part-time, em favor da malta desnorteada da ponta ocidental da Ibéria.
A imprensa espanhola foi bastante impiedosa com a anedota portuguesa e tratou o assunto abaixo dos malucos do riso, não era para menos. Não há pãp para malucos, foi só o que lhes faltou dizer e escrever.
O pormenor do convite a José Mourinho ser só para os dois próximos jogos, já neste Outubro, com a Dinamarca e com a Islândia, pode, no entanto, ser passível de várias interpretações. Umas de foro do calculismo frio e mais racional.

Como é do conhecimento do público em geral, Gilberto Madaíl despediu Carlos Queiroz e, aparentemente, despediu-se também a si próprio, anunciando a convocação de eleições para os órgãos sociais da FPF. Seria da máxima conveniência para a actual Direcção da FPF uma recandidatura engalanada com a bandeira de José Mourinho, mesmo em regime de biscate, até porque, depois dos dois jogos de Outubro, a selecção só voltará ao trabalho a sério no mês de Junho de 2011, recebendo a Noruega em jogo do Grupo H de qualificação para o Europeu de 2012.
Felizmente, Mourinho não faz biscates. Boa sorte, Paulo Bento. E muita, muita paciência.

NO domingo, enquanto a Luz e o País inteiro se preparavam com furor para mais um clássico, jogou-se por todo o País, discretamente, a segunda eliminatória da Taça de Portugal em que se viram envolvidas apenas equipas das divisões secundárias. Um jogo houve que nos disse respeito. O Centro Desportivo de Fátima, jogando em casa, eliminou o Clube Oriental de Lisboa, por 2-1. E disse-nos respeito porquê? Questão efectiva, obviamente.
Frente a frente, na qualidade de treinadores principais, encontraram-se Diamantino e Carlos Manuel que, na década de 80 do século passado, juntos e ao vivo fizeram vibrar o terceiro anel, o segundo anel e o primeiro anel. E isto é dizer muito como compreenderão. O resultado final, para o caso, tanto faz. Ganhou o Diamantino ao Carlos Manuel, para os que se interessam por essas coisas. Por mim, ganhavam os dois. Viva o grupo do Barreiro!

PS: A ‘Operação Vindima’ continua, o que não surpreende porque estamos no Outono, tempo de encher os lagares para garantir um Inverno tranquilo. Até o bom do Rolando ficou chocado. Maior do que a sua desfaçatez de jogar a bola à mão dentro da sua área, foi a desfaçatez do grande Bruno Paixão que mandou seguir para bingo. Enganou-se. Sou pelo profissionalismo total dos árbitros no futebol profissional. Isto de andarem a fazer biscates ao fim-de-semana tem de acabar.

Leonor Pinhão, 23 de Setembro in Jornal A Bola

Caniche...Vai Buscar!




"...O indivíduo, que não foi identificado, terá arremessado uma garrafa de plástico na sua direcção, que de imediato a devolveu na direcção do mesmo adepto, tendo-o atingido, sem qualquer gravidade..."



Provocação ou Obediência?


Há coisas Incríveis...







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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Carlos Martins

 
 
"Se tiver de convocar o Carlos Martins, fá-lo-ei sem qualquer tipo de problema. Se tiver de o meter a jogar, assim o farei. Os interesses do país estão acima daquilo que é a minha situação" 
 
Paulo Bento

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A lesão de Messi


A imprensa desportiva espanhola insiste nas imagens brutais da lesão de Messi.

 A brutalidade do lance contrasta com a gravidade da lesão*: 

Messi só deve falhar dois jogos...


*Estiramento dos ligamentos lateral interno e externo da Tibio-társica







                                                                                               .

"Bentos" de Mudança




Como diz o velho ditado: "quem não tem cão caça como gato..."

O dérbi foi Vermelho

Foi um Tacuara finalmente perigoso o que apareceu a noite passada na Luz, que não precisou de mandar calar os adeptos. Aos 13’, Cardozo fez magia e abriu caminho a um dérbi absolutamente dominado pelo Glorioso. No clássico dos clássicos – sim, ao FCP falta história e ao Braga papa Maizena para chegar aos clássicos – Tacuara voltou à magia aos 50’ numa bola em arco, um gesto técnico irrepreensível em entendimento com Savi.

Neste dérbi em que Xistra não foi Benquerença, Fabito foi de ouro. Que pés mágicos tem este miúdo! Mas nem isso o livrou do amarelo. Aliás, a equipa continua muito amarelada, fruto da instabilidade que ainda não ultrapassámos. Só que, desta feita, na fotografia pontuam as águias. O SCP passou a primeira metade a defender com 11 nos seus últimos 30 metros. Só Liedson tentava espreitar, mas com perigo só aos 58’. Levezinho tentava, mas não saía da tentativa. E até Roberto fez bonito. Depois de três defesas incompletas, em que pelo ar soltou a bola, o mancha-amarela fez uma defesa de gente grande já perto dos 90’. Uma coisa é clara: surgem os golos, surge a alegria no jogo, a pujança, a basculação ofensiva imponente e do ataque à defesa tudo começa, em crescendo, a correr bem. Eu tinha razão: o SCP era uma vítima apetitosa para a recuperação anímica do SLB. E foi!

Mas nem tudo foram papoilas saltitantes. Jesus finalmente percebeu que Pablito Aimar só dá para metade. Mas, pela águia “Vitória”, César Peixoto?! Aos 16’ a falta de classe de Peixoto evidenciava-se ao deixar Liedson fugir, sem sequer esboçar um movimento. Minutos depois, num triste ensaio de drible, perde a bola e Fabito tem de ir ao remendo. Isto não é para ele! Peixoto é como os muitos bilhetes falsos que a PSP apreendeu na Luz.

Uma palavra para a FPF: que palhaçada é esta de Madaíl inventar um Mourinho salvador por 2 jogos? O desafio hercúleo era por demais apetitoso para El Especial. E que história é esta de Seara só avançar se Madaíl não for recandidato? Já nos livramos de um, mas falta o suspeito do costume.


Marta Rebelo In Record

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Jesus perdoa, Cardozo não




O Benfica regressou às vitórias no campeonato, levando a melhor sobre o rival da 2ª circular por 2-0. Cardozo foi a figura do jogo, ao obter os dois golos.
O Sporting fez uma exibição de pouco nível, nunca colocando em causa a vitória do Benfica. 

Finalmente o Campeão acordou....!

Durante o jogo o Cardozo teve a bola na sua posse durante..., 17 segundos!!!
«Cardozo provou que é goleador» – Jorge Jesus 
Mas tinha que o provar a alguém? 

 
 RESUMO DO JOGO AQUI
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Relato do 2º golo AQUI




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domingo, 19 de setembro de 2010

Carrega BENFICA!!!!!



A taça referente ao título de campeão nacional 2009/2010, bem como as respectivas medalhas, serão entregues hoje aos jogadores do Benfica antes do embate frente ao Sporting. 
Quanto ao jogo, só um resultado interessa...
 
CARREGA BENFICA!
Equipas prováveis:
BENFICA: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia; Carlos Martins, Pablo Aimar e Nico Gaitán; Saviola e Cardozo. 

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Carriço, Nuno André Coelho e Evaldo; André Santos; Vukcevic, Matías Fernandez e Maniche; Liedson e Postiga



sábado, 18 de setembro de 2010

Crónicas Ricardo Araújo Pereira


Um protesto sem vigílias não é um protesto
O comunicado emitido pela direcção do Benfica teve, até ver, pelo menos um grande mérito: causou igual desagrado a portistas e sportinguistas (passe o pleonasmo). Os portistas até apreciam comunicados, mas só se forem lidos pelo terceiro guarda-redes. Gostam de queixas sobre a arbitragem, mas só se forem feitas ainda na pré-época, como fez Villas Boas no torneio de Paris. E levam a mal que uma iniciativa destas não inclua uma comovente vigília previamente anunciada na TV. Organizar romarias à sede da Liga para repudiar o castigo aplicado a um inocente que se limitou a participar num espancamento é pugnar pela justiça e pela verdade; lamentar a existência de vários erros graves de arbitragem é uma palermice folclórica.
Quanto aos sportinguistas, preferem tomadas de posição mais funéreas como um luto, por exemplo. Comunicados são, para eles, queixinhas.
Queixinhas essas que podem eventualmente vir a prejudicá-los, pelo que, após aturada reflexão, decidiram fazer queixinhas das queixinhas do Benfica, inaugurando assim as queixinhas por antecipação. Queixinhas preventivas e dignas, que antecipam factos hipotéticos, e que contrastam flagrantemente com as queixinhas condenáveis, que são as que se referem a factos consumados e comprovados. Donde se conclui que o Benfica foi prejudicado em Guimarães para seu próprio benefício, e para grave prejuízo do Sporting. Só não vê quem não quer.

A homenagem da Associação de Futebol do Porto a Olegário Benquerença gerou uma comoção que não pode deixar de se considerar admirável. Fico sempre impressionado com as pessoas que ainda conseguem surpreender-se com o futebol português. Se é absolutamente normal que um árbitro visite a casa do presidente do Porto («Sempre em frente!») nas vésperas de arbitrar um jogo do mesmo clube, porque haveria de ser menos normal que um árbitro de Leiria fosse homenageado pela Associação de Futebol do Porto nas vésperas de dirigir um jogo do Benfica e mais de dois meses depois das extraordinárias façanhas merecedoras da homenagem? Ambas as situações foram explicadas tão convincentemente que só poderiam deixar dúvidas em espíritos menos puros.
O árbitro Augusto Duarte buscava aconselhamento matrimonial para o papá, e foi por isso que quis escutar a opinião ponderada de um homem cujo talento para manter matrimónios estáveis e discretos é publicamente conhecido e aclamado.
A Associação de Futebol do Porto quis homenagear Olegário Benquerença, natural de Leiria, porque os seus auxiliares são portuenses. No fundo, o procedimento habitual nestes casos.
Quem não se lembra da linda homenagem que a Associação de Futebol de Beja prestou a Carlos Valente, que esteve no Mundial de 1990 com um assistente que tinha uma vizinha que era alentejana? Ou a festa de arromba que a Associação de Futebol da Guarda organizou em honra de Vítor Pereira, presente no mundial de 1998, e que na altura era dono de um cão de raça Serra da Estrela, o que muito orgulhou os organismos do futebol da região?

Jorge Costa prossegue a sua magnífica recuperação da Académica, que se encontra neste momento em terceiro lugar, bem longe do triste 11º posto em que terminou no ano passado. Com um plantel praticamente idêntico ao da época anterior, o novo treinador dos estudantes - que, recorde-se, nunca redigiu relatórios para Mourinho -, insiste em fazer melhor que o seu antecessor. Uma impertinência que lhe pode sair cara.

Ricardo Araújo Pereira, 11 de Setembro in Jornal A Bola

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mourinho diz «nim»




Depois de confirmada a "proposta", Mourinho assume que não foi capaz de dizer que não, mas que nem ele conseguiria fazer milagres. "Não é um treinador que chega 2 ou 3 dias antes do jogo que pode ajudar em muita coisa...


Os dividendos desta ridícula investida a Madrid serão uma Selecção Nacional ainda mais fragilizada ficando o próximo treinador conotado como uma 2ª escolha, tirando-lhe naturalmente tranquilidade...


Sim, com sem Tranquilidade











Crónicas Leonor Pinhão


«SOBE o pano. Uma mesa comprida no centro de uma sala. Uma meia dúzia de personagens em mangas-de-alpaca exibe grande agitação. Há alegria no ar. A cena passa-se algures lá no Norte, naquela região demarcada onde se alguém perguntar ‘oh filho da puta, tudo bem?’ ninguém se ofende porque é um trato entre amigos que se respeitam…

- Silêncio! Silêncio, façam o favor de se manterem em silêncio porque temos de dar início aos trabalhos!

Impossível, no entanto, cumprir a ordem do primeiro orador. Há um frenesi delicioso à volta da mesa. Todos os filhos da puta falam ao mesmo tempo e estão mais interessados em ouvir-se do que em ouvir os outros. É natural que assim seja, sendo humanos padecem do pecadilho da vaidade e todos têm muito sobre que se gabar.

- Siiiiilêêêêêncio!
- Está boa, está! Essa do silêncio está impecável, até faz lembrar o secretário Laurentino a dizer que só quer ouvir o barulho dos adeptos e que não quer ouvir outros barulhos!

Os filhos da puta presentes parecem que foram impulsionados por uma mola. Saltam das cadeiras onde mal se tinham sentado e prestam uma grande ovação espontânea ao supra-referido secretário de Estado da Juventude e Desportos. Depois voltam a sentar-se, já mais calmos.

- Ora bem, não haja dúvida que foi muito bem metida!
- Ora bem, o excesso de zelo nunca fez mal a ninguém…
- Vamos lá então falar do que aqui nos trouxe… a Operação Vindima!
- Viva a Operação Vindima! Viva!

Gritam todos os filhos da puta presentes e trocam entre si fraternais apertos de mão e formidáveis palmadas nas costas.

- Ai, tenha lá cuidado com isso que o fato é novinho!
- Mas não lhe custou a comprar…
- E assenta-lhe na perfeição. O meu amigo está uma elegância!
- No que diz respeito à Operação Vindima…
- Está a ser um êxito, nunca pensei que corresse tão bem, parabéns a todos os presentes!
- Calma, muita calma porque, ao contrário do que disse ainda há momento o nosso estimado filho da puta do fundo da mesa, há situações em que o excesso de zelo pode fazer mal…
- Carago, vocês nunca estão satisfeitos! Então se a Operação Vindima foi sonhada para que o Benfica fosse arrumado antes do início da época das vindimas e as coisas já estão como estão, o que é que vocês querem mais?
- Queremos menos! Isto assim começa a dar muito nas vistas, não se pode sonhar tão alto…

Um coro de protestos ressoa pela sala. É o que acontece sempre que funcionários diligentes se vêm repreendidos em nome da diligência.

- Isto é incrível! Os passarinhos já estão a 9 pontos, os lagartos ainda estão vazios e vêm agora dizer-nos que estamos a exagerar! Mas não era este o objectivo da Operação Vindima?
- Faço minhas as palavras do caríssimo filho da puta anterior…
- Faça o favor de não me insultar! Eu não sou caríssimo, sou baratíssimo!
- Ordem na mesa! Silêncio! Eu quero saber quem é que teve a triste ideia de inventar uma homenagem ao desgraçado do árbitro, que é apenas humano, antes do jogo dos coitadinhos em Guimarães!

Fez-se pela primeira vez um silêncio que deu lugar a um vago murmúrio geral. Mas ninguém se acusou. E, mais importante ainda, ninguém acusou ninguém. Até que uma voz apaziguadora se fez ouvir.

- Oh meus filhos da puta, não nos vamos zangar por uma coisa destas!
- E por que não? Se alguém se zangar por causa de uma coisa destas até seria muito bom. Amua um bocadinho em público por razões misteriosas e depois, é o nosso candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol!
- Isto não é genial! Isto ultrapassa todos os limites da inteligência humana!
- Então, no é que ficamos? Zangamo-nos ou não nos zangamos? No meu entender o nosso objectivo principal neste preciso momento é garantir o sucesso da Operação Vindima! E nem temos que fazer nada, basta sonhar para que as coisas aconteçam.
- Pois, mas isto da homenagem ao árbitro foi um bocado demais. O que é que se faz agora ao rapaz?
- Não se faz nada. Quando ele estiver perto do fim da carreira vai com certeza arbitrar um jogo do Benfica e, como errar é humano, se Deus quiser há-de enganar-se numa decisão e o Benfica há-de ganhar o jogo graças a um penalty que só ele é que descortinou…
- Brilhante, meu estimado filho da puta! E depois fica para a História como um árbitro-lampião!
- E os mouros a estrebuchar!
- E o rapaz não pode ir já no domingo apitar o Benfica-Sporting?
- Arre que você é burro todos os dias! Então não percebe que, por ora, precisamos dos lagartos. A Operação Vindima, para ter êxito, não pode vindimar a Segunda Circular toda ao mesmo tempo. Carago, Lisboa é Lisboa!
- Ainda se o Sporting fosse da ilha da Madeira, como o Marítimo…

Os convivas irrompem em nova manifestação de alegria. Com os seus sotaques abertos do Norte deitam-se a imitar o sotaque fechado das ilhas e o resultado é estrondoso, ainda que imperceptível. (Nota: são precisos actores muito talentosos para representar convenientemente esta cena.)

- Eu só espero que ninguém se lembre de homenagear o rapaz que vindimou o Marítimo no jogo com o Paços de Ferreira!
- É para aprenderem!
- O rapaz já esteve impecável no Benfica-Académica! Merecia uma homenagem.
- Cale-se com porcaria das homenagens, já basta a homenagem ao outro e sempre gostava de saber quem foi o estimado filho da puta que teve a ideia.
- Mas o outro mereceu mesmo ser homenageado. Eu quando o vi a dar o amarelo ao Javi García lembrei-me logo do José prata a fugir atrás dos rapazes todos e nem um amarelo mostrou!
- Para mim foi o melhor momento do jogo! Foi uma satisfação muito grande. Sete cartões amarelos!
- Parecia que estavam com icterícia!
- Genial!
- Por falar em icterícia, no meu entender, o Marítimo há-de ir direitinho para a Liga Orangina. E antes do Natal!
- Por amor de Deus, não se ponham com prazos! Isto da Operação Vindima já está a dar muita bandeira…
- Para o Marítimo havia-se de fazer uma Operação São Martinho, que é a 11 de Novembro.
- E para o Sporting?
- Os lagartos, neste momento, até dão jeito porque ajudam a revolver a terra.
- Isso são as lagartixas!
- E nós não queremos fazer nenhuma horta!
- Mas queremos fazer o Horta!

“E brindam, uma vez mais à agricultura. Desce o pano”.


Leonor Pinhão, 16 de Setembro in Jornal A Bola

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mourinho por dois jogos ou Villas-Boas durante meia hora



Se o Special One disser a Madaíl para ir pastar, o presidente da FPF tem um plano B:   em vez de contratar Mourinho por dois jogos, vai buscar o novo Mourinho, André Villas-Boas, durante meia hora. 
Ou seja, em vez do original a tempo inteiro, a cópia de contrafacção que dura menos tempo e desbota quando vai à máquina. 
Inimigo Público 









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Linguagem gestual no Benfica



Se o Jorge Jesus quando acenou com quatro dedos estava a dar instruções tácticas aos seus jogadores (para defenderem em linha), será que o Cardozo não estaria também a transmitir a posição que gosta de ocupar, num 4-3-2-1 em que é servido pelos dois extremos em situações de contra-golpe e num 4-2-3-1 em situações em que o Benfica não tem a posse de bola?…

Seja como for, Cardozo pediu desculpa por ter explodido de cabeça quente. Está desculpado. Pode pagar a dívida em golos...


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Carlos Xistra no Benfica-Sporting




Carlos Xistra, juiz da associação de futebol de Castelo Branco de 36 anos, é o eleito por Vítor Pereira para um encontro que se espera electrizante.

Os olhos vão estar direccionados para a arbitragem, principalmente depois das medidas anunciadas pelo Benfica, no seguimento do trabalho de Olegário Benquerença no Vitoria de Guimarães vs Benfica de sexta-feira.

Medidas que desencadearam uma resposta dura do Sporting, que acusou os encarnados de estarem a pressionar o árbitro do dérbi, que agora foi nomeado Carlos Xistra.

O dérbi lisboeta, é um dos grandes clássicos do futebol nacional, e terá lugar no próximo domingo, às 20 e 15, na Luz.

Vitória na estreia



O Benfica regressou à Liga dos Campeões dois anos e nove meses depois da última partida disputada na principal competição europeia de clubes. Os “encarnados” apadrinharam a estreia do campeão israelita Hapoel Telavive, mas não deixaram que os três pontos viajassem para fora da Luz, vencendo por 2-0, com golos de Luisão (21’) e Cardozo (68’).



Se este triunfo servirá de algum modo para desanuviar as nuvens negras sobre a Luz, fruto de um início de época desastroso, nem sempre o ambiente no Estádio da Luz foi de harmonia.


Bastaria um fósforo para incendiar os ânimos e Cardozo não se importou de ser o incendiário de serviço. Assobiado pelas bancadas depois de um par de oportunidades falhadas (14’ e 56’), o avançado paraguaio acertou à terceira (68’), fazendo o 2-0 para os “encarnados”. Aos aplausos dos adeptos, Cardozo respondeu com um dedo à frente dos lábios, mandando calar os benfiquistas. A atitude do avançado foi brindada com um coro de assobios.

Após um bom início, o Benfica foi perdendo gás e o Hapoel começou a tornar-se perigoso para a baliza de Roberto. Afortunadamente para os “encarnados”, o 1-0, marcado por Luisão (21’), surgiu na melhor altura, quando o Hapoel crescia no jogo e após um lance em que a equipa israelita se queixou de grande penalidade por derrube de Shechter (16’). O árbitro russo Aleksei Nikolaev assim não entendeu e o golo do Benfica surgiu pouco depois: Aimar marcou mal um canto na esquerda, Carlos Martins recolheu a bola no flanco contrário, centrou e Luisão apareceu a finalizar de primeira, sem hipóteses para Enyeama.

Saiu um peso dos ombros da equipa e também as bancadas da Luz respiraram de alívio. Na segunda parte, o Benfica voltou a ser feliz: após um bom início do Hapoel Telavive, o golo apontado por Cardozo cortou pela raiz as esperanças da equipa israelita em levar qualquer coisa do jogo. O paraguaio concluiu de forma simples uma jogada de Ruben Amorim e Maxi Pereira, rematando para o fundo da baliza após defesa incompleta de Enyeama.

Apesar de o Benfica estar em vantagem e com o comando confortável do jogo, os ânimos sentiam-se divididos, entre os aplausos à equipa e os assobios à atitude incendiária de Cardozo.

A reconciliação só aconteceria já depois do apito final. Enquanto os jogadores do Benfica se abraçavam a cumprimentavam os adversários no centro do relvado, Cardozo ficou isolado, a beber água. Após um momento de hesitação, atirou a garrafa para o relvado. Deu dois passos, ergueu as mãos sobre a cabeça como quem pede perdão. E as bancadas manifestaram-se, como quem diz que está tudo esquecido. Para problemas, já basta o que basta. Até porque no domingo o adversário é o Sporting.

 RESUMO DO JOGO AQUI
Ficha de jogo
Benfica, 2
Hapoel, 0

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa.
Assistência Cerca de 35.000 espectadores.

Benfica Roberto 6, Ruben Amorim 6, Luisão 7, David Luiz 5, Fábio Coentrão 7, Javi García 6, Carlos Martins 6, Aimar 7 (Airton 6, 71’), Gaitán 5 (Maxi Pereira 6, 56’), Saviola 6 (César Peixoto -, 87’) e Cardozo 6. 
Treinador Jorge Jesus.

Hapoel Telavive Enyeama 6, Bondarv 5, Da Silva 6, Fransman 5 (Badier 5, 74’), Ben-Dayan 6, Rocchi 5 (Shivhon 5, 61’), Yadin 5, Vermouth 6, Zahavi 5, Sahar 5 (Tamuz 6, 56’) e Shechter 6. Treinador Eli Gutman.
Árbitro Aleksei Nikolaev 5, da Rússia. 
Amarelos Shechter (22’) e Ben-Dayan (60’).

Golos 1-0, por Luisão, aos 21’; 2-0, por Cardozo, aos 68’.




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vencer o "Cancro" da Corrupção



Permitir o Benfica ganhar um campeonato é uma falha no famoso “piloto automático” do sistema.

Se um campeonato é como um poço de ar no voo da águia, ganhar dois seguidos é um acidente cósmico.

Este “piloto automático” é o laboratório real do que aprendemos no liceu como “sistema autopoiético”, ou seja, uma organização auto-suficiente, que se regenera por si própria, mesmo com novos membros e componentes.

Obstáculos como o processo apito dourado funcionam apenas como catalisadores da regeneração do sistema, tornando-o ainda mais forte.

É nesse estado que vemos actualmente o sistema do futebol português: um sistema canalha, ignóbil, parasita e, em última consequência, autofágico, e sabemos porquê.

É que este parasita que se auto-regenera tem uma falha de programação que o levará à sua morte, mas simultaneamente à morte do seu meio ambiente, como se de um carcinoma se tratasse.

Como sabem, se o corpo morrer, o cancro morre também. Essa é a falha do cancro.

Amigos: estão a tentar matar o Benfica, logo, a matar o futebol. Mas nesse caso o cancro morrerá connosco.

O campeonato do ano passado foi uma dose quimioterapia que apenas adiou o inevitável.

Depois o cancro volta no seu expoente máximo, chegando a conseguir danos nunca vistos, como impedir o organismo de se alimentar, primeiro de comer e depois de beber.

Tal como se uma equipa de futebol ingerisse 5 golos e o cancro só deixasse entrar 1.

Não há organismo, por mais belo e aguerrido, que resista a isto.

O fim está próximo. Mas o cancro morrerá connosco.

Gostava que a revolução que se anuncia hoje n’A Bola fosse a cura para o cancro.

Acreditaremos até ao fim!

Irmandade Gloriosa

Comunicado do plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica


Após reunião desta segunda-feira


Há momentos que exigem ponderação de análise e firmeza na acção. Há momentos que obrigam a uma participação alargada na tomada de decisões porque isso fortalece a decisão. Razões suficientes que justificaram a convocação de um plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica. Nunca defendemos condições de privilégio, o que sempre reclamámos na nossa história foi igualdade de tratamento, isenção no momento de tomar decisões e verdade.

São estes princípios que garantem a credibilidade em qualquer sector de actividade, seja na política, na economia ou no desporto. São estes princípios que, infelizmente, têm faltado ao campeonato de futebol profissional da primeira Liga nestas primeiras quatro jornadas.

Perante a evidência de tantos erros em tão pouco tempo, a esperança de um campeonato sério ainda não morreu, mas foi fortemente atingida. Aceitar com ligeireza o que se tem passado neste início de campeonato é negar o obvio e pactuar com a mentira.

Qualquer generalização é perigosa e nós não o queremos fazer. Há árbitros competentes – temos essa consciência e essa certeza – mas, infelizmente, por acção de alguns, todos são postos em causa.

O Benfica agirá sempre no estrito cumprimento da lei, não estando disponível para trilhar caminhos sinuosos que outros percorreram sem problemas de consciência e sem reparo ou castigo da justiça.

Se for outro caminho que os benfiquistas querem seguir, então estes órgãos sociais não servem. No nosso mandato não vamos montar uma estrutura organizada à margem da lei, nem um modelo de violência e intimidação de agentes desportivos ou jornalistas. Essa não é a nossa postura, nem a nossa forma de agir. Ganhar dessa forma é apenas alimentar uma mentira.

Da reunião do plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica foram assumidas as seguintes orientações:

a) Reafirmar a total confiança do Clube nos seus atletas e na sua equipa técnica, e a garantia de que ninguém vai desistir dos objectivos propostos no inicio da presente temporada. Resistir é próprio dos que nesta casa se bateram e continuarão a bater pela verdade no futebol português.

A falta de credibilidade que está a atingir a arbitragem enfraquece o futebol e só quem não está preocupado com o futebol pode estar satisfeito com a presente situação. Não é ilibando, nem protegendo aqueles que reiteradamente erram que se protege o futebol. Há quem veja e queira fazer-se de cego. A esses, essa cegueira tem de custar-lhes caro.

O futebol protege-se agindo, assumindo as medidas necessárias para que a transparência regresse à nossa arbitragem. Quem tem responsabilidades perante a actual situação tem de se fazer ouvir.

O futebol não é viável sem verdade e sem acções. O senhor Vítor Pereira deve pronunciar-se sobre o que se passou, sobre o que pensa fazer para o futuro e sobre o entendimento que tem – na forma e no tempo - sobre a homenagem promovida no dia 5 de Setembro, pela Associação de Futebol do Porto, ao senhor Olegário Benquerença.

Citando o Presidente da UEFA, Michel Platini “os árbitros incompetentes devem ser varridos do futebol”. Pela nossa parte, acabou a tolerância com árbitros incompetentes ou habilidosos.

Cada um deve assumir as suas responsabilidades e o senhor Vítor Pereira tem a obrigação de garantir condições de igualdade nos critérios e na acção dos árbitros a todos os clubes em Portugal. Algo que até aqui não aconteceu.

b) Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.

A equipa já sabe que vai ter de lutar contra muitas adversidades, algumas previstas, outras totalmente imprevistas - já o sentiu neste início de época - e vai conseguir superá-las, mas os sócios e adeptos do Sport Lisboa e Benfica não devem continuar a ser lesados económica e emocionalmente.

A nossa ausência será o melhor indicador da nossa indignação.

c) Solicitar ao Presidente do Sport Lisboa e Benfica a suspensão imediata de quaisquer negociações relativas aos direitos televisivos relativos aos jogos da sua equipa profissional a partir da época 2012/13 que possam estar a decorrer com a Olivedesportos. Mais, foi igualmente solicitada uma avaliação no sentido de apurar a possibilidade do Clube passar a gerir de forma autónoma os seus direitos audiovisuais.

Não podemos continuar a tolerar que a falta de seriedade dentro de campo tenha a cumplicidade daqueles que, tendo os nossos direitos televisivos, não revelam isenção na análise e camuflam os erros daqueles que sistematicamente nos prejudicam.

d) Equacionar, em face do desgaste e da falta de garantias de isenção na arbitragem agora evidenciadas, a participação na presente edição da Taça da Liga.

e) Solicitar à comunicação social que, fazendo o seu trabalho, denuncie quem adultera as regras. Que investigue as notas que alguns observadores têm atribuído a algumas actuações de árbitros. Que compare aquilo que sucedeu no campo com a nota posteriormente atribuída.

f) Solicitar ao Senhor Ministro da Administração Interna uma audiência para debater a violência de que a equipa do Benfica tem sido alvo cada vez que se desloca ao Porto. Não queremos confundir as gentes do Porto – que seguramente não se revêem neste tipo de comportamento – com um grupo de delinquentes que organizada e reiteradamente e de forma impune têm vandalizado o autocarro do Benfica e atentado contra a integridade física dos seus atletas.

g) Declarar o Secretário de Estado ‘persona non grata’ pelo trabalho que prestou ao futebol português. Abandonou a anterior Direcção da Liga no seu combate pela credibilização do futebol português, alheou-se – por completo – do processo “apito Dourado”. É, ainda, o responsável por nada fazer para aplicar a lei, pelo que a arbitragem e a Comissão Disciplinar continuam na Liga, quando já deviam estar na Federação Portuguesa de Futebol desde 1 de Julho.

Para além de tudo isto, lamentar as declarações desrespeitosas que o Secretário de Estado teve para com o Sport Lisboa e Benfica e que branqueiam o comportamento daqueles que adulteram a verdade desportiva.

Quem se demite das suas responsabilidades, deve saber que isso tem consequências.

Queremos concluir dizendo que compete aos benfiquistas defender o Benfica e apelando a todos para amanhã, no nosso estádio, darmos uma grande demonstração da nossa força e da nossa união.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Força Novak Djokovic



O sérvio Novak Djokovic depois de vencer o suíço Roger Federer, vai defrontar o espanhol Rafael Nadal na final do US Open.

Djokovic, terceiro cabeça-de-série, apenas conseguiu derrotar Federer, segundo pré-designado, ao cabo de cinco «sets», com os parciais de 5-7, 6-1, 5-7, 6-2 e 7-5, tendo ainda salvo dois «match points».

A final foi adiada para as 21 horas de segunda-feira devido à chuva que tem caído em Nova Iorque.


Recordo que Novak Djokovic recebeu a Taça de Campeão do Estoril Open 2007 das mãos de Eusébio da Silva Ferreira e foi a correr buscar a camisola do glorioso para o “Rei” assinar. 

O Benfica é GRANDE ...!



sábado, 11 de setembro de 2010

Palavras para Quê?

Crónicas Ricardo Araújo Pereira


O futebol português rejuvenesce


Há duas semanas, escrevi aqui que a época 2010/2011 começava naquele dia, quando o Benfica jogasse com o Vitória de Setúbal. O jogo acabou com a vitória do Benfica por 3-0, e eu convenci-me de que tinha razão. Afinal, devo confessar que me enganei. Não estamos a assistir ao início da época 2010/2011. O campeonato que agora começa é o respeitante à época 1996/1997. Aquele ano em que se juntaram, na primeira divisão, árbitros como José Pratas, Augusto Duarte, Soares Dias e Isidoro Rodrigues, entre tantos outros. A arbitragem de ontem, em Guimarães, foi de 96/97. Até quem viu o jogo em casa sentiu o cheiro a naftalina. E os apreciadores de antiguidades terão admirado o rigor com que Olegário Benquerença aplicou as regras daquela altura.
Foi um espectáculo comovente. Quando um jogador vimaranense tentou separar a perna do Aimar do resto do corpo com um pontapé, dentro da área do Vitória. Senti-me 14 anos mais novo. A falta não assinalada que Carlos Martins sofreu, também dentro da área, fez me recuar à juventude. O fora de jogo inexistente que impediu Saviola de ficar isolado à frente de Nilson trouxe me à memória o viço dos meus vinte anos. E, quando Cardozo viu um cartão amarelo por ter marcado um golo limpo, quase chorei de nostalgia. Sou um sentimental, e estes regressos ao passado comovem-me. Só não percebo a razão pela qual este Vitória de Guimarães Benfica foi transmitido pela SportTV, em lugar de ter passado na RTP Memória. Quanto a Olegário Benquerença, já conhecíamos o seu talento como imitador de Quim Barreiros (quem não conhecer, veja o vídeo no YouTube). Mas não sabíamos que ele também tinha jeito para imitar o Martins dos Santos.

Que se saiba, ninguém seguiu o conselho de higiene institucional que Carlos Queiroz nos deixou, gratuitamente, em meados da década de 90: não há notícia de alguém ter varrido a porcaria da Federação. Não serei eu a pôr em causa a necessidade de varrer porcaria, seja na Federação ou noutro sítio, mas, não tendo a porcaria sido varrida, foi com porcaria que Humberto Coelho chegou às meias-finais de um Europeu, e foi na companhia da mesma porcaria que Scolari conseguiu ser vice-campeão da Europa e quarto classificado num Campeonato do Mundo. Bem sei, bem sei: o mérito dos feitos de Humberto Coelho e Scolari é todo de Carlos Queiroz. Foi ele quem lançou as bases. Construiu a estrutura. Pensou o edifício das selecções. E a responsabilidade pelo actual momento da Selecção é de todos menos de Queiroz. Por azar, ele tomou conta da Selecção precisamente na altura em que o efeito da sua obra começou a desvanecer-se. Os seus predecessores destruíram as bases, ignoraram a estrutura e borrifaram se no edifício. Curiosamente, Carlos Queiroz tem mais mérito e influência nos resultados da Selecção quando não está a treiná-la do que quando é seleccionador nacional. E, mesmo quando está longe, Queiroz consegue ser autor moral apenas dos êxitos: é ele o responsável pelo sucesso da equipa que fez um brilharete no Euro 2000, mas não tem responsabilidade nenhuma no desastre do Mundial de 2002, sendo que a chegada à final do Euro 2004 volta a ter o seu dedo.
O despedimento de Queiroz deve agradar, por isso, a ambas as partes: à Federação — que, com processos disciplinares consecutivos, fez tudo para o despedir sem nunca dizer que queria despedi-lo; e ao seleccionador — que, insultando os médicos na Covilhã e o vice-presidente da Federação no Expresso, fez tudo para ser demitido sem nunca dizer que queria demitir-se. Por um lado, é uma pena que Queiroz e a Federação se separem. Fazem um lindo par.
No fim, a cabeça do polvo, pelos vistos, conseguiu o que queria — o que significa que este é o segundo octópode a ser bem sucedido no mundo do futebol em meia dúzia de meses. Infelizmente, dizem-me que ficávamos mais bem servidos se o polvo alemão que adivinhava resultados viesse ocupar o cargo de vice-presidente da Federação e Amândio de Carvalho fosse para dentro daquele aquário na Alemanha.
Ricardo Araújo Pereira, 11 de Setembro in Jornal A Bola

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