segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Só sobreviveu Aimar



Meio-campo da supertaça pouco teve a ver com o que esteve na base do título nacional

Jorge Jesus abordou a Supertaça com um meio-campo que pouco tinha a ver com aquele que lhe serviu de base para a conquista da Liga. A estrutura (em diamante) era idêntica, mas os executantes diferentes: só Aimar tinha lugar cativo no losango que tão bons resultados obteve na temporada transata (Ramires e Di María foram transferidos; Javi García está em baixo de forma), o que não podia deixar de refletir-se no equilíbrio do sector.

Javi García deu lugar a Airton, um elemento de cariz eminentemente defensivo, ao contrário do espanhol, o qual assume alguma preponderância no processo ofensivo... até no que toca à finalização. O jogador do país vizinho foi dono e senhor do vértice recuado do losango, em 2009/10, tendo superado a fasquia dos dois mil minutos. Por outro lado, Ramires rumou ao Chelsea, abrindo um espaço difícil de preencher no lado direito do diamante.

Carlos Martins evoluiu anteontem à noite nessa posição, mas não conseguiu disfarçar a menor apetência para palmilhar o terreno e auxiliar o sector defensivo – o português é bem mais “macio” que o brasileiro quando a equipa parte em busca da bola. Jorge Jesus tinha isso em consideração na época transata, o que o levou a apostar muito mais vezes no Queniano. 

O lado esquerdo do quadrilátero estava o ano passado entregue ao fantasista Di María, enquanto em Aveiro aí atuou Coentrão. O português concedeu balanceamento ofensivo à equipa, mas não tanto como Angelito, o qual beneficiava da proteção de... Fábio, já então transformado num lateral de classe superior.

Fonte: Jornal Record

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