terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nemátodo no Sporting?



No dia em que o mercado fecha, o treinador do Sporting (Paulo Sérgio) poderá enfrentar uma onda de protestos dos adeptos do Sporting. Após as declarações de Paulo Sérgio em como ao Sporting “falta um pinheiro no ataque”, os adeptos do clube esverdeado receiam que o pinheiro que fará parte do plantel possa ter o parasita nemátodo do pinheiro; na memória recente destes adeptos encontra-se ainda o problema de bicho da fruta que era João Moutinho. Após o problema de fruta podre no seu pomar, o Sporting parece estar a tratar da transição para pinhal.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Táctica de Roberto no penálti



Roberto, guarda-redes espanhol do SLB, não pretendia defender a grande penalidade no jogo com o Vitória de Setúbal. "Todos sabem que eu sou péssimo a sair da baliza, sem qualquer noção de timing, mas que isso nunca me impediu de o fazer. E foi precisamente isso que tentei fazer na grande penalidade. Pensei que a melhor maneira de defender o remate era sair da baliza, para desestabilizar o adversário. E foi isso que fiz, o melhor que pude. Mas o meu melhor não foi suficiente, mais uma vez, e acabei, em vez de sair para a frente, por cair para o lado, por acaso na direcção da bola, tendo-a defendido sem querer", explicou Roberto ao Inimigo Público. "Agora só tenho que apurar esta técnica. Por exemplo, na próxima vez que tiver que sair da baliza vou tentar fazer o pino. Pode ser que, sem querer, a coisa acabe por resultar". O Inimigo Público avança também que uma vez que Roberto está a sentir uma enorme pressão por ter custado 8,5 milhões, os médicos vão hipnotizá-lo para ele pensar que custou 150 euros. 
Fonte: adaptado de Inimigo Público

domingo, 29 de agosto de 2010

Roberto e a batata



Foi uma exemplar demonstração que em futebol, a lógica é mesmo a da batata: depois de ter perdido a titularidade, Roberto regressou à baliza a meio da primeira parte do jogo com o Vitória de Setúbal após expulsão de Júlio César (que fez um penalti). Roberto defendeu a grande penalidade e, para já, reconquistou os adeptos. Que grande ironia se escreveu ontem no estádio da Luz. Espera-se que este jogo lhe traga a tranquilidade que precisava. Está agora em melhores condições para mostrar se merece defender a baliza do SLB. Resumo do jogo aqui.

sábado, 28 de agosto de 2010

Crónicas Ricardo Araújo Pereira


Agora sem mãos

É a questão que os benfiquistas mais descrentes colocam a si próprios por estes dias: o Benfica já perdeu o campeonato em Agosto ou os quatro pontos de atraso para o Braga ainda são recuperáveis? É uma inquietação legítima, mas temo que o verdadeiro alcance deste início de época não esteja a ser compreendido por todos.
 O problema é este: um campeonato até Jaime Pacheco ganha. Mas ganhar um campeonato à Benfica, às vezes nem o Benfica consegue. O último campeonato foi ganho à Benfica. Com grandes exibições, goleadas, enfrentando o melhor Braga de sempre e um Porto orientado por um treinador tricampeão. Este ano parece-me que faltava alguma motivação. O Braga, desfalcado e empenhado nas competições europeias, aparenta estar menos capaz de suportar uma prova tão longa, e o Porto passou a ser treinado pelo Mourinho de pechisbeque. Era óbvio que o Benfica precisava de um desafio. Daquela emoção que o artista do poço da morte procura quando grita: «Agora mais difícil: sem mãos!» Que se passou, desde há três meses? Jesus é o mesmo. Os jogadores também, quase todos. O que equivale a dizer que o poço é o mesmo e a mota também. Um aborrecimento. As cabriolas do ano passado já não nos impressionariam. Era altura de gritar: «Agora mais difícil: sem vitórias até 28 de Agosto!» O campeonato começa hoje, meus amigos.

 “ (…) se, como eu prevejo, o Braga, ficando em segundo lugar, não sobrevive às eliminatórias da Champions, isso significa que o Benfica faz sua toda a receita dos direitos televisivos, sem ter de a dividir a meias com outro clube português participante na competição. Há que estar atento, Sr. Vítor Pereira”
Miguel Sousa Tavares, 6 de Abril de 2010
 Quando se percebe de futebol é outra coisa. Há quatro meses, o Braga estava a ser beneficiado pela arbitragem – o que, surpreendentemente, favorecia o Benfica. O mesmo Braga que só perdeu o campeonato na última jornada, o mesmo Braga que amealhou pontos suficientes para ser campeão em vários dos últimos campeonatos, estava a ser beneficiado para ajudar o clube cujos calcanhares andou a morder até ao fim. O raciocínio, chamemos-lhe assim, era simples: como, depois de apurado para a Champions, o Braga não passaria à fase de grupos, o Benfica receberia a totalidade dos direitos televisivos, perante a passividade do desatento Sr. Vítor Pereira. Talvez fosse útil a publicação de um manual de instruções para teorias de conspiração. O primeiro mandamento estipularia: se a teoria não tiver pés nem cabeça e se basear apenas numa previsão com a pujança premonitória das do professor Bambo, abandone-a. Aí está uma obra que evitaria alguns embaraços, uma vez que a realidade se encarregou de demonstrar que, tal como pensavam todos os que não estavam de má-fé, este Braga ficou em segundo lugar porque era mesmo superior ao plantel mais caro de sempre do futebol português. Que o Sporting de Braga seja, então, bem-vindo à Liga dos Campeões, até porque não é todos os dias que se consegue ver um Sporting nesta competição.
Ricardo Araújo Pereira, 28 de Agosto in Jornal A Bola

De encher o olho....



 
 Exibição de encher o olho...

É o que estamos todos a precisar...!


 BENFICA - SETÚBAL
21:15- TVI

Em relação ao último jogo com Nacional, entram César Peixoto, que regressa após lesão, e Luís Filipe e saem Fábio Faria e Airton.

Regista-se ainda uma troca de guarda-redes com a entrada de Júlio César para o lugar de Moreira.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Roberto e Júlio César.

Defesas: Luisão, Maxi Pereira, Fábio Coentrão, Luís Filipe, David Luiz, César Peixoto e Sidnei.

Médios: Ruben Amorim, Javi Garcia, Pablo Aimar, Carlos Martins, Nicolás Gaitán e Salvio.

Avançados: Cardozo, Saviola, Franco Jara, Weldon e Nuno Gomes
 
 
 
 
CARREGA BENFICA!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Simão não ia ser convocado para o arranque da qualificação do Europeu





Simão Sabrosa não iria ser convocado para a dupla operação Chipre/Noruega, no arranque da fase de qualificação para o Euro 2012. Apesar de pré-convocado, o jogador não iria ser chamado para os dois jogos de 3 e 7 de Setembro.
Simão Sabrosa foi um dos jogadores que confrontou Carlos Queiroz durante o Mundial 2010, com decisões do seleccionador, e não deixa de ser curioso que Simão, na carta da renúncia, enviada à Federação, não tenha mencionado em nenhum momento, a presença no campeonato do mundo da África do Sul, entre as passagens mais importantes com a camisola das "quinas".

Simão Sabrosa renunciou à selecção nacional portuguesa. O extremo, de 30 anos, jogador do Atl. Madrid, comunicou a sua decisão via carta endereçada a Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

No documento, Simão Sabrosa explica que, "em virtude de motivos de ordem pessoal, não poderei estar disponível para representar oficialmente, e como jogador profissional, a Selecção Nacional de Futebol".

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Crónicas Leonor Pinhão

Até 19 de Setembro, que ninguém se enerve!
NÃO é a primeira vez nem será, porventura, a última que as circunstâncias me obrigam a partilhar com os caríssimos leitores algumas noções que me foram ensinadas na infância pelo meu avô, um grande educador no que diz respeito ao comportamento minimamente exigível ao mais comum dos adeptos do Benfica, quer em público quer em privado.
Ora aprendam, se quiserem, com este episódio ocorrido há muitos, muitos anos, quando a CUF do Barreiro militava na divisão principal e, pelo final de uma tarde cinzenta de domingo, o bordo de um barco fervilhante de indignação, regressávamos os dois a Lisboa depois de uma derrota do Glorioso no campo da CUF.
A falange benfiquista lotava o cacilheiro e tal como as águas de Tejo espelhavam o céu, as conversas, em tom alto e desabrido, espelhavam o desânimo, a revolta, a intolerância dos passageiros esbaforidos perante o resultado do jogo.
Sentados lado a lado, ouvíamos o troar dos debates exaltados e de tal modo que o barco parecia navegar por vontade própria, abafado que fora pela barulheira o roncar do motor. O chinfrim, a mim, não me dizia nada. Naturalmente o que eu queria, naquele instante confuso que precede todas as crises de fé, era ouvir a opinião do meu avô.
- Foi muito mau perder, não foi? – perguntei-lhe em voz baixa.
- Quanto mais o Benfica perde mais eu gosto do Benfica – respondeu-me num tom peremptório e suficientemente alto para que os passageiros mais próximos o ouvissem e se calassem, momentaneamente embaraçados pela tirada do ancião que não admitia discussões. Mesmo assim, passado o pasmo inicial, houve logo quem pretendesse arrastar o meu avô para concordâncias fáceis.
- Mas não acha que Fulano não jogou nada? E que Sicrano está gordo? E que Beltrano não tem categoria para vestir a nossa camisola?
À espera da resposta, cravaram-se no velho uma dúzia de pares de olhos espevitados pela curiosidade que não foi satisfeita.
- Olhe, amigo, para mim dizer mal de qualquer jogador do Benfica é mais feio do que cuspir na sopa.
E acabou-se ali a conversa. Pelo menos naquele recanto daquele cacilheiro naquela viagem depois de uma derrota do Glorioso no campo da CUF do Barreiro.


VEM-ME esta memória marítima, obviamente, a propósito do arranque oficial da época de 2010/2011 em que o Benfica já encalhou em três escolhos e o inesperado da situação tem motivado farta gritaria, tal como acontece quando o caso é de aflição. E, na verdade, é. O Benfica já perdeu em duas jornadas desta Liga dois jogos, ou seja, soma em Agosto o mesmo número de derrotas com que, na temporada passada, chegou ao fim das 30 jornadas, em Maio.
Se Jorge Jesus fosse um sádico iluminado, restava-lhe agora somar de rajada os 4 empates contabilizados no campeonato de 2009/2010 e, depois, com um grande descaramento, abalançar-se a uma série de 24 jornadas seguidas só com vitórias, repetindo o registo da prova anterior, para festejar uma vez mais o título no Marquês de Pombal transportando Roberto Jimenez ao colo.
Lamentavelmente, não será este o cenário mais verosímil…
O guarda-redes espanhol que chegou ao Benfica para ser uma solução é, hoje, um problema, e dos grandes, que afecta não só a equipa toda como, de forma silenciosa e tremenda, está também a afectar a imagem de autoridade e a pôr em causa a voz do comando de Jorge Jesus. E essa perda de credibilidade do seu treinador era, justamente, a pior coisa que podia acontecer ao Benfica, brilhante campeão nacional em título e mais do que desejoso de repetir a conquista para se reafirmar como potência interna.

É que o Benfica não ganha dois títulos nacionais seguidos há um quarto de século, desde as épocas de 1982/1983 e 1983/1984, ao tempo de Sven-Goran Eriksson.
Neste pequeno desastre de arranque – e para já não é mais do que isto -, o Benfica só se pode queixar de si mesmo porque, atendendo às circunstâncias, até lhe fica mal chorar-se dos penalties que ficaram por assinalar no jogo com a Académica e no jogo com o Nacional da Madeira.
Essa, não é de todo, a conversa de um campeão que deveria ter assumido mais cedo, muito mais cedo, por princípios de Julho, desde o jogo com o Sion e daquela chapelada patética, que o dono da baliza não estava encontrado e que o erro de casting reclamava de correcção imediata e sem hesitações. São coisas que acontecem e não há que temer resolvê-las antes que a tempestade num copo de água se transforme num furacão de proporções assombrosas. E é isso que temos hoje.
A grande vítima dos azares de Roberto é, sem qualquer espécie de dúvida, Jorge Jesus, apontado como a força contratadora do jogador e, depois, perante o avolumar dos lapsos, apontando como a única força que contrariou o bom senso, apostando no guarda-redes que foi desencantar a Saragoça e que, ele próprio, Jorge Jesus, reconhecerá com mágoa mas sem esforço que é hoje a maior anedota do futebol português.
Tudo isto era dispensável, não era?
Eu dispensava, por exemplo, ter de ouvir as opiniões enternecedoras de Quique Flores, sugerindo, desde Madrid, «um novo voto de confiança que o ajudará a concentrar-se», quando o mesmo Quique Flores, na temporada de 2008/2009, foi bem menos paciente com Quim, afastando-o da equipa depois de uma curta série de jogos infelizes – goleado por 6 golos pela selecção do Brasil, por 5 golos pelos gregos do Olympiakos e protagonista infeliz de um Benfica-Vitória de Setúbal que terminou empatado, 2-2, e que afastou a equipa da liderança do campeonato.
Enfim… é o que acontece a quem se põe a jeito para ouvir sermões de vozes desautorizadas pela experiência histórica.
Vai ser difícil o trabalho do sucessor de Roberto, seja ele qual for, na baliza do Benfica. Mas não será esse facto que impedirá o Benfica de, rapidamente, se recolocar sobre carris e avançar com confiança para os seus objectivos ligeiramente embaciados depois do vapor destes primeiros jogos. O campo de manobra de Jorge Jesus é ainda largo e basta-lhe cumprir com o que prometeu na pré-temporada para que os ânimos serenem dentro e fora do balneário. Podem não estar lembrados, caríssimos leitores, mas o treinador do Benfica avisou bem cedo que só teria a equipa a jogar como ele gosta e como ele quer lá por meados de Setembro.
E basta consultar o calendário… na quinta jornada do campeonato, a 19 de Setembro, o Benfica receberá, na Luz, o Sporting e será, precisamente, nessa ocasião que a coisa ou vai ou racha. Até lá, o melhor a fazer é aguardar sem fazer ondas, não vá o barco entornar-se.

O Sporting de Braga surpreendeu na eliminatória com o Celtic, impressionou na eliminatória com o Sevilha, está, portanto, com toda a justiça, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Resta saber como é que a equipa de Domingos de aguentará em duas competições exigentes, uma nacional, a outra das portas para fora. Na temporada última, houve quem visse no facto de o Braga ter sido afastado das lides europeias logo no Verão, a explicação para uma carreira interna absolutamente incrível que durou pelo Outono, Inverno e só terminou pelo final da Primavera. Mas agora não é momento para calculismos deste género. É momento para dar os parabéns ao Sporting de Braga.
Leonor Pinhão, 26 de Agosto in Jornal A BOLA

Benfica conhece hoje adversários da 'Champions'






Esta quinta-feira, a partir das 17h, há sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões. A saber, andarão à roda quatro equipas inglesas, três italianas, alemãs, francesas e espanholas, duas portuguesas, russas e holandesas e uma escocesa, suíça, dinamarquesa, ucraniana, grega, israelita, sérvia, eslovaca e turca. 

O sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões está agendado para esta quinta-feira, a partir das 17h, no Fórum Grimaldi, no Mónaco.

Benfica e Sp. Braga são os dois representantes portugueses, já sabendo em que potes ficarão colocados e os adversários que evitarão.

Os "encarnados", campeões nacionais em título, não podem defrontar as restantes sete equipas do Pote 2, onde estão inseridos. São elas Werder Bremen, Real Madrid, AS Roma, Shakhtar Donetsk, Valência, Ol. Marselha e Panathinaikos.

Já os "arsenalistas" que deixaram para trás Celtic e Sevilha nas duas rondas de qualificação para esta prova, estão colocados no Pote 3 e já sabem que não poderão enfrentar Tottenham, Glasgow Rangers, Ajax, Schalke 04, Basileia, Copenhaga e Spartak Moscovo.

De resto, Benfica e Sp. Braga apenas sabem que não poderão defrontar-se entre si. Todas as restantes possibilidades estão equacionadas.


Liga dos Campeões
Sorteio da Fase de grupos

Pote 1
Inter, Barcelona, Man. United, Chelsea, Arsenal, Bayern Munique, AC Milan e Ol. Lyon.

Pote 2
Werder Bremen, Real Madrid, AS Roma, Benfica, Shakhtar Donetsk, Valência, Ol. Marselha e Panathinaikos.

Pote 3
Tottenham, Glasgow Rangers, Ajax, Schalke 04, Basileia, Sp. Braga, Copenhaga e Spartak Moscovo.

Pote 4
Hapoel Telavive, Twente, Rubin Kazan, Auxerre, Cluj, Partizan, Zilina e Bursaspor.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Di María encanta Santiago Bernabéu

 



Angel Di María encantou os adeptos do Real Madrid no encontro particular frente ao Penarol, realizado nesta terça-feira. O extremo argentino, oriundo do Benfica, marcou um golaço após uma primeira parte cinzenta dos «merengues». Van der Vaart fechou a contagem, garantindo o Troféu Santiago Bernabéu.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Obrigatório parar



SEGUNDO ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA DESPORTIVA


Jorge Sequeira, psicólogo com especialização no desporto, aconselha como terapia para Roberto o descanso. Por outras palavras, Jesus deve promover alteração na baliza, até como forma de salvaguardar a estabilidade da equipa.

“Quando um jogador está bem, mantém-se na equipa; se falha, é retirado. Esta é uma regra elementar do futebol. Além disso, no caso dos guarda-redes, estes nunca pedem para sair, têm de ser os treinadores a decidir”, considera o antigo elemento da equipa técnica do Sp. Braga, classificando a manutenção de Roberto no onze como “insustentável”.
Sequeira nota “alguma ansiedade” no guarda-redes, algo que pode tolher-lhe as faculdades cognitivas. “Quando tiver de sair da baliza, quando tiver de saltar, vai estar sob brasas. Vai estar obcecado em mostrar que tem valor”, nota este especialista, com mestrado em ansiedade e controlo emocional. Mais: ele “vai estar a fervilhar”, face às críticas que lhe são dirigidas, o que lhe “belisca o otimismo e aumenta a ansiedade”.
Risco de contágio. Para Sequeira, a situação que Roberto atravessa pode afetar a equipa. “Isto é como uma família: se uma pessoa chegar a casa e vir a mãe a discutir com a irmã, fica aborrecido, mesmo que esteja contente. Perante a situação de Roberto, os jogadores vão estar mais preocupados em saber se ele faz uma defesa do que na estratégia e nas outras componentes do jogo”, observa, considerando que “a atenção e a concentração” podem ser afetadas. “Pode haver risco de contágio”, acrescenta.

A bem da “estabilidade da equipa”, este preletor da UEFA recomenda que Roberto faça uma pausa. Em causa pode estar, aliás, a posição de Jesus, enquanto responsável pelo plantel. “Que credibilidade tem um líder que não toma medidas? Os jogadores vão pensar que podem fazer o que quiserem que se mantêm em campo”, refere, frisando: “O Moreira perguntará se vale a pena trabalhar e se não é preferível, durante os treinos, estar sentado a jogar às cartas.” 

Fonte: Jornal Record

sábado, 21 de agosto de 2010

Crónicas Ricardo Araújo Pereira



 Uma Semana Humilhante

A derrota do Benfica em casa, frente à Académica, não pode deixar de ser considerada humilhante. Humilhante para o Porto, bem entendido: em tão pouco tempo e com um plantel muito semelhante, Jorge Costa já está a fazer melhor do que André Villas-Boas. Quem assistiu, no ano passado, à derrota da Académica de Villas-Boas no Estádio da Luz por 4-0 constata sem dificuldades que a Académica de Jorge Costa está muito mais bem orientada. 

Como se a vergonha do fim-de-semana não bastasse, o Porto viria a ser reincidente na desonra dias depois, perdendo Salvio para o Benfica. Ciente da dimensão do enxovalho, André Villas-Boas tentou fingir que o que toda a gente sabia era mentira numa conferência de imprensa em que, por incrível que pareça, não usou uma vez que fosse a palavra «exacerbação». Disse o treinador do Porto que, se o seu clube estivesse interessado em Salvio, o jogador estaria no plantel - uma vez que os portistas se antecipam ao Benfica nas contratações sempre que o desejam. Sem querer exacerbar, todos sabemos que tal não é verdade. Se o Porto conseguisse roubar ao Benfica todos os profissionais que interessam a ambos os clubes, a esta hora Villas-Boas ainda seria treinador da Académica.

PAULO SÉRGIO prepara-se para, no espaço de cerca de três meses, colocar duas equipas fora da Liga Europa. Julgo que estamos perante um especialista. Primeiro foi o Guimarães, afastado das competições europeias no último jogo do campeonato pelo Marítimo, e agora é o Sporting, que está prestes a ser eliminado pelo poderoso Brondby. Na mesma semana, o treinador do Sporting disse que tinha a melhor equipa do Mundo e perdeu em Paços de Ferreira, e depois disse que o Sporting era favorito em todos os jogos e perdeu em Alvalade. Não me surpreende que a melhor equipa do Mundo perca em Paços de Ferreira. O que acho verdadeiramente estranho é que Anderson Polga consiga ser titular na melhor equipa do Mundo.

OUÇO dizer que os jornalistas do Expresso captaram boas declarações de Pinto da Costa. Não li a entrevista, mas custa-me a crer que sejam melhores que as declarações que a Judiciária captou e ainda pontificam no YouTube. Sem querer beliscar o brio profissional dos jornalistas que, ao longo dos anos, têm entrevistado Pinto da Costa, é apenas justo referir que meia dúzia de polícias fizeram melhor jornalismo – e sem precisarem de colocar uma única pergunta. Quando se tem talento…

É impressionante o modo como Carlos Queiroz, um treinador cujas equipas praticam um futebol tão pouco emocionante, consegue despertar tantas emoções fora do relvado. Dificilmente se chegará a um consenso a propósito deste intrincado caso disciplinar. Quem tem razão? Queiroz? A brigada antidoping? As amostras de urina? É difícil dizer, sobretudo quando ainda ninguém concorda sobre a prestação de Portugal no Campeonato do Mundo. Foi boa ou má? É verdade que a Selecção só foi eliminada pela equipa campeã do Mundo, mas não é menos verdade que Portugal não consegui marcar um único golo a quartetos defensivos que não fossem formados por Ji Yun-nam, Ri Kwang-chon, Ri Jun-li e Pak Chol-jin. Todos os defesas que neste momento não se encontram em campos de trabalhos forçados revelaram-se intransponíveis para a estratégia ofensiva portuguesa. Sim, mas seria realista esperar que Portugal conseguisse a proeza sobre-humana de bater a Espanha? Bom, a Suíça conseguiu. Digamos que não era propriamente impossível. Creio que o grande problema da Selecção é que Carlos Queiroz só joga ao ataque nas entrevistas ao Expresso. No entanto, não sou daqueles que dizem que o futuro é negro. Se a federação conseguir arranjar maneira de suspender Queiroz até Agosto de 2012, julgo que Portugal tem boas hipóteses de se sagrar campeão da Europa.

Ricardo Araújo Pereira, 21 de Agosto in Jornal A Bola

Pinto da Costa: «Ganhámos uma taça a uns caceteiros»


Pinto da Costa referiu-se de forma irónica aos recentes triunfos do FC Porto e apelidou os jogadores do Benfica de "caceteiros", frente a quem os dragões ganharam a Supertaça no início deste mês de agosto. 
As declarações foram proferidas num jantar em Vila Praia de Âncora, na sequência da inauguração da Casa de Caminha, onde estiveram perto de 300 adeptos.

"Não estamos aqui a festejar porque não ganhámos nada", começou por dizer o líder portista. "Vencemos apenas um jogo do playoff da Liga Europa; vencemos um jogo do campeonato e ganhámos uma taça a uns caceiteiros. 

Isto, comparado com quem já ganhou Taças Europeias, Intercontinentais, Taças UEFA e não sei quantos campeonatos, realmente não é nada", disse.


Com Fruta, Rebuçados, Café com leite e balneários bem regados com bagaço não deve ter custado mesmo nada...




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Salvio anuncia reforço para FCP





Afinal o FCP apenas sondou o Salvio para lhe solicitar o anúncio do próximo reforço do clube da ponte do freixo:

Nicolas Outramerdi está praticamente de abalada para o Porto, com a transferência presa por questões relacionados com as formas de pagamento...








quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"Temos que levantar a cabeça"

Sporting perde com Brondby (0-2)

Antes do jogo: «Em futebol tudo pode acontecer» – Henrik Jensen 

Depois: «Em Alvalade tudo pode acontecer» – Henrik Jensen



                          Esforço, dedicação, devoção e sandes de coiratos...



"Não hesitei na hora de optar"


O futebolista argentino Sálvio, hoje apresentado como reforço do Benfica, disse ter optado pelo clube da Luz "em dois segundos", depois de ter visto o projeto dos "encarnados" e para ter a oportunidade de jogar a "Champions".

"Houve ofertas, mas quero falar apenas do Benfica. Foi o clube que escolhi. Quando vi o projeto do Benfica, decidi em dois segundos, porque quero jogar a Champions"




Continua com o seu BOM GOSTO em alta...

Pedro Proença e o Fetiche por Penaltis fantasmas





Pedro Proença no Nacional-Benfica

"Marca o que não parece e não marca o que parece..."

Eu não esqueci ...

Vamos ter que correr o dobro...!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Inquieta Alma Benfiquista...

 Carlos Laranjeira


Alma pesada e inquieta…é assim que todos os benfiquistas se sentem nos tempos que correm.

Após a euforia do título nacional, tudo parecia correr bem, o SL Benfica só tinha de se preocupar em manter as grandes referências da equipa e reforçar as suas maiores lacunas da época passada, já por demais identificadas por os comentadores desportivos, adversários, simpatizantes e sócios do clube.
O posto de guarda-redes era de facto o primeiro desafio para a direcção do clube, que decidiu arriscar altíssimo, não só pelo valor dispendioso que deu pelo atleta (8,5€ milhões), mas principalmente pelo valor profissional do mesmo. Roberto apresenta de facto algumas lacunas técnicas, mas principalmente mentais, no entanto só o tempo e o desenrolar da época desportiva poderá confirmar se este guarda-redes de 1,93m é uma boa solução para os campeões nacionais.

Segundo desafio para a direcção do clube encarnado era de facto desencantar um bom defesa direito, com capacidade de evolução para substituir Maxi Pereira quando este estiver indisponível ou for obrigatório a rotação do jogador, de lembrar que os desafios para esta época são longos e principalmente muito mais exigentes, pois a Liga dos Campeões, a defesa do Titulo Nacional e da Taça da Liga e o ataque á Taça de Portugal, vai exigir um lado direito da defesa com duas soluções válidas e de facto Luís Filipe não parece ser uma segunda solução viável.
O empréstimo de Miguel Victor para a segunda divisão inglesa parece-me uma decisão desacertada. Miguel é um jogador da formação encarnada, é um excelente defesa central e a sua qualidade é muito mais elevada da que a do Fábio Faria…já para não falar das vantagens a nível de competições europeias em ter jogadores da formação no plantel. Enfim…no pior da situação Miguel Victor deveria ser emprestado a uma equipa da 1ª divisão europeia, nunca para uma 2ª divisão inglesa.

O SLBenfica no inicio da época passada apresentava um problema complicado de resolver, não tinha um defesa esquerdo desde a dispensa de Léo e a contratação já em fase de desespero do César Peixoto veio-se a revelar um mau investimento, principalmente desportivo, pois é um jogador sem futuro, suplente, sem qualidade suficiente para um SLBenfica de grande nível e com demasiadas mazelas físicas. Com a adaptação a defesa esquerdo do Fábio Coentrão o SLBenfica resolveu parcialmente o problema, mas mais uma vez vive no risco elevado, pois se Fábio se lesiona tudo se torna mais complicado. Ao mesmo tempo esta descoberta de Jesus deveria ser um sinal para um maior investimento em jovens jogadores portugueses, deveria mesmo fazer parte da política estratégica do clube. O SLBenfica deveria jogar pelo seguro em relação às suas laterais defensivas e não viver num risco elevado completamente desnecessário.

Ramires transferiu-se para o Chelsea por 22€ milhões, negócio este muito pouco claro. O SLBenfica deveria repensar muito bem, antes de se envolver nestes negócios demasiado, como poderei por o termo…mafiosos, pois vender 50% do passe por 6€ milhões e um mês depois vender 100% do passe por 22€ millhões…bem alguém ganhou muito dinheiro á custa do clube encarnado e o SLBenfica foi de facto o grande lesado neste negócio, tanto financeiramente como desportivamente. Desesperadamente, observo agora o clube á procura de um médio direito, quando me parece que o substituto ideal para a saída de Ramires é mesmo o Ruben Amorim e a calma deveria imperar nas escolhas de jogadores. Claro que perante as conjunturas do plantel, Ruben é também defesa direito e a tranquilidade acaba por se dissipar.

A saída de Di Maria por 25€ milhões + variantes foi um bom negócio. A surpresa veio a seguir, com a despensa do Urreta para o Corunha…este jovem jogador era de facto o substituto ideal de Di Maria, todas as indicações apresentadas pelo mesmo apontavam nessa direcção, no entanto o clube emprestou-o. Bem…o SLBenfica tem aqui mais um problema para resolver a menos de 1 mês do fecho do mercado, quando tinha mais que tempo para que esta posição estivesse resolvida…uma pergunta…e os 25% do passe do Reyes? Gaitan foi a primeira solução de Jesus, no entanto é evidente que este jogador é um médio centro ofensivo, não um extremo.

A nível ofensivo o clube apresenta…excesso de soluções. Nuno Gomes, Cardozo, Saviola, Jara, Kardec, Weldon, Mantorras e Rodrigo…não vai ser fácil manter todos felizes.

 hippyscorpio em 2010-08-12

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Gaitán quer ficar na história do Benfica

 
 Em entrevista à Benfica TV, o médio ofensivo revelou ter tido propostas mais vantajosas do ponto de vista financeiro mas que o aspecto desportivo teve maior peso e influenciou a sua escolha final.
 
Visto como substituto de Dí Maria, foi adquirido ao Boca Juniors por quase 8,5 milhões de euros, o esquerdino ainda não se afirmou no onze de Jorge Jesus.
Apesar disso o argentino não esconde a sua ambição revelando o seu grande obectivo, ficar na história do Benfica.

Nico Gaitán, que herdou ainda a camisola 20 de Dí Maria, elogiou ainda Jorge Jesus, nesta entrevista à televisão benfiquista.

Benfica 1 Académica 2 - A análise de JVP

1- Benfica denotou falta de frescura física 
Apesar de ter entrado com mais iniciativa - como seria de esperar pelo facto de jogar em casa e na qualidade de campeão nacional - e de ter tido uma oportunidade de golo logo aos oito minutos por Coentrão, este Benfica não me pareceu fresco fisicamente. Fez as coisas em esforço, sem a naturalidade que demonstrava no ano passado. E quando falta frescura física, os jogadores não pensam nem executam da mesma maneira. Daí que, na primeira parte, além da de Coentrão, só tenha tido outra ocasião clara de golo, num lance de bola parada concluído com uma cabeçada de Sidnei. 

2- Sobrecarga da pré-temporada?

Há equipas italianas que começam os campeonatos assim, com os jogadores a sentirem dificuldades nos primeiros jogos devido às elevadas cargas físicas. Não conheço a estratégia da equipa técnica do Benfica em termos físicos, mas quer-me parecer que os treinos não diferem dos do ano passado. Onde se nota uma diferença grande é precisamente em relação à frescura física, quem sabe como resultado de uma sobrecarga da pré-temporada, em que o Benfica fez jogos de dois em dois dias com viagens pelo meio. Tanto na Supertaça, com o FC Porto, como ontem, frente à Académica, aquilo que vi não foi um ou dois jogadores fisicamente mal, mas sim uma equipa inteira, e assim torna-se mais difícil disfarçar as saídas. 

3- Ausências de Di María e Ramires por colmatar

O Benfica não conseguiu fazer esquecer Di María e Ramires. O brasileiro é muito bom tacticamente, lê muito bem o jogo, tem simplicidade de processos e ainda aparece na área; não é por acaso que é internacional pelo seu país e foi contratado pelo Chelsea. Rúben Amorim é obviamente um jogador diferente. Quanto ao argentino, que é um desequilibrador nato e muito veloz, no actual plantel dos encarnados Coentrão é aquele que mais se aproxima das suas características. No ano passado, o Benfica também não começou a Liga a ganhar (empatou com o Marítimo), mas desta vez a resposta da equipa não esteve ao mesmo nível. 

4- Uma Académica à imagem do treinador

A Académica, por seu lado, foi uma equipa bem organizada, que recuava no seu meio-campo quando defendia, mas procurava as transições rápidas, através dos alas Sougou e Diogo Valente, para surpreender. Atacava e defendia com muitos elementos e mostrou personalidade, o que é mais notável se atendermos ao local do encontro, o Estádio da Luz, e ao adversário, nada mais nada menos que o campeão nacional. Esta Académica é a imagem do treinador! A vitória de ontem fez-me recordar os jogos que o Olhanense da época passada, treinado por Jorge Costa, fez em Alvalade, no Dragão e na Luz. Tal como essa, também esta Académica é uma equipa destemida, que não se fecha, que não põe o autocarro à frente da baliza e que discute o jogo. Embora sendo mais débil quando comparada com os grandes, procura jogar, não dá pontapés para a frente. Acredito que esta será uma das boas equipas do campeonato e, nos jogos fora de casa, vai aproveitar bem os seus jogadores mais rápidos. Conheço bem Jorge Costa, fui treinado por ele e sei que gosta de que as suas equipas joguem bom futebol. 

 

5- Um golo candidato ao Top 5 da Liga e outro fruto da defesa à zona

A vitória da Académica surgiu graças a um grande golo, que provavelmente estará no Top 5 deste campeonato. É um remate indefensável, muito colocado e que entrou junto ao ângulo - Roberto não está adiantado, ninguém evitaria aquele golo. Ficou a dever-se a um desequilíbrio defensivo do Benfica e à capacidade da Académica, em transições rápidas, de libertar três ou quatro jogadores para o ataque. O primeiro golo da equipa de Coimbra surge de uma bola parada, situação que o Benfica defende à zona e em que, quando não se ataca a bola, se correm grandes riscos quando - como foi o caso - o adversário é mais rápido. 

6- A expulsão, Coentrão e Laionel

A expulsão de Addy marcou a segunda parte, período em que o Benfica teve total domínio do jogo, embora a Académica não tenha abdicado do ataque. Sempre que ganhava a bola, saíam dois ou três jogadores para a frente. Com grande espírito de sacrifício e solidariedade, subiam e desciam no terreno. Foi isso que fizeram Sougou e Diogo Valente na primeira parte e, mais tarde, apenas o primeiro. Com dez, o jogo tornou-se muito complicado, mas os visitantes continuaram a demonstrar uma forte personalidade. Do lado do Benfica, o perigo surgia pelas alas, em especial por Coentrão, não só no golo de Jara como noutras situações. Aliás, o esquerdino é o único jogador do Benfica a merecer um destaque individual, não só pelos desequilíbrios que criou, mas especialmente porque, ao contrário do que seria de esperar pelo facto de ter estado no Mundial, pareceu o menos cansado. Na Académica, o destaque óbvio vai para o golo de Laionel, que é do outro mundo, pela intenção, pela forma como chutou, pelo local de onde o fez. Entrou fresco, com capacidade para decidir, e demonstrou muita qualidade

domingo, 15 de agosto de 2010

Melão




Mas que grande melão nos estava reservado para este início de Campeonato...


E já lá vão 3 derrotas seguidas





Uma cadeira nas Costinhas




Para começar, já levaram com uma cadeira de madeira nas Costinhas...



Menos mal...na luta pelo 4.º lugar o Marítimo também perdeu.





sábado, 14 de agosto de 2010

Crónicas Ricardo Araújo Pereira




A andorinha e a Primavera

O principal acontecimento desta semana deve ter intrigado a generalidade dos comentadores - quer os cronistas que escrevem colunas de opinião, quer os que preferem publicar opiniões que não são as suas com o objectivo de interferir nos jogos espicaçando jogadores. O fenómeno é simples: a equipa que acabou de ganhar brilhantemente o campeonato passou a ser péssima no espaço de uma hora e meia. Não é fácil. Requer talento. A metamorfose do Porto, que se transformou na melhor equipa do mundo no mesmo lapso temporal, não é tão impressionante. É certo que, até ao passado sábado, a equipa do Porto era um conjunto de jogadores pouco ambiciosos, à imagem do amorfo JesuaIdo Ferreira, e precisava urgentemente de reforços se queria fazer melhor que o justíssimo terceiro lugar em que tinha terminado a época. Mas só às segundas, quartas e sextas. Às terças, quintas e sábados, o Porto era uma equipa que, se não tivesse sido injustiçada pelas punições sofridas por jogadores inocentes que, coitados, se limitaram a participar em espancamentos, teria sido campeã com 30 pontos de avanço - ou não fosse treinada pelo competente Jesualdo Ferreira.

O próprio André Villas Boas que, além de ser o mais novo vencedor da Supertaça, é o primeiro treinador do mundo a usar por quatro vezes a palavra «exacerbação» na mesma conferência de imprensa - recordou, aliás de forma um pouco exacerbada, que o Porto do ano anterior só não tinha ganho por causa das injustiças, observação que constitui uma crítica a Pinto da Costa pelo despedimento de Jesualdo Ferreira, o que acaba por ser razoavelmente exacerbador. E é assim que a equipa que, ainda não há seis meses, levou três secos daquele Sporting que acabou a 28 pontos do primeiro, se encontra no topo do futebol português. Pelos vistos, no futebol, por morrer uma andorinha acaba a primavera. E por morrer um abutre acaba a exacerbação.

 Quanto ao Benfica, se é possível encontrar algum aspecto positivo mo meio desta horrível hecatombe que foi o facto de termos perdido um jogo, talvez seja consolador registar que, num jogo em que tudo nos corre mal e não jogámos mesmo nada, o pior que nos pode acontecer é perdermos 2 - 0 com o Porto.

O Braga entrou na nova época com uma vitória clara por 3-I. À atenção do Porto: a luta pelo segundo lugar vai continuar a ser dura. Talvez não seja boa ideia voltar a emprestar jogadores ao principal rival em Janeiro. Fica a sugestão.

Ricardo Araújo Pereira, 14 de Agosto in Jornal A Bola

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Crónicas Leonor Pinhão



Carlos Queiróz não tem no seu país um estatuto de ídolo. O que é estranho porque Queiroz, ainda que uns bons degraus curriculares abaixo de José Mourinho, trabalhou no estrangeiro com sucesso ao serviço de um gigante europeu como é o Manchester United.
Em Portugal, há duas décadas, Queiroz levou a selecção nacional de juniores à conquista de dois títulos mundiais do escalão e este ano, em 2010, na fase final do mundial de seniores, levou a equipa nacional até aos oitavos-de-final e soçobrou perante a Espanha que haveria de se sagrar campeã do mundo, o que não é pouco.

No entanto, a FPF está farta de Carlos Queiroz e magicou um modo desajeitado de se ver livre do seleccionador. Não será coisa de espantar se Carlos Queiroz fizer vingar o seu contrato e os seus direitos e acabar por ser ele, o treinador, a despedir o presidente, Gilberto Madaíl. E não venham depois dizer que nunca viram nada parecido…
Não sendo um ídolo, Carlos Queiroz não arrasta multidões, não tem lobbies a favor nem contra e o seu destino profissional é mais ou menos indiferente à grande massa de adeptos portugueses que censurarão mais facilmente ao treinador a total ausência de brilho da Selecção na África do Sul do que a fraca “postura verbal” de que é formalmente acusado.
E é este o risco que corre Carlos Queiroz se não for ele próprio a meter um travão ao aproveitamento que se está a fazer do seu lamentável caso. É que, pelo andar da carruagem, Queiroz que não é um ídolo dos amantes do futebol, arrisca tornar-se um ídolo dos amantes da ordinarice e da violência e, francamente, ninguém merece uma coisa destas.

Carlos Queiroz agrediu um jornalista no Aeroporto de Lisboa e insultou um funcionário do Estado português, que se limitava a cumprir com o seu trabalho, em termos de fazer corar as pedras da calçada. Este currículo de Queiroz dá-lhe uma aura de ídolo e de santidade por todas as capelas onde bater em jornalistas e falar como um labrego é a liturgia oficial.
Inevitavelmente, os dois episódios fazem já parte do anedotário futebolístico nacional e se há coisa de que um seleccionador nacional não precisa é de entrar como protagonista em anedotas ainda que as anedotas se esqueçam facilmente até porque, no nosso país, há uma grande capacidade de renovação de reportórios tantas são as situações com que a realidade nos bombardeia.
O presidente do FC Porto, por exemplo, apresentou-se na sede da Federação Portuguesa de Futebol para colaborar na defesa de Carlos Queiroz. Pinto da Costa considerou o caso «ridículo» e considerou «normais» as palavras que terão dado origem ao processo disciplinar. E curvou-se, humildemente, perante a figura respeitável do manager do Manchester United afirmando: «Vir alguém como o Sir Alex Ferguson de Inglaterra para testemunhar até se torna preocupante…».

Fica, assim, provado que Pinto da Costa já se esqueceu da melhor anedota jamais contada por Sir Alex Ferguson que, um certo dia, falou na competitividade do campeonato português nos seguintes e escorreitos termos: «O FC Porto está habituado a comprar títulos no supermercado». E nem lhe foi preciso dizer uma asneirola.

NÃO é comum acontecer mas, pelo menos nesta semana, entre benfiquistas e portistas regista-se uma espécie de unanimidade de opinião que é digna de enaltecer. Se o mérito do vencedor da Supertaça mal se discute, também a eleição do nome do melhor jogador em campo não oferece, praticamente, motivo para argumentações e contra-argumentações.
Em A veiro, o melhor em campo foi Silvestre Varela, ponto final, parágrafo.
É sempre curioso quando vemos concordar duas multidões rivais vocacionadas para discordar. E porque é diferente é original e é saudável.
Menos original e menos saudável é, aparentemente, a posição expressa em público e em privado por muitos adeptos do Sporting que hesitam em atribuir o título de melhor em campo a Silvestre Varela visto que também lhes agradou imenso a exibição de João Moutinho, na sua estreia oficial pelo FC Porto, no jogo de domingo passado.
Se para uns, Varela foi a gazua que desarticulou as capacidades defensivas do campeão, para outros foi Moutinho o herói de Aveiro porque foi ele quem, sozinho conseguiu carregar de cartões amarelos meia equipa do Benfica, o que também tem o seu valor.

Observando o universo leonino, de fora e de longe, conclui-se que é uma verdadeira alegria sportinguistas oferecer os seus melhores jogadores ao FC Porto só para os ver, finalmente, ganhar títulos ao Benfica. Ou seja, o Sporting projecta-se mentalmente no FC Porto e acaba por dar razão a Moutinho que, mais esperto, se projectou fisicamente para o Estádio do Dragão para, como o próprio explicou, «ganhar títulos», que só muito dificilmente ganharia em Alvalade.
Com o devido respeito, trata-se de uma situação curiosa do ponto de vista da psiquiatria de massas. Não tenho nada mais a acrescentar.

HONESTAMENTE, nada tenho a censurar aos jogadores do Benfica na final da Supertaça no que diz respeito ao pouco entusiasmo e à reduzidíssima capacidade de concentração que exibiram no sábado passado em Aveiro. Eu própria, só mesmo à hora do jogo é que me lembrei que havia futebol e que o Benfica ia jogar. Isto para verem como uma pessoa pode desconcentrar-se facilmente em certos momentos que deviam exigir maior acuidade e empenho.
Presumo que aos jogadores do Benfica tenha acontecido precisamente a mesma coisa. Pronto, passaram um sábado distraído e quando deram pela coisa já não havia nada a fazer. É normal, ao fim e ao cabo. A Supertaça não nos diz muito. O Benfica entrou em campo no sábado com um registo de 9-1 em finais perdidas para o FC Porto. Valeria a pena tentar reduzir para9-2? Não, de modo algum, até parecia mal. Pessoalmente, prefiro 10-1 a 9-2, tem mais dignidade. 10-1 em finais da Supertaça perdidas para o FC Porto não é nenhum desastre. É apenas um depoimento sobre a dita competição, uma espécie de tese de pedantismo levado ao extremo. Confesso, gosto. E antes isto do que nos desculparmos com o facto de a Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da prova, não ter feito disputar o jogo com a Jabulani, a moderna bola a que a nossa equipa tão bem se adaptou na pré-temporada.

A mudança de bola pode-nos ter sido fatal? Provavelmente. E poderíamos até elaborar uma longa dissertação sobre o tema, à laia de desculpa esfarrapada, se não tivesse sido exactamente essa a desculpa dada por André Villas-Boas depois das duas derrotas do FC Porto no torneio de Paris…


Leonor Pinhão, 12 de Agosto in Jornal A Bola

O sr. Villas-Boas e os clones...



Quando alguém se destaca e parte, procura-se rapidamente um clone. Procura-se sempre um "novo qualquer coisa", porque se julga que no futebol a possibilidade de reprodução é um dado científico. No Benfica, por exemplo, procura-se o "novo sr. Di Maria" e no FC Porto busca-se urgentemente o "novo sr. Bruno Alves". A clonagem faz parte do imaginário futebolístico nacional, desejoso de referências porque tem sempre dificuldade em aceitar originais. O caso do sr. André Villas-Boas é exemplar. Aterrou em Portugal e quase antes de iniciar as suas funções de treinador (na Académica) já estava a ser apelidado de "novo sr. Mourinho". Antes de mostrar o seu talento à frente de uma equipa de futebol já era desejado em Alvalade. Acabou no FC Porto, depois de um par de meses no clube de Coimbra.


O drama não é a aposta num jovem treinador. Muitos clubes já o fizeram com sucesso. E outros com insucesso, claro. Mas a transformação imediata do sr. Villas-Boas em herdeiro do talento do sr. Mourinho, porque trabalhou com ele, é tão irracional como demonstradora do nível do futebol indígena. O sr. Villas-Boas, e bem, já tentou enxotar o estigma de ser um clone. O sr. Mourinho, claro, diz que não deu autorização para haver clones seus. Mas todos os que olham em Portugal para o sr. Villas-Boas, vêem o sr. Mourinho. A distracção é pior que a miopia.


É preciso recordar que o sr. Mourinho não foi uma obra do Espírito Santo. Trabalhou muito até ser quem é hoje. Foi intérprete do sr. Bobby Robson e aprendeu muito com ele. Depois foi adjunto do sr. Van Gaal, que lhe deu a licenciatura. Ainda hoje são irmãos gémeos, embora com variantes: o sr. Van Gaal vê no futebol de ataque um dever moral, o sr. Mourinho acha que o único objectivo é ganhar. 
O sr. Van Gaal foi um mestre para o sr. Mourinho, como o sr. Rinus Michels o foi para ele. Mas nenhum foi clone do outro. Aproveitaram a mestria dos outros para estudar e para se formarem como grandes treinadores. O que é curioso é a origem do sr. Van Gaal e do sr. Mourinho: ambos foram futebolistas sem grande expressão e ambos começaram por treinar pequenas equipas antes de explodirem como vencedores de competições europeias.


O sr. Bergkamp disse um dia que o sr. Van Gaal sabia tão bem o que queria ter em campo que poderia ter lá 11 robôs em vez de 11 jogadores. O que nos leva novamente à questão dos clones. Será na prática que se verá se o sr. Villas-Boas estudou a sério com o mestre sr. Mourinho para crescer e vencer com as suas próprias ideias. Como o sr. Mourinho fez depois de deixar o sr. Van Gaal.

Fernando Sobral

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O aviso abençoado

Desde a noite de sábado, e nem foi preciso esperar pelo final do jogo de Aveiro, o clima de euforia vivido para os lados da Luz teve direito a um duche frio que, por ironia do destino, pode vir a ser muito útil para uma época limpa e para que o Benfica possa realmente perseguir os seus objetivos. Por outras palavras, a forma empenhada e eficaz com que o FC Porto se apresentou, chegando nalguns momentos ao estatuto do “banho de bola”, pode ajudar a fazer de André Villas-Boas um inesperado “aliado” dos propósitos do campeão nacional.

Para já, num primeiro jogo oficial, ficou por confirmar a desenvoltura goleadora que o Benfica demonstrou na pré-época. Nem Cardozo, nem Saviola, nem Jara, nem Carlos Martins tiveram engenho e arte para marcar. Da mesma forma que, com maiores ou menores culpas, ainda não foi desta que Roberto se confirmou como a mais-valia anunciada. Suspiraram os benfiquistas pelos repentismos de Di María, pela entrega pendular de Ramires. Alguns, mesmo mais retraídos, não esqueceram a consistência de Quim. Todos, julgo eu, terão compreendido que a equipa para esta época, com rivais mais próximos e com desafios a sério na Liga dos Campeões, ainda está longe da máquina trituradora que se apresentou sem falhas em tantos jogos da temporada passada. Mais: houve, da parte de alguns jogadores do Benfica, uma rápida troca da arrogância pelo nervosismo, que se traduziu no recurso a faltas pouco habituais e nada aceitáveis num plantel que privilegia a técnica e o espectáculo, o que o leva a ser mais vítima do que carrasco dos adversários.

Écerto que o FC Porto não deixou que o Benfica instalasse o seu habitual sistema: com a ajuda dos laterais e com Fernando reencontrado, a batalha do meio-campo começou a ser ganha aos primeiros lances. João Moutinho começou a dar razão aos que o consideram a grande contratação do defeso portista. E houve o fator Silvestre Varela, que, tal como há um ano, volta a ser um reforço poderoso e suscetível de gerar os desequilíbrios que Hulk, pelo contrário, não parece capaz de lograr. De Falcão já se sabe o que esperar. Rolando e Maicon arregaçaram as mangas para começarem a provar que Bruno Alves já é passado… ao contrário de Raul Meireles.
Para o Benfica, cujo técnico pode invocar (e bem mais do que os seus congéneres) a incerteza face às disponibilidades, tantos têm sido os assédios sobre os jogadores (e a janela de mercado ainda está escancarada), tantas têm sido as alternativas avançadas, é fundamental recomeçar. Ou seja, até domingo e daí em diante, a principal tarefa de Jorge Jesus tem a ver com atitude. Se conseguir lembrar aos seus homens que os jogos e os títulos se ganham em campo já terá meio caminho andado.

João Gobern, 11de Agosto in Jornal Record

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ferguson defende Queiroz

 HenriCartoon


Ferguson é uma das testemunhas de defesa de Queirós e, apesar de não ter estado na Covilhã, o técnico escocês não tem dúvidas que o seleccionador saiu em defesa dos jogadores.“Este é um caso contra o Carlos, um grande treinador que conheço há muitos anos. Infelizmente, como as coisas estão no mundo de hoje, o controlo anti-doping, no que diz respeito ao acesso aos jogadores, é necessário ter uma só pessoa para detalhar todos os movimentos dos atletas: onde estão e a que horas estão. 

É uma situação terrível para os treinadores e compreensivelmente o Carlos – que estava a preparar o Mundial – entrou em defesa dos seus jogadores”.

Sir Alex Fergusson reafirma que Carlos Queirós “é contra o doping” e “preocupa-se em desenvolver jovens e inspirá-los”.

“Conheço-o bem, é um grande homem e um grande líder”, reforça o técnico do Manchester United que esteve na sede da Federação Portuguesa de Futebol tal como outras testemunhas de defesa como Luís Figo, António Simões e Pinto da Costa...


         Esta última testemunha abonatória no mínimo surpreendente...


 Continuem sempre em frente....sempre em frente numa casa iluminada

Fernadinho na lista do Benfica

O ala-esquerdo brasileiro Fernandinho, que actua no São Paulo,  é apontado pelo "Record" como prioridade para reforçar o Benfica.
O Benfica continua no mercado à procura de reforços para o meio-campo, de forma a colmatar as saídas de Di Maria e Ramires. Depois de Wesley, Elias e Ben Arfa, agora surge o nome do ala Fernandinho, jogador do São Paulo, como possibilidade para a equipa orientada por Jorge Jesus.
O “Record” anuncia o interesse do Benfica no ala-esquerdo brasileiro, e, segundo o jornal, este é há muito seguido pelos responsáveis benfiquistas,  estando no topo da lista de preferências encarnada.

Fernandinho tem 24 anos e parte do seu passe pertence à Traffic, que o cedeu  ao São Paulo. O clube que detém apenas 20% do passe do atleta, enquanto a empresa de agenciamento de jogadores detém a maioria (60%).

O extremo foi um dos destaques do campeonato brasileiro na época passada, onde ao serviço do Grêmio Prudente, deu nas vistas, transferindo-se para o São Paulo, onde tem sido titular indiscutível.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Alvalade sem vuvuzelas



 Só entram maracas e pandeiretas 

E lenços brancos...?


Só sobreviveu Aimar



Meio-campo da supertaça pouco teve a ver com o que esteve na base do título nacional

Jorge Jesus abordou a Supertaça com um meio-campo que pouco tinha a ver com aquele que lhe serviu de base para a conquista da Liga. A estrutura (em diamante) era idêntica, mas os executantes diferentes: só Aimar tinha lugar cativo no losango que tão bons resultados obteve na temporada transata (Ramires e Di María foram transferidos; Javi García está em baixo de forma), o que não podia deixar de refletir-se no equilíbrio do sector.

Javi García deu lugar a Airton, um elemento de cariz eminentemente defensivo, ao contrário do espanhol, o qual assume alguma preponderância no processo ofensivo... até no que toca à finalização. O jogador do país vizinho foi dono e senhor do vértice recuado do losango, em 2009/10, tendo superado a fasquia dos dois mil minutos. Por outro lado, Ramires rumou ao Chelsea, abrindo um espaço difícil de preencher no lado direito do diamante.

Carlos Martins evoluiu anteontem à noite nessa posição, mas não conseguiu disfarçar a menor apetência para palmilhar o terreno e auxiliar o sector defensivo – o português é bem mais “macio” que o brasileiro quando a equipa parte em busca da bola. Jorge Jesus tinha isso em consideração na época transata, o que o levou a apostar muito mais vezes no Queniano. 

O lado esquerdo do quadrilátero estava o ano passado entregue ao fantasista Di María, enquanto em Aveiro aí atuou Coentrão. O português concedeu balanceamento ofensivo à equipa, mas não tanto como Angelito, o qual beneficiava da proteção de... Fábio, já então transformado num lateral de classe superior.

Fonte: Jornal Record

domingo, 8 de agosto de 2010

A análise de Jorge Jesus e Saviola

 
Jorge Jesus e Javier Saviola analisaram, do lado do Benfica, a vitória do FC Porto na Supertaça Cândido de Oliveira.
Jorge Jesus considerou justo o triunfo do FC Porto no primeiro "clássico" da época, diante do Benfica (0-2)
O técnico dos campeões nacionais lamentou o facto dos seus jogadores terem sido "surpreendidos por um golo aos 3 m. de jogo, mas reconheceu que o FC Porto "esteve melhor que o Benfica em termos de eficácia".

"Foi um bom jogo e ganhou a equipa mais eficaz. Vamos começar no domingo o campeonato, que é o nosso grande objectivo. O FC Porto acabou por ser um justo vencedor. O Benfica fez quase sempre golos, hoje não, mas há jogadores que começaram a trabalhar mais tarde e isso notou-se hoje", prosseguiu.

"Vamos ter mais uma semana de trabalho e estaremos melhor. Não podemos desvalorizar, por causa deste jogo, o trabalho dos jogadores que fizeram coisas fantásticas no ano passado e vão voltar a fazer este ano", concluiu Jesus.

Javier Saviola alinhou pelo mesmo discurso do seu treinador, confessando que "as coisas não saíram bem". "Sofremos um golo muito rápido. As coisas não saíram como queríamos, mas agora temos que levantar a cabeça. Vai começar o campeonato e temos de tratar de melhorar alguns aspectos", atirou "El Conejo".

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