sexta-feira, 16 de abril de 2010

Crónica Miguel Góis

 
 HenriCartoon
 
Uma das virtudes do último dérby foi ter devolvido alguma justiça à tabela classificativa. É comummente aceite que o facto de este Benfica estar só a 23 pontos do Sporting não espelhava de forma conveniente a diferença entre as duas equipas. Corrigida a injustiça, foi então altura de ver também as diferenças entre os clubes no pós-jogo. Em primeiro lugar, surgiu João Moutinho que, alguns minutos depois de fazer uma entrada por trás sobre Ramires merecedora de cartão vermelho, veio queixar-se do facto de Luisão ter feito uma entrada por trás sobre Liedson merecedora de cartão vermelho, quase tão violenta quanto a entrada por trás de Miguel Veloso sobre Alan Kardec merecedora de cartão vermelho - só não o lesionou, porque felizmente acertou no piton do Bruno Alves que o Kardec tem embutido nas costas, desde a final da Taça da Liga.

De seguida, apareceu o director para o futebol do Sporting. (Para quem não sabe, de entre os vários poderes e responsabilidades do presidente do Sporting não se encontra a nomeação do director para o futebol. Se não, vejamos: primeiro, a Juve Leo nomeou Sá Pinto; mais recentemente, o empresário Jorge Mendes nomeou Costinha. Em rigor, já calhou a quase toda a gente essa tarefa, menos ao seu presidente. Há que rever esses estatutos.) Depois de se queixar da arbitragem, proclamou um blackout à moda do Porto. Percebe-se agora por que é que o Sporting se autointitula um clube diferente. Mais nenhum clube grande em Portugal copia o modelo de gestão e comunicação de um outro clube grande. Ou seja, o Sporting é diferente porque é igual ao FC Porto.

Seja como for, ouve-se agora dizer por todo o lado que esta época do Sporting é para esquecer, mas não posso estar de acordo com isso. Pelo menos, eu vou-me lembrar dela para sempre.

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