sábado, 6 de março de 2010

Que Túnel?


É preciso ter azar. No espaço de apenas 24 horas, caíram por terra as desesperadas tentativas azuis e brancas de desmerecer a liderança do Benfica no campeonato. A primeira tese era a que sustentava que o clube da Luz estaria a ser levado ao colo pela arbitragem. Como se tal fosse possível - toda a gente sabe que a maior parte dos árbitros portugueses, na última década, levaram tantas vezes o FC Porto ao colo que agora chegaram àquela idade em que já não podem levantar pesos. Ainda assim, é irónico ver que ao Benfica aconteceu o mesmo que ao FC Porto na deslocação ao campo do Leixões: viu-lhe ser negado o primeiro golo, numa decisão muito discutível do árbitro da partida. A única diferença é que, a seguir, o Benfica marcou mais 4 golos.


A segunda tese é que este seria um campeonato conquistado à custa do que se tem passado no túnel da Luz. Não sendo jurista, até me inclino para concordar com alguns pareceres jurídicos que põem em causa o entendimento que a Comissão Disciplinar da Liga faz do que é um agente desportivo: depois de ter assistido a vários jogos em que participou, tenho dúvidas que o Sapunaru possa ser considerado como alguém que esteja diretamente ligado à prática futebolística. Acontece que, no intervalo do Sporting-FC Porto, um elemento da equipa técnica portista envolveu-se fisicamente com outros elementos no túnel de Alvalade, o que permite por fim estabelecer um padrão.

Tudo se tornou mais claro, portanto. Resta aos portistas lamentarem-se da falta que o Hulk faz. E podem ter alguma razão: no túnel de Alvalade, José Gomes, enquanto pensava se devia abalroar o árbitro da partida ou investir contra o adjunto do Sporting, deve-se ter sentido um pouco desapoiado.

Miguel Góis in Jornal Record

1 comentário:

Café e meio... disse...

O meu maior sonho é vê-los de rastos.

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