Chapéus há muitos, mas este só está ao alcance de predestinados...
"Maxi chega ali às esquinas da área e larga a bola para a frente; Saviola recebe-a, um toque económico de pé esquerdo, ajeitando e avançando de uma só vez. Como um grande poeta da simplicidade, uma palavrinha e dois belos sentidos. E agora, silêncio, por favor, amigos. Silêncio, que se vai dançar o tango. Um tango minimalista, só coração e dedos dos pés. Javier Saviola, nosso pequeno deus argentino, faz a chuteira entrar e sair debaixo da bola e esta, zás, muda-se em chapéu, folha seca, obra-prima..."
Crónica de Jacinto Lucas Pires

